Archive for julho \30\+00:00 2009

3 dicas de Blogues

julho 30, 2009

1 – Salto Agulha por Gladis Vivane

Gladis na foto com Boy Bruce Cara de Galado

Gladis na foto com Boy Bruce Cara de Galado

Gladis é linda e está passando uns meses em Firenze (Itália), onde estuda Moda. Ela tem atualizado o blogue http://www.saltoagulha.com/ com relatos de suas andanças pelo velho continente, muito conteúdo sobre Moda e tendências das mais diversas e cousas bem legais. A partir de hoje, o sítio dela será linkado aqui do lado ——————>

2 – Macaxeira Jazz por Raphael Bender

Diogo, Rapha, Henrique e Marco

Diogo, Rapha, Henrique e Marco

Bender, assim como Gladis, é lindo. A diferença é que, enquanto ela entende de moda, ele toca bateria muito bem. Por hora, ele se encontra excursionando com o Macaxeira Jazz pela Europa e fazendo o maior sucesso em muitos shows pelo velho continente. Quem quiser acompanhar de perto as andanças dos rapazes, basta acessar: http://www.diogoemacaxeira.blogspot.com/

3 – Embolando palavras por Alisson Almeida

Não conheço o Alisson Almeida. No blogue diz que ele é formado em jornalismo pela UFRN em 2007. Em todo caso, indico o seu blogue aqui porque´é um ótimo espaço virtual, com um conteúdo provocativo e contestador. Ele recebe diversos contra-ataques em consequência de seu estilo incisivo, mas não foge de uma boa peleja. Destaque para as trocas de mensagens com o assessor “excepcional” da prefeita de Natal, Micarla de Sousa. Acessem aqui: http://embolandopalavras.wordpress.com/

Cantos das Cidades 3 – O Lobisomem que mora ao lado (DF)

julho 29, 2009

Jovens, volto hoje a falar do livro de contos que estou escrevendo. Chama-se “Cantos da Cidade” (pelo menos provisoriamente) e relatar o passo-a-passo de sua escrtita foi um dos motivos de eu ter entrado finalmente na blogosfera. Andei ocupado até o talo nos últimos tempos com a divulgação e lançamentos do “Mano Celo”, além de ajudar os amigos Patrício Jr. e Nei Leandro de Castro a divugarem seus próprios lançamentos. Isso sem falar nos preparativos que precisei fazer para passar uma temporada de estudos fora do RN. UFA! Em todo caso, vou falar aqui sobre os contos que estou escrevendo para o livro e para lerem um pouco mais a respeito, sugiro que procurem pelas duas atualizações anteriores, clicando na categoria ou na etiqueta “Cantos das Cidades” bem ali do lado ——->

***

Com vocês, um pouco sobre o conto “O Lobisomem que mora ao lado”:

A banda brasiliense Bois de Gerião, na canção “Meu vizinho”, canta o seguinte trecho “Prazer em conhecê-lo, caro amigo. Moro ao seu lado. Divido paredes contigo.” Como o Bois é uma das bandas que mais curto atualmente, decidi incluí-lo no livro Cantos das Cidades. Dessa forma, eu já tinha um ponto de partida para escrever um conto ambientado em Brasília.

 

Este autor em visita à terra de Nícolas Behr (2007)

Este autor em visita à terra de Nícolas Behr (2007)

Mas o que dizer nesse conto? Que história esse vizinho brasiliense poderia inspirar? A resposta estava num outro trecho da música em que a letra diz “Pois saiba que por trás de todo médico existe um monstro. Eu sei fingir muito bem e por isso não demonstro.” Era isso. Para criar um conto legal eu poderia falar de um vizinho que fosse um tanto estranho, monstruoso. E para fazer isso bastou olhar ao redor e lembrar que existe um cara muito estranho que mora perto de mim.

 

O nome dele é Fêfo e ele é… Bem, ele é um lobisomem. (sobe BG de suspense).

 Agora fiquem com um trecho do conto “O lobisomem que mora ao lado”.

 “… Nessas noites, ele se transforma em lobisomem e fica lá, sendo um lobisomem, fazendo exatamente aquilo que nós, que não somos lobisomens, não fazemos.

