Archive for abril \29\UTC 2009

Mano Celo – Diário de um Lançamento 12 – Quase…

abril 29, 2009

Bomba! Bomba! O Rapidão Cometa acaba de me informar que os livros já se encontram em Natal e estão sendo fiscalizados pela Secretaria da Fazenda e, por isso, deverão demorar mais um dia. Sinto-me aliviado por saber que eles já estão aqui, mas muito puto com o Governo por atrapalhar a minha vida.

Para ilustrar essa postagem, fiquem com uma bela imagem de efeito relaxante:

Ilustração de Shiko (o homem da capa) para o Abril Pro Rock 2009

Ilustração de Shiko (o homem da capa) para o Abril Pro Rock 2009

Mano Celo – Diário de um Lançamento 11 – Fotos

abril 29, 2009

 

A transportadora deverá entregar os livros hoje. Vou escrever sobre isso na coluna da Digi que deverei escrever agora na hora do almoço. Enquanto o “Mano Celo” não chega, vamos ficar com mais algumas fotos do lançamento de “É Tudo Mentira!” há 3 anos.

Maria Nunes e Dr. Vicente Vitoriano

Maria Nunes e Dr. Vicente Vitoriano

Pedrinho entre amigos

Pedrinho entre amigos

Bruce, Filipo, Madona e Danilo

Bruce, Filipo, Madona e Danilo

Fábio, Tereza e Clodoalho

Fábio, Tereza e Clodoalho

Companhia ilustre: Nei Leandro assina as Pelejas.

Companhia ilustre: Nei Leandro assina as Pelejas.

Ewerton, Rodrigo, Japa e Clarissa

Ewerton, Rodrigo, Japa e Clarissa

Mano Celo – Diário de um Lançamento 10 – Guia da Sociedade

abril 28, 2009

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Quem vigia os Vigilantes 3 – Milena Azevedo

abril 27, 2009

 Botando um sorriso sob o capuz

ou como Snyder vigiou bem os Watchmen

por Milena Azevedo

 

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        Qualquer apreciador da nona arte sabe que Alan Moore é sinônimo de detalhe e preciosismo. Até quem nunca leu uma HQ na vida já ouviu falar de Watchmen e tem noção de que é uma história complexa. Um fã de Alan Moore tem consciência de que os roteiros do “brujo” foram sofrivelmente adaptados para as telas de cinema – faço uma ressalva quanto à V de Vingança, que ficou um filme mediano muito mais pela atuação de Hugo Weaving do que pelas mãos dos irmãos Wachowski –, por isso o temor que se abateu sobre a adaptação de Watchmen foi geral. Eu diria que chegou mesmo até a ser uma espécie de histeria coletiva. Depois, com notícias, imagens e teasers aparecendo em tudo quanto era buraco na internet, formaram-se dois grupos: os que torciam o nariz cada vez mais e os que apostavam no trabalho de Zack Snyder. Confesso que eu particularmente queria ver Watchmen no formato minissérie para TV – ficaria redondinho –, mas o diretor de 300 sempre teve o meu voto de confiança, mesmo anunciando que não iria incluir Os Contos do Cargueiro Negro – uma HQ inserida nas páginas de Watchmen, uma das primeiras experiências de metanarrativa na arte seqüencial – no corte final que iria ser exibido no cinema.    

        

Após uma espera tortuosa, com direito à pressão da FOX e tudo o mais, Watchmen – o filme estreia no mundo inteiro no dia 6 de março do presente ano. Eu esperei alguns dias para assistir ao filme devido a uma inflamação na garganta, aproveitando para reler a HQ nesse período. Porém, toda a espera foi recompensada, pois saí do cinema maravilhada – dentro do cinema, então, vocês nem imaginam qual era o meu estado –, novamente parabenizando “as mexidas” de Snyder, que soube fazer um apanhado quase perfeito da trama principal da história de Moore, alterando apenas algumas situações que apenas cabiam na mídia história em quadrinhos (como a questão de alternar cores quentes e cores frias nos requadros, como também cada início e final de capítulo serem simétricos).

