Cantos das Cidades – O início

Quando a gente lança um livro, fica muito, muito feliz mesmo. Aliás, não é nem o lançamento em si, quando a gente divide com os amigos e leitores, o resultado do trabalho, que nos deixa mais exultantes. O momento em que o danado chega da gráfica e cai em nossas mãos, pronto, impresso, bonito, com suas cores e laminações, orelhas e reservas de verniz, miolo e prefácio, forma e conteúdo, dizendo para nós: “Ó eu aqui, ó. Cheguei!”, nos deixa mais feliz.

 

E a razão de tanta felicidade talvez se deva ao tempo de gestação, o esforço empreendido antes do livro ficar pronto, toda a trajetória desde a idéia original até a concretização, quando o danado finalmente sai no papel.

 

O livro que estou escrevendo agora, por exemplo, surgiu em minha mente em 2004. na época, fui influenciado por dois outros livros e autores: “Imaginário Cotidiano” de Moacyr Scliar e “Contos Bregas” de Thiago de Góes. Tive a idéia de escrever um livro de contos em que eu pudesse pinçar uma frase de uma canção e, a partir dali, desenvolver um conto divertido.

 

A princípio era uma mistura das idéias de Moacyr e Thiago, uma vez que o primeiro desenvolveu os contos de seu livro a partir de manchetes de jornal e o segundo utilizou as músicas como epígrafes e fontes de inspiração.

 

No entanto, eu queria ir mais além. Para ser diferente e minimamente original, eu precisava fazer algo mais do que isso. Então decidi que eu escolheria canções de bandas ou intérpretes originários de todos os estados do Brasil e o conto que cada um deles inspirasse seria passado em sua cidade de origem. Começou a ganhar corpo assim o livro “Cantos das Cidades”.

 

Para que o resultado pudesse ser o mais fiel possível à realidade das cidades, verossímil, real, pedi a ajuda de amigos nativos de cada uma das cidades-cenários do livro. O processo é o seguinte: escrevo um primeiro tratamento do conto, depois submeto a alguém natural da cidade para que ele possa fazer alterações, correções, sugestões e acréscimos. Feitas as adaptações, esse colaborador se torna co-autor do conto. Com isso, teremos um livro com 27 autores.

 

Nenhum dos co-autores pode ser escritor, para que eu não pegue carona no carisma ou no nome de ninguém, mas tem que saber escrever ou exercer alguma atividade ligada às letras ou ter a leitura como hobby.

 

Nesse meio tempo, de 2004 anos pra cá, acabei me envolvendo com outros projetos de livros que caminharam mais depressa e pude terminar antes. Dessa forma, em 2006, lancei “É Tudo Mentira!” e nos próximos meses vou lançar “Mano Celo – O Rapper natalense”.

 

Porém, com esses dois projetos anteriores concluídos, o “Cantos das Cidades” ganhou um novo ânimo e agora acelera o passo. Dos 40 contos finais (não, não errei o número de estados. É que algumas cidades mais importantes, como Natal, por exemplo, terão direito a mais de uma história no livro) já concluí 16 e outros 4 estão sendo alterados e enriquecidos por colaboradores, devendo ser entregues no início de maio.

 

Aqui neste blog, terei o maior prazer em relatar o passo-a-passo da produção do livro para os curiosos, para servir de registro pessoal e também de estímulo, dando um gás extra para que o livro fique pronto em breve.

 

E vâmu pra frente!

 

 

 

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2 Respostas to “Cantos das Cidades – O início”

  1. Rayana Says:

    Conta mais, conta mais! 🙂

  2. Araceli Sobreira Says:

    Cá estou, de férias, com tempo para ler os blogs dos amigos…um abraço

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