Ter um vizinho lobisomem não é tão estranho quanto parece e até que não incomoda muito. Estranho mesmo seria ter um vizinho trompetista da marinha que ficasse lá soprando o instrumento dia após dia para nossa eterna agonia. Ainda mais se esse vizinho fosse fã incondicional de “Casablanca” e insistisse em repetir incessantemente “As time goes by” e mais ainda se a outra música que ele soubesse tocar fosse a da 7ª cavalaria e todas as manhãs você fosse despertado em meio a um susto danado com a sensação de um iminente ataque de índios americanos. Nessas horas, garanto, você preferiria ter alguém uivando na casa ao lado. …”

Mano Celo – Imagens – N O

julho 29, 2009
Nei Leandro de Castro e Patrício Jr.

Nei Leandro de Castro e Patrício Jr.

 

O escritor Nelson Patriota

O escritor Nelson Patriota

 

Nicolle Barbalho compenetrada na leitura

Nicolle Barbalho compenetrada na leitura

 

Nílbertt e a galera da Digisound marcando presença.

Nílbertt e a galera da Digisound marcando presença.

 

Os Incríveis - Pelo menos é isso que está escrito acima de Diogo e Danilo Guanabara.

Os Incríveis - Pelo menos é isso que está escrito acima de Diogo e Danilo Guanabara.

 

Kydalmir, um estudioso dos livros e do cançaço. E padrasto de Daniel Sour, o homem, o ídolo.

Kydalmir, um estudioso dos livros e do cançaço. E padrasto de Daniel Sour, o homem, o ídolo.

Breve aqui: ATUALIZAÇÃO!

julho 27, 2009

Jovens, prometo atualizar esta semana o blogue e a coluna da Digi.

Por hora, fiquem com a notícia que estou vivo e com saúde.

Cega Natureza do Amor 3 – Vídeo de divulgação

julho 13, 2009

A Cega Natureza do Amor 2 – Entrevista ao blogue Catorze

julho 10, 2009

Fábio Farias é um jovem jornalista promissor, talenstoso, esperto, interessado e apaixonado pelo jornalismo cultural. Ganhou um prêmio nacional como estudante, promovido pelo Instituto Itaú Cultural. Gosto de elogiá-lo e divulgar o seu trabalho, pois torço bastante para que ele cresça na profissão. Comparo o seu estilo ao de Sérgio Vilar do Diário de Natal, pois vejo em ambos um texto seguro, consistente de quem entende do que está falando e procura se informar bastante antes de uma entrevista ou matéria. Paradoxalmente, Fábio ainda não encontrou seu espaço nos jornais locais. Não há de ser nada. Um dia o sol brilhará para ele. Enquanto isso, vamos ler a entrevista que ele fez com Patrício em seu blogue. E, a partir de hoje, divulgo o blogue Catorze na seleta lista ali do lado.

http://catorzeblog.wordpress.com

Por Fábio Farias

É inegável a influência positiva que a internet causou em todos os setores da cultura. Anarquista por natureza, a grande rede beneficiou iniciativas independentes e conseguiu fazer com que boas idéias rodassem o nosso país continental e conseguisse se manter ao atrair para si um novo público. Uma dessas iniciativas é o selo editorial natalense Jovens Escribas lançado em 2004 por autores potiguares ansiosos por algo de novo na literatura local.

Com romances, poesias e livros de crônicas, a pequena editora cresceu rapidamente em prestígio e chegou, no ano passado,  a publicar em sua tímida coleção a obra do maior escritor potiguar vivo. Nei Leandro de Castro re-lançou seu Dia das Moscas pelo selo e provou a força que os Jovens Escribas tem, mesmo com sua pouca idade.

A idéia serve para movimentar o, ainda tímido, mercado editorial potiguar – marcado por escritores mais velhos que vivem sob as sombras de um passado literário que a internet sepultou. Os Jovens Escribas, tanto na atualidade, quanto no selo em si, demonstra uma espécie de frescor na literatura norte riograndense e mostra que há espaço para novos escritores.