 

         Vou começar falando sobre as escolhas dos atores, nenhum deles uma grande estrela da sétima arte, que souberam entrar de cabeça nos personagens: Billy Crudup/Dr. Manhattan, Jackie Earle Haley/Rorschach, Patrick Wilson/Coruja, Jeffrey Dean Morgan/Comediante e Malin Akerman/Spectral, ficando um desempenho mediano apenas para Matthew Goode/Ozymandias. Os Minutemen também foram muito bem caracterizados e protagonizaram uma sequência que já virou clássica, mostrando a passagem de tempo entre as décadas de 1940 e 1980, nos créditos iniciais, ao som de The Times They Are A-Changin´, de Bod Dylan (um dos compositores citados por Moore dentro da obra). Até o vilão Moloch, interpretado por Matt Frewer, e o psicólogo negro que cuida do seu caso na prisão, Dr. Malcolm Long – que teve uma participação bem mais enxuta do que nas HQs – estavam perfeitos. Outra bola na cesta foi o visual do Dr. Manhattan, que apareceu nuzinho pelado sem pudor algum, tal qual a versão desenhada por Dave Gibbons.

 

         Quanto à trilha sonora, muito bem escolhida, contendo inclusive algumas músicas mencionadas na HQ, como Unforgettable, de Nat King Cole (propaganda do perfume Nostalgia, de Adrien Veidt/Ozymandias) e You’re My Thrill, de Billie Holiday. Alguns fãs criticaram o fato de Snyder ter colocado Hallelujah, de Leonard Cohen, na cena de amor entre o Coruja e a Spectral, mas na minha opinião ficou perfeito, haja vista Laurie ter sido o amor platônico de Daniel, que finalmente conseguiu tê-la nos braços pra valer (inclusive, pela HQ, supõe-se até que ele era virgem). Outras escolhas certeiras foram as versões de duas músicas do Dylan: All Along The Watchtower, por Jimi Hendrix, e Desolation Row, pelo My Chemical Romance, fechando o filme com chave de ouro.

 

         Snyder foi deveras cuidadoso com o detalhismo de Moore, e mesmo omitindo algumas passagens, como a história completa de Rorschach (mostrando como ele encontrou o tecido com o qual elaborou a sua máscara), a relação entre o jornaleiro, o menino que lê Os Contos do Cargueiro Negro e a taxista lésbica Joey, o escritor Max Shea e outras personalidades desaparecidas na ilha de Veidt, a própria história de Veidt/Ozymandias e o monstro que destrói Nova York (que foi uma homenagem de Moore aos pulps e filmes de FC da década de 1950, uma vez que na HQ os letreiros do cinema anunciam o filme O dia em que a Terra parou), porque focou o filme numa trama bastante política – Nixon pedindo desculpas à União Soviética em rede nacional foi uma ótima tirada –, ainda assim estão lá diversas homenagens à HQ, como a questão da simetria, presente no capítulo 5.

 

                  Watchmen – o filme faturou 55,7 milhões de dólares em sua estreia nos EUA. O que é um bom começo.

 

                  Não sei se foi o filme que alguns fãs mais exaltados esperavam, mas foi o que Syner pode fazer e o que me deu um imenso prazer em assistir. Vou rever mais algumas vezes e esperar ansiosa pelo DVD.

Mano Celo – Diário de um Lançamento 9 – Shiko – O homem da capa

abril 24, 2009

Conheci o trabalho de Shiko em 2007 quando os donos da Limbo, Márcio Nazianzeno, Daniel Duarte e Gabriel Novaes me apresentaram suas ilustrações insanas e arrebatadoras. “O cara é um extraterrestre!”, pensei na hora. Esperei ansiosamente pelo dia em que eu pudesse trabalhar com ele. A oportunidade veio em 2008, quando o selo Jovens Escribas republicou o romance “O Dia das Moscas” de Nei Leandro de Castro e Shiko ilustrou a capa.

 

Agora, em 2009, tive a honra de ter a capa do meu novo livro ilustrada por ele. Foda! Um privilégio para mim e para o selo JE.

 

Hoje, eu gostaria de dividir com vocês um vídeo que serve de portfólio parao artista. Vale a pena também visitar a página http://www.flickr.com/photos/derbyblue/ e conferir muitas de suas obras por lá.

 

Assistam o vídeo abaixo:

Quem vigia os Vigilantes? 2 – Patrício Jr

abril 23, 2009

Watchmen – a resenha de quem leu a HQ.

www.patriciojr.com.br

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“Watchmen” é uma das revistas em quadrinhos mais celebradas entre os iniciados. A história se passa num mundo em que os super-heróis realmente existem. Mas não do jeito que conhecemos. Com excelentes atuações e efeitos especiais impressionantes, o filme tem o grande mérito de conseguir com que uma história de adultos em roupas de lycra soe plausível. E depois que você assiste a esse excelente filme, fica difícil engolir os padrões morais de Superman ou a aversão a armas de Batman.

