Ai, meu Deus!

Foi semana retrasada. Na coluna da Digi. Escrevi uma crônica cobre inícios de livros legais e incluí a Bíblia como sendo um dos 3 mais legais. Depois, Minchoni me lembrou que “A LUA VEM DA ÁSIA” do CAMPOS DE CARVALHO também tem um início antológico e eu me ressenti de não ter incluído este. Mas vamos pra frente. Como eu ia dizendo, ao citar a Bíblia num texto tão coloquial acabei atraindo a atenção de alguns extremistas religiosos que fizeram acusações de heresia e falta de respeito desmedida.

 

Eu fico impressionado com a intransigência das pessoas. Ninguém pode falar em religião, política ou futebol que logo aparecem os donos da verdade pra jogar pedra com tentativas torpes de intimidação.

 

Uma pergunta que eu sempre faço a esmo. Será que Deus não tem senso de humor? Será que Ele, sem sua magnânima e divina sabedoria não consegue rir de si mesmo vez ou outra? Enquanto vocês meditam sobre a resposta, seguem algumas dicas de sátiras e episódios bem-humorados a respeito Dele.

 

Deus é pai.

Curta de animação.

Alan Sieber, Otto Guerra e Fábio Zimbres.

 

Em 1999, 3 gaúchos malucos, hereges, materialistas e provavelmente ateus cometeram esta aberração a qualquer regra de bom senso e respeitosa convivência entre cristãos. Tornei-me fã de Alan Sieber tenho comprado todos os seus livros como bom sequelado que sou.

 

 

 

Dogma.

Filme.

Kevin Smith.

 

O católico Kevin Smith um dia resolveu perguntar: “E se Deus fosse um cara bem-humorado?” O resultado é o filme Dogma de 1999, subversivo ao extremo que causou protestos pelos Estados Unidos. Protestos esses frequentados pelo próprio diretor só pra tirar onda.

 

Cartaz do blasfêmico filme de Smith.

Cartaz do blasfêmico filme de Smith.

 

 

No sítio abaixo, uma organização chamada “Frente Universitária Lepanto” combate frontalmente o filme e, como parte de uma campanha intitulada de “Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!”, faz um apelo para que as pessoas se pronunciem contra o filme Dogma.

http://www.lepanto.com.br/CampDogma.html

 

Vejam alguns trechos da carta:

“Caro devoto de Nossa Senhora de Fátima,  Salve Maria!   Um filme perverso contra a Igreja Católica está chegando ao Brasil. Precisamos agir enquanto é tempo para impedir que seja exibido! O alarme nos foi dado por amigos dos Estados Unidos – que promovem a campanha “America Needs Fatima“: os estúdios da Walt Disney – conhecido por suas produções cinematográficas infantis – estão lançando, através de sua filial Miramax, um filme perverso. Este filme satânico – que cinicamente se intitula “Dogma” – constitui um gravíssimo ATENTADO MORAL contra Nossa Senhora, Nosso Senhor Jesus Cristo e a Santa Igreja Católica. E o mais terrível vem agora: Os promotores dessa perversidade estão tramando o lançamento mundial do filme em vários países ao mesmo tempo…”

 

Caráleo! Os produtores, além de terem promovido um lançamento mundial, ainda o fizeram em VÁRIOS PAÍSES AO MESMO TEMPO?!!!

 

Mais um trecho:

“Ao longo do filme as mentiras e as calúnias contra a Fé se multiplicam. Assim, um autodenominado “13º apóstolo” volta para a Terra. Ele seria desconhecido dos Evangelhos por ser da raça negra. Este “apóstolo” também afirma que Jesus era negro e se divertia ouvindo os apóstolos contando histórias imorais à noite em torno do fogo… Precisamos barrar a entrada deste filme no Brasil!!!”

 

Bem, gente, eles não conseguiram barrar. O filme é facilmente encontrado em qualquer locadora. Na vídeo Laser tem, assim como toda a filmografia do Kevin Smith. A maior conclusão que tiro ao ler este sítio é que os católicos não levam muita fé em webdesigners. A página dos caras é feia de doer. Acho que vou indicar Marlos ou o pessoal da Rits pra eles.

 

 

A vida de Brian.

Filme.

Monty Python.

 

Um clássico da irreverência religiosa. A sinopse é a seguinte: Brian nasceu na manjedoura vizinha à de Jesus Cristo e passou a vida inteira sendo confundido com o messias. Impagável como só o Monty Python conseguia ser. Abaixo, tem um trecho em que os personagens cantam a música tema do filme de uma maneira como só anticristos poderiam conceber.

 

 

Deus é pai 2.

 

Pra encerrar, vocês podem ver o vídeo da parte 2 da animação de Alan Sieber.

Boa diversão e queimem no inferno, seus malditos!

 

 

 

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3 Respostas to “Ai, meu Deus!”

  1. Groff Says:

    Comédias satíricas! Acho que é tipo sushi, ou você gosta ou não gosta. Tipo gente que não aceita satíras com religião,ou aceita ou não aceita. Dogma faz com que pensemos em alternativas para o catolicismo, uma sátira a religião muito inteligente com situações bem divertidas. A vida de Brian é de idéia simples e original, o tipo de trabalho que o Casseta e Planeta tenta copiar… Os dois filmes são super engraçados quando você os assiste sem dogmas.

  2. Moacy Cirne Says:

    Ótima postagem, meu caro. Esses cristãos xiitas são o próprio Império do Mal e da Ignorância. (Mas como eles são ridículos…) E “Deus é Pai” é sensacional. Já pensei em editá-lo no Balaio; qualquer dia o farei. Um abraço.

  3. Barbosa Says:

    Assisti o Dogma quando ainda acreditava em alguns deles. Foi sem dúvida um dos fatores da desconexão pela qual todos deveriam passar.

    Na essência as religiões são sadias. Ensinam o bem. Não concordo muito com a idéia de rebanho e de repetição da catequese, como também de alguns fins. As pessoas devem receber essa educação de alguém (os mais próximos) e por em prática. Não considero oração uma prática do bem, repito, prática. Pra mim estaria mais como momento de concentração (pra se fazer exame de consciência). O bem tem que ser praticado e percebido pelo receptor. A indulgência é outra farsa. Em minha opinião, o perdão deve ser concedido por quem foi sacaneado. Se você não tem moral pra pedir desculpas, não adianta embaçar o lance com uma confissão, uma penitência “cruz de isopor com rodinhas” e uma falsa sensação de perdão.

    O templo é nossa mente, consciência.

    Bom… Existe um abismo entre o que disse e o que direi agora, na questão do foco. Hoje mesmo acompanhei a apresentação de uma monografia que aborda a relação entre religião, mídia e negócio (produto). É complicado. As vezes acho que muitos fervorosos debatedores e defensores dos dogmas, não aceitam uma segunda opinião e nem mesmo tem a consciência dessa relação que está impregnada em algumas religiões de forma mais acentuada. A Fé como um negócio.

    O bem não precisa de nenhum tipo estratégico de propaganda (ver origem da palavra). Precisa ser passado (praticado) entre todos de forma bem verdadeira e comum.

    Valeu o post, vou alugar Dogma novamente pra comemorar e acender uma vela pra capacitar energias positivas.

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