A editora lançou este ano a coletânea de crônicas do publicitário Carlos Fialho, Mano Celo, depois de uma publicidade feita por meio de listas de discussão, emails e Orkut e com uma proposta de marketing inteligente: nos banners de divulgação, Fialho caprichosamente colocou a opinião de leitores que não gostam do que ele escreve. A negação da sua literatura acabou tendo um efeito devastador: Fialho hoje é o autor potiguar que mais vendeu em uma noite de autógrafos na Livraria Siciliano da cidade. Foram mais de 300 Manos Celos vendidos em uma única noite.

O segundo lançamento do selo neste ano acontece em meio a um boom editorial potiguar. Patrício Júnior lança o seu “A Cega Natureza do Amor” depois de Cefas de Carvalho, Nei Leandro de Castro, Cassiano Arruda, Rubens Lemos Filho e outra penca de escritores que lançaram livros entre maio e junho deste ano. O diferencial de Patrício está no frescor das suas idéias: com 30 anos, ele é o mais novo de todos e na sua publicidade: vídeos no youtube, spots de rádio, emails com pôsteres muito bem trabalhados e o twitter. Tudo isso para gerar expectativa sobre o seu segundo livro que será lançado no próximo dia 16 de julho na Siciliano do shopping Midway Mall.

Entrevista

tratadaPB cópia

Começar pelo óbvio. “A Cega Natureza do Amor” é o seu segundo livro, sobre o que ele fala?

É uma compilação de 13 contos que já vinha escrevendo desde o lançamento de “Lítio”, em 2005. Tentava me livrar do universo ficcional do meu romance, que era pesado e marcado por personagens muito fortes. Assim, todas as tentativas de escrever algo novo caíam dentro daquele mesmo universo. Soavam repetitivas. Foi quando decidi partir para temas diametralmente opostos aos de “Lítio”. Acabei esbarrando no amor. Inicialmente, estava escrevendo contos apenas por escrever, não pensava em fazer um livro desse material. Mas com o tempo, percebi uma unidade entre eles e a necessidade de publicar acabou surgindo.

Quais as suas influências para escrevê-lo?

Quando falo de influências literárias, falo sempre em Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Albert Camus. É praticamente a santíssima trindade da minha literatura. São autores que admiro bastante e consumo com freqüência. Mas as influências vêm de diversos lugares. Este livro tem muito da minha vida, do que senti, do que sofri, do que sorri. Tem muita coisa inspirada na vida real – tanto na minha como na dos outros. O período que passei na Espanha também foi crucial para burilar esses contos: a distância do país me deu uma visão mais ampla dos meus sentimentos, daquelas histórias que estava escrevendo.

Qual foi o maior desafio, foi mais difícil do que escrever Lítio?

De jeito nenhum! Costumo dizer que nunca mais escreverei um livro como “Lítio”. É um romance-desabafo, que dá a sensação de ter sido escrito de um fôlego só, mas que me tomou dois anos de trabalho ininterrupto. Trabalho intelectual e braçal. Com “A Cega Natureza do Amor” foi bem diferente. Fui escrevendo os contos sem compromisso, sem nem saber se daquilo sairia um livro. Alguns ficaram guardados por meses para serem retomados depois. Outros foram burilados com paciência, a conta-gotas, sem pressa. Queria ter lançado este livro ano passado, mas não sentia que ele estava pronto. Guardei, então. No fim, tenho um livro que me transmite uma boa sensação, uma calma que geralmente não sinto com o que escrevo. O maior desafio dele foi exatamente falar dos meus sentimentos sem me expor desnecessariamente. Há muito de mim nesse livro. Partes que não pensei que um dia compartilharia. É um desafio em tanto se entregar assim.

Os escritores geralmente tem um livro que preferem. Dos seus dois filhos, qual é o seu preferido?

Ainda sou inexperiente demais para fazer esse tipo de análise, sabe? No momento, prefiro “A Cega Natureza do Amor”, porque é novo, tem o frescor de idéias recentes, tem fragmentos mais verdes de mim. Talvez em alguns anos, e alguns livros depois, eu possa escolher um favorito. Por hora, vou ficar sempre com o mais recente.

Lítio é um livro que choca, pela linguagem crua e pela forma que é escrito. E a Cega Natureza do Amor, se encaixa nesse mesmo parâmetro, ou está com uma linguagem mais “leve”?