 

A pergunta “o que vai ser dos filmes de super-heróis depois de ‘Watchmen’?” é totalmente pertinente. Dito isso, passemos aos comentários.

 

“Watchmen” é uma das revistas em quadrinhos mais celebradas entre os iniciados. Tem um enredo complexo, repleto de subtextos, histórias paralelas que se cruzam, dados complementares, personagens com vidas entrelaçados. Pra você ter idéia, o volume completo da história tem mais de 400 páginas. É muita coisa, principalmente quando se trata de uma trama de super-heróis. Escrita com Alan Moore na década de 80, carregou por anos a pecha de ser “infilmável”. Até 2009.

 

Zack Snyder, mesmo diretor da adaptação de “300”, fez mágica. Simplificou o enredo, cortou histórias paralelas, centrou-se nos personagens mais importantes da trama e fez um filmaço.

 

A história se passa num mundo em que os super-heróis realmente existem. Mas não do jeito que conhecemos. São, na verdade, pessoas comuns que passam a fantasiar-se com roupas coladas e coloridas para sair às ruas combatendo o crime. Em meio a este cenário, um assassino de heróis surge, matando de maneira engenhosa membros desse estranho grupo da sociedade. Paralelamente a isso, vemos a Guerra Fria entre EUA e URSS (fato histórico mais importante da década de 80) evoluir lentamente para um conflito nuclear que pode dizimar toda a humanidade. As duas tramas, apesar de díspares, podem estar diretamente relacionadas.

 

“Watchmen” (o filme) expõe para platéias mais amplas questionamentos que a HQ já vinha fazendo aos iniciados há algumas décadas. Já pensou se os super-heróis realmente existissem? Que usos os governos fariam desses combatentes altamente treinados? Que prejuízos morais causaria a interferência das empresas nesse mercado? Qual o impacto que essas figuras teriam sobre a cabeça das pessoas? Como a sociedade se comportaria diante de eventuais erros dos mascarados? Que participação a imprensa teria sobre a construção de ídolos e a subseqüente destruição da imagem deles? E o mais importante: sendo pessoas comuns, quem garantia que a moral deles seria completamente correta? Como se pergunta logo no início do filme: quem vigia os vigilantes?

 

Com excelentes atuações e efeitos especiais impressionantes, o filme tem o grande mérito de conseguir com que uma história de adultos em roupas de lycra tentando salvar o planeta soe plausível. Além disso, outro grande problema é solucionado com maestria: a ameaça de uma guerra nuclear entre URSS e EUA. Explico: a HQ foi publicada em plena Guerra Fria. Portanto, na época, a ameaça do conflito ideológico evoluir para uma guerra real era iminente. Hoje em dia, essa ameaça não existe mais. Mas o diretor tira proveito de tragédias reais para dar força ao seu conflito fictício. E faz isso de uma forma muito competente.

 

Outra boa notícia é que para os fãs ferrenhos, que leram a HQ, esperaram pela adaptação e sabem de cor cada uma das passagens do gibi, o filme não decepciona. Apesar dos cortes nas histórias paralelas, de certa forma todos os personagens estão ali. Claro, não vou estragar a surpresa. Mas pra quem leu a revistinha e ainda não viu o filme, um aviso: vale a pena, porque o final é diferente. Apesar de igual.

 

Por fim, só devo comentar que mordi minha língua quanto à classificação do filme. Cheguei a dizer que era um absurdo ser proibido para menores de 18. Errei. O diretor manteve todos os elementos do gibi (incluindo a violência explícita). Acertou. Pra quem lê gibi, dá nervoso ver que Wolverine, nas adaptações pro cinema de X-Men, quase nunca usa suas garras para matar os oponentes. Em “Watchmen”, nenhum dos heróis tem esse puritanismo. E tome sangue.

 

Depois que você assiste a esse excelente filme, fica difícil engolir os padrões morais de Superman ou a aversão a armas de Batman. “Watchmen” desglamouriza completamente o mundo dos super-heróis. Nada é heróico na história de Alan Moore. E a fidelidade com que foi adaptado à tela grande – com diversos diálogos diretamente transpostos da HQ pro roteiro de cinema – faz a gente pensar: e agora, super-heróis, como é que vocês vão conquistar nossa confiança depois de tudo que vimos? Ou, em outros termos: quem vigia os vigilantes?

Por Patrício Jr. – www.patriciojr.com.br

Diário de um Lançamento 8 – Quarto Anúncio

abril 23, 2009

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Mano Celo – Diário de um lançamento – 7

abril 22, 2009

Na Estrada

O livro já está a caminho. A gráfica Lidador do Rio de Janeiro enviou pela Rapidão Cometa e deverá entregar a encomenda no próximo dia 29 (é essa a previsão que tem no sítio da empresa). Nunca recebi um livro tão perto da data de lançamento. Por isso, fica a ansiedade. Torçam pra que tudo dê certo.

 

 

Na Imprensa

Saiu uma nota sobre o lançamento na coluna de Daniela Pacheco no Jornal de Hoje. Ela divulga a data, hora e local e convida as pessoas a comparecerem. Muito legal.

 

 

Imagens do Lançamento

Ainda não sei quem vai fotografar o evento, mas vou ver se contrato algum profissional dessa vez. As fotos tiradas por amigos são massas, mas sempre deixam um ou mais convidados sem curtir a festa, por ter a obrigação de registrar tudo. Enquanto isso, fiquem com mais algumas fotos do lançamento de “É Tudo Mentira!” em 2006.

 

Andrei e Odyle

Andrei e Odyle

Letícia em primeiro plano. Ao fundo: Fabão, Japa e Fêfo.

Letícia em primeiro plano. Ao fundo: Fabão, Japa e Fêfo.

Carla Cristina, Professor Rosemberg e Professor Henrique Lucena

Carla Cristina, Professor Rosemberg e Professor Henrique Lucena

Maria Nunes e Vicente Vitoriano

Maria Nunes e Vicente Vitoriano

Gustavo Lamartine

Gustavo Lamartine

Gabi e Wilder já treinando para serem pais.

Gabi e Wilder já treinando para serem pais.

Rodrigo e Racine Santos

Rodrigo e Racine Santos

Mano Celo – Diário de um Lançamento 6 – Terceiro Anúncio

abril 20, 2009

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Nos blogues dos caras 2

abril 16, 2009

Vou parar um pouco a divulgação do lançamento do meu livro para falar o que anda rolando por aí na blogosfera.

 

 

 

PLOG

www.patriciojr.com.br

 

Patrício estava inspirado essa semana e publicou dois artigos essenciais para combater a hipocrisia na cidade do Sol. Abaixo seguem trechos de ambos:

 

 

DE NOVO, EX-DE-GALISTEU?

O deputado federal Ex de Galisteu (PMN-RN) usou dinheiro público para custear passeios de sua celebridade preferida, da mãe dessa celebridade e de atores globais que estavam a serviço de sua empresa. A notícia, quando lida nas páginas da Folha de São Paulo, sem o verniz de cordialidade que a imprensa local costumeiramente empresta aos famosos potiguares, soa ainda mais contundente. E vergonhosa.

 

 

THALITA NÃO, THAÍSA.

faz tempo que sinto vontade de escrever umas palavrinhas sobre Thaísa Galvão. Por sua parcialidade disfarçada de imparcialidade; por seu talento em manipular a verdade; por sua maestria em conseguir anunciantes de peso pro seu blog (do qual não postarei o link por uma simples questão: não quero dar mais acessos a ela); e também porque apesar de não ser a única a fazer jornalismo tendencioso, se tornou um exemplo dessa prática detestável.

 

 

 

 

QUERIDO BUNKER

queridobunker.wordpress.com

 

ENTRERRIOS

entrerrios.wordpress.com

 

SITE APYUS

www.apyus.com

 

 

Os três endereços acima são de Márcio Nazianzeno, Modrack Freire e Marlos Apyus, os primeiros a toparem fazer divulgação do lançamento de Mano celo. Por isso, recomendo que acessem esses sítios de internet sempre que puderem.

Patrício - Um ato de coragem

Patrício - Um ato de coragem

Cousas Divelsas

abril 16, 2009

Duas sem tirar? Hoje não vai dar. Prometi que publicaria, a partir dessa semana, duas crônicas semanais na Digi. Bem, após pensar um pouco, decidi que não vai dar. As atribuições normais do dia-a-dia, as exigências do trabalho, a correria do lançamento do meu livro, tudo isso me impede de cumprir o prometido. Por isso, desdigo o que disse e afirmo que vou me esforçar ao máximo para atualizar a coluna todas as segundas.