Não sei se é mais leve, mas é mais elegante. “Lítio” tem aquela coisa de verborragia, de dizer tudo que vem à mente. “A Cega Natureza do Amor” é mais contido, mais econômico. Mas não pense que economizei nas provocações. Penso que esta é uma característica que manterei até quando falar de infância. Dentre os contos que selecionei, busquei os que fogem da obviedade do amor. Assim, criei personagens como um padre grávido, um travesti apaixonado, uma dona de casa que tortura o marido. Enfim, estou falando de amor. Mas não deixei de ser Patrício Jr.

Só neste mês, Nei Leandro, Cefas Carvalho lançaram livros. Se contabilizarmos os últimos meses, temos ainda Cassiano Arruda, Rubens Lemos Filho e Carlos Magno Araújo com lançamentos, além do próprio Fialho. Esse “boom” editorial em Natal é bom? Os livros tem qualidade?

Analisando de forma geral, acho excelente que se publique mais e mais e mais. O Jovens Escribas foi criado com esse intuito, de tirar da gaveta o que era considerado impublicável. Obviamente, existem coisas boas e coisas ruins. Aí parto para a análise individual. Alguns livros valem a pena ser publicados, outros merecem ser esquecidos. Mas esse julgamento só é possível numa cena efervescente, onde idéias opostas vêm à tona e se chocam. Por isso prefiro que haja dez mil lançamentos num mês do que apenas o meu. Esse enfrentamento faz com que as idéias amadureçam. E o tempo separará o joio do trigo.

Existe literatura contemporânea no Rio Grande do Norte?

Sim, existe. Mas num contexto geográfico apenas. Explico: hoje em dia, o RN está mais conectado com o resto do mundo. Temos autores jovens e autores maduros num excelente intercâmbio de idéias. E não esqueçamos dos blogs: há um universo à parte por ali. De autores que não publicam em livro, mas que fazem suas idéias circularem de maneira muito eficiente na web. Assim, literatura contemporânea potiguar é uma expressão que tem um sentido puramente denotativo: literatura feita aqui no Estado. Mas que tem características tão diversas e está intertextualizada com tantas vozes do mundo que assume o papel de literatura contemporânea. Prefiro deixar os gentilícios para as pessoas.

E os novos autores, quais são as perspectivas? Há espaço aqui em Natal?

Antes de criar o Jovens Escribas achava inviável conseguir fazer carreira de escritor aqui em Natal. Hoje em dia, recebo quase diariamente e-mails de jovens que querem publicar. Meu blog tem leitores fiéis, atentos ao que escrevo e sempre prontos a protestar se os deixo um ou dois dias na mão. Ou seja, há autores e há leitores. As portas estão abertas. O Jovens Escribas pegou uma brecha, abriu um nicho de mercado e agora estamos investindo na gestão cultural responsável para sermos auto-suficientes. Se há espaço? Há cinco anos todos me diziam que não. Hoje, jamais cometeria o erro de dizer esse tipo de sandice.

Os Jovens Escribas deram uma estagnada de um tempo para cá. Voltaram com força depois do lançamento de Fialho. Quais são os planos do futuro para a editora?

Antes, uma correção: não demos uma estagnada. Continuamos trabalhando sem parar. Depois do boom inicial, no qual lançamos 4 livros em um único semestre, diminuímos o ritmo. Não dava pra manter esse ritmo sem se transformar numa fábrica de panfletos. Mas nunca paramos de trabalhar. Participamos de eventos literários, lançamos 10 livros nos últimos cinco anos – incluindo aí “Dias das Moscas” de Nei Leandro de Castro, que é um orgulho ter em nosso acervo. “A Cega Natureza do Amor” é o 11º livro do Jovens Escribas. Com o lançamento de Fialho, tivemos um êxito sem igual: foi o record de vendas em um lançamento na Siciliano de Natal. Nossa marca conquistou prestígio. Depois do meu lançamento, vamos reestruturar algumas coisas no grupo. Já não dependemos de verba pública para lançar livros e isso é um grande passo. Para o futuro, queremos nos solidificar como um selo literário de qualidade. Particularmente, tenho duas ambições: publicar autoras e publicar quadrinhos. Com essa reestruturação, vamos ver o que é possível.

Lançamentos a nível nacional de escritores locais. Até onde isso pode deixar de ser sonho e passar a ser real?
Para ficar nos contemporâneos, Nei Leandro de Castro e Pablo Capistrano já fizeram isso. Ou seja, é factível. Claro que o mercado nacional não vai se abrir para todos os potiguares de uma vez só. Antes, eu perseguia isto como um sonho inalcançável. Agora, vejo que estas coisas envolvem muito mais aspectos práticos do que lances do destino. Não gosto do artista que reclama do mundo e se tranca no seu. Por isso, me divido entre dois mundos: sou escritor quando tenho que compor minha obra; sou gestor quando tenho que geri-la. Falo isso porque acho que o reconhecimento da cultura local parte de um pressuposto: a organização da cultura local como um nicho mercado viável. Para isso, nossos artistas têm que se profissionalizar em seu mercado. As coisas caminham bem: temos o Clowns de Shakespeare e o Centro Cultural Dosol, por exemplo, que são dois negócios culturais muito profissionais que alcançaram reconhecimento fora do Estado. Escritores locais lançando livros por grandes editoras não é um sonho inalcançável. Mas é que o mercado é assim: os mais profissionais se destacam.

Diário Estelar 2 – 10.07.2009

julho 10, 2009

Lançamento de “A Fortaleza dos Vencidos” foi um sucesso!

Nei recebeu muitos leitores.

Nei recebeu muitos leitores.

Na última quarta-feira fui ao lançamento de “A Fortaleza dos Vencidos”, novo livro de Nei Leandro de Castro. Até aí, nada demais. Sou fã do grande romancista e não poderia faltar a esse evento. O livro eu ainda não comecei a ler, coisa que farei neste fim de semana. Minha namorada, Beatriz, já iniciou a leitura e está adorando. Natural, pois Nei é fodão. Escreve pra caralho, com uma desenvoltura única. Quem já leu os seus outros romances: “As Pelejas de Ojuara”, “O Dia das Moscas” e “Dunas Vermelhas” sabe muito bem disso.

Porém o lançamento do livro teve outros aspectos que me deixaram muitíssimo feliz. Primeiro a presença maciça de amigos e leitores do escritor. Muita gente foi prestigiar o autor e a livraria estava abarrotada de gente que atendeu o chamado para conferir o que revela essa fortaleza de vencidos e amargurados. E entre os presentes, uma ruma de gente boa, inteligente, que tem muito a transmitir em bate-papos engrandecedores: Puxando o bloco, Giovanni Sérgio, grande expoente da intelectualidade natalense, muito bem acompanhado de Adriano de Sousa, Tácito Costa, Chico Guedes, Tarcísio Gurgel, Tetê Bezerra, Porpino, Nelson Patriota, Patrício Jr., Túllio Andrade, Cefas Carvalho. Noite repleta de boas conversas e uma dessas ocasiões que tornavam impossível dar uma simples “passadinha”. O jeito foi ficar a noite toda e só ir embora na vassoura.

Estou feliz com o sucesso do lançamento e com a noite estrelada de gente de bem e do bem.

A Cega Natureza do Amor 1

julho 7, 2009

Eu gostaria de convidar todos os leitores deste blogue para um evento bem legal a se realizar na próxima semana. No dia 16 de julho (quinta-feira) Patrício Jr. vai lançar o livro “A Cega Natureza do Amor” com 12 contos imperdíveis. É o 11º lançamento do selo Literário Jovens Escribas e uma ótima leitura para quem estiver de férias da universidade, quiser presentear alguém ou para quando seus neurônios exigirem exercício e entretenimento.

Além do livro ser muito bom (Eu sou suspeito, né? Se eu não gostasse do que Patrício escreve não teria encampado a criação de um selo literário com ele e mais dois comparsas.), a campanha de divulgação está muito criativa e envolvente como é praxe nos lançamentos dos Jovens Escribas.