Mano Celo – Diário de um Lançamento – 5 – Segundo Anúncio

abril 15, 2009

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Quem vigia os vigilantes? 1 – Pablo Capistrano

abril 13, 2009

Pablo Capistrano

Pablo Capistrano

Já confessei aqui há algumas atualizações que sou fã de carteirinha de Watchmen. Quando li os quadrinhos, fui impactado pela profundidade e amplitude da história imaginada por Allan Moore. Tem um texto meu antigo, de 2005, acho, que escrevo sobre minha admiração por Moore.

 

Curti demais o filme. Considerei a fidelidade absoluta como um ato de respeito à obra original e aos fãs do maior romance gráfico de todos os tempos. Por isso, fiquei surpreso ao perceber que do grande público, QUASE NINGUÉM GOSTOU DO FILME. Cheguei a me perguntar se havia algo errado comigo. Mas aí comecei a saber das opiniões de outros leitores da HQ e de pessoas que gostam do trabalho de Moore. A tranquilidade e a certeza de que estamos diante de um filme que será cultuado como um dos mais importantes da história do cinema voltaram subitamente.

 

Hoje, publico as impressões do escritor e filósofo Pablo Capistrano. Por e-mail, ele disse “O filme é muito bom, às vezes eu achava que já havia visto aquelas imagens em algum lugar, era como se eu já houvesse visto aquilo. Depois eu notei que estava lembrando da HQ, incrível. Esse filme com certeza foi feito por um fã do Moore.”

 

Abaixo segue um texto de Pablo sobre a história de Watchmen. Em breve, publicarei mais.

 

CF

 

 

 

O quadrinho definitivo: Parte I.  

 

Pablo Capistrano.  

www.pablocapistrano.com.br

 

Uma das passagens mais significativas de Watchmen, de Allan Moore (agora adaptada para o cinema) é a conversa entre o Dr. Manhattan e Laurie, a filha e sucessora da Espectral (uma heroína dos anos quarenta que fazia parte dos antigos minutemen).  Se você não é fã de quadrinhos ou viu o filme e não entendeu muita coisa, Dr. Manhattan é uma espécie de ser quântico. Uma consciência que se manifestou no mundo através daquilo que um dia foi Johnatan Osterman, um físico que trabalhava para o governo dos EUA e que foi literalmente desintegrado após um acidente em uma área de pesquisas nucleares. Há um aspecto curioso nesse personagem que o liga a algumas interpretações místicas e esotéricas de figura de Jesus-Cristo. Para correntes adocionistas e gnósticas, o homem Jesus não é o mesmo ser do cristo após o batismo, ou ressuscitado. Nessas leituras, Cristo é uma presença que aparece aos apóstolos, um vulto ou um fantasma, uma imagem que acompanha os homens e que se apropria da forma da Jesus para construir algum tipo de comunicação com os humanos. Jesus precisou morrer na cruz (ou ser batizado, que é um tipo de renascimento ritual), para que Deus pudesse falar diretamente aos homens através de sua forma, assim como John precisou ser desintegrado dentro daquele reator nuclear para que a consciência quântica do universo aparecesse entre os homens na forma do Dr. Manhattan.

 

Tecnicamente, de todos os personagens de Watchman, só o Dr. Manhattan tem algum tipo de “super-poder”. Na verdade ele só tem dois super-poderes: (1) ele aprende o tempo de forma quântica, ou seja, ele enxerga a simultaneidade de todos os eventos de modo que o presente, o passado e o futuro aparecem a ele juntos; (2) ele altera a estrutura atômica da matéria. Pouca coisa não é?

 

Na verdade esses dois atributos dão ao Dr. Manhanttan o poder de saber tudo e o poder de fazer qualquer coisa com a matéria. Ou seja, nosso amigo é onisciente e onipotente (e onipresente também, porque ele pode se desdobrar em infinitos lugares ao mesmo tempo). Esses são os clássicos três atributos de Deus na teologia cristã. Mas, apesar das influências claras às heresias místicas cristãs e gnósticas, há algo que afasta essa consciência quântica de qualquer doutrina cristã.

 

O personagem de Moore não é como pensavam os cristãos, um Ser sumamente Bom. Apesar de poder fazer qualquer coisa, poder estar em qualquer lugar ao mesmo tempo e saber de tudo que aconteceu, acontece e que vai acontecer, Dr. Manhatam a medida que a narrativa de Watchmen vai se desenrolando, se torna cada vez mais indiferente, cada vez mais distante das misérias e dos sofrimentos atrozes que os homens, com sua estupidez inerente, costumam a infligir a si mesmos.

 

Quando Laurie, sua namorada humana, tenta convence-lo a impedir uma guerra nuclear entre Soviéticos e Norte-americanos (lembrem que a história do quadrinho se passa em 1985) ele responde: “Não há, a rigor, nenhuma diferença entre matéria viva e matéria morta”. Vida e morte, presente, passado e futuro, dor e prazer, são aspetos de uma mesma totalidade sem costura da matéria que se interliga em um mesmo plano quântico. Somos todos poeira de estrelas (como diz o jargão da física moderna) e nossa existência está condicionada por uma quantidade tão incompreensível e infinita de eventos que não é possível pensar em um tratamento especial para o homem. Dr.. Manhattan, viajando por Marte, reflete com Laurie (humana demais para se relacionar com um ser como ele) qual a importância da vida em um universo como o nosso? Para alguém que percebe a simultaneidade do tempo e que conhece as chaves para a modificação da estrutura de base da matéria, as preocupações dos humanos com vida e morte não fazem absolutamente nenhum sentido. Apenas nós, seres tão limitados, confinados em uma percepção finita da vida trememos diante da morte e sofremos diante da idéia de um fim para a nossa espécie.

 

Do ponto de vista do Deus de Watchmen e do ponto de vista do universo, nossa ocorrência não tem nem mais nem menos dignidade do que o choque de um cometa em um planeta congelado nos confins de um sistema solar qualquer. O Deus de Watchmen nos observa, mas não interfere no que vê. Ele é real, existente, mas é absolutamente indiferente as nossas orações e as nossas ansiedades. O Ser quântico que está mergulhado na eternidade não tem motivos para sentir mais piedade de uma criança humana do que de um pedaço de rocha oxidada que se esfarela no solo marciano.

 

O homem criou uma auto-imagem que lhe confere uma importância fundamental na ordem natural. Ele pensou ser a jóia da coroa da criação de Deus, o ser mais perfeito e mais amado porque seria o ser mais semelhante àquela figura eterna, que tudo sabe, tudo pode e que está em todas as coisas.. O homem pensou um Deus que o ama e que o perdoa. Um Deus que o salva e que morre por ele. Moore pensou um Deus distante de nós, que apenas nos observa, com uma mistura de curiosidade e tédio, enquanto mantém sua mesma atenção pluralizada direcionada simultaneamente a todos os eventos no tempo e no espaço. Esse Deus nos deixa absolutamente livres, submetidos apenas a esse imenso e misterioso horizonte de eventos materiais. Esse caos multifacetado que constrói o cenário para os dramas dos homens, seus sofrimentos e suas alegrias. Watchman é o quadrinho definitivo e a peça central da oitava arte, porque sua base teológica nos ensina uma dolorosa lição: Deus nos deixa livres e nossa liberdade tem um preço pago ao infinito com o peso da nossa própria solidão.

 

 

Pablo Capistrano

www.pablocapistrano.com.br

MANO CELO – DIÁRIO DE UM LANÇAMENTO 4 – Primeiro Anúncio

abril 12, 2009

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MANO CELO –DIÁRIO DE UM LANÇAMENTO 3 – Campanha.

abril 9, 2009

Segunda-feira, depois da Semana Santa começa a campanha de divulgação do lançamento de “Mano Celo – O Rapper Natalense”. Cartazes serão espalhados em pontos estratégicos da cidade, uma campanha virtual será veiculada na Diginet, juntamente com a volta da minha coluna no portal que passará a ser atualizada duas vezes por semana (segundas e quintas), material de PDV, ações no Orkut e nos blogues, além de anúncios a serem enviados por e-mail.

 

Este será o primeiro anúncio enviado ao mailling dos Jovens Escribas. Os anúncios foram criados pelo Comitê de Soluções Criativas, pelos profissionais Arnaldo Araújo e Fernando Liberatto.

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Abaixo está o cartaz criado por Caio Vitoriano e finalizado por Larissa Azevedo. Bonitaço e deverá entrar na exposição que o artista fará em breve numa galeria perto de você.

 

Basic CMYK

A série de anúncios com depoimentos surgiu a partir do meu apurado senso de justiça. Fiz muitas críticas nas crônicas do livro, mesmo que de forma bem humorada, a coisas que considero ridículas e risíveis. Por isso, achei por bem dar espaço às pessoas que me criticaram para que haja igual oportunidade para ambos os lados. Legal isso, né?

Espero que gsotem da campanha e do lançamento e do livro.