Este é um anúncio virtual que está sendo passado por e-mail para as pessoas:

 Cega 2

 

E estes são os vídeos de expectativa criados por Patrício e produzidos pela Grito Anime dos amigos Edu Ferr e Paulo Sarkis:

 

Diário Estelar 1 – 07_JULHO_2009

julho 7, 2009

Aos leitores deste blogue, peço desculpas. Ando muito atarefado e distante da internet por várias razões. Daí, tenho acessado a rede em pouquíssimas ocasiões respondo apenas os e-mails mais urgentes. Orkut? Twitter? Blogue?! Tenho passado ao largo de toda essa interatividade. Até a coluna da Digi tem sofrido, mas tentarei atualizá-la hoje mesmo com uma crônica da série “Realizadores”.

Na última vez que postei por aqui estava a caminho de Mossoró para lançar o Mano Celo por lá. O lançamento foi bem legal na Siciliano do West Shopping e, acredito, deva ter batido o recorde de livros vendidos na capital cultural do Estado: 10 exemplares na noite de lançamento. Muita gente boa presente: Fatinha Moreira e Alber, Leandro, Larissa Gabriela, Moisés Albuquerque e Mirella, Túlio Ratto, Cid Augusto, Ígor Rosado, Laércio Eugênio e Fabrício Cavalcante. Voltarei outras vezes nos próximos livros.

E por falar em recorde, Cassiano Arruda QUASE bateu a marca do Mano Celo (382) na Siciliano do Midway. O Hotel de Trânsito foi comprado por 376 leitores que abarrotaram a livraria do shopping. Eu, inclusive. Aliás, o livro está belíssimo. Edição da Flor do Sal, capa de Giovanni Sérgio e direção de arte de Jackson Williams e do inigualável George Rodrigo. Tá fodão.

Daniel Sour

julho 1, 2009

Como nesta quinta, lanço o Mano Celo em Mossoró, gostaria de homenagear um autor da cidade que gosto muito. O nome dele é Daniel Liberalino, garoto ainda, mestre em filosofia pela Unicamp e conhecido como Daniel Sour. É um autor inédito em livro, mas acho que a hora do rapaz está chegando.

O texto que segue é “O Gabinete do Dr. Beiesdorf” que aparece como bônus na primeira edição de “É Tudo Mentira!” Divirtam-se com o humor absurdo do jovem Sour e, quem gostar, pode dar uma passada no blogue dele: http://www.disfuntorerectil.blogspot.com/

 

O Gabinete do doutor Beiesdorf

Ser médico exige muita responsabilidade, especialmente para um neurocirurgião como eu. E responsável era precisamente o que eu estava sendo aquele dia no consultório, enquanto lia um rótulo de Nescafé. Na verdade, estamos sendo responsáveis o tempo inteiro. No fim de semana, nós ligamos para os nossos amigos neurocirurgiões e dizemos:

   – E aí, rapaz, tá afim de sair hoje?

  – O que vai ter?

  – Não sei, vamos sair por aí, procurar umas boas responsabilidades pra cumprir e arrebentar!

  – Não sei, cara… estou com algumas responsabilidades pra cumprir, acho que não vou…

    Por exemplo, você não deve fazer coisas como espirrar durante uma neurocirurgia – em particular, seu muco não deve cair no cérebro do paciente; você não pode sair durante uma cirurgia para ver um jogo – ou não sair e ainda assim ver o jogo; ao final de uma neurocirurgia, não se deve dar tapinhas amigáveis no cérebro do paciente etc. Mas como eu ia dizendo, aquele rótulo de café é uma leitura interessantíssima. Conta toda a história do café, desde o descobrimento. Aquele dia no consultório eu já estava aos soluços lendo essa comovente história e ia responsavelmente virando mais um copo de uísque quando o primeiro paciente chegou. Me recompus, usando um curioso aparelho de sucção (que encontrei ali ao meu lado) para sugar minhas lágrimas e o conteúdo do meu nariz.

    – Entre, por favor – disse, sobriamente.

     O paciente usava um espantoso penteado que me fez derrubar o abajur com o susto.

    – Oi – cumprimentei, com um aperto de mãos.

   – Olá, doutor.

   – Bonito cabelo – elogiei.

   – Obrigado… é inspirado num quadro de Pollock.

     Mal sabia ele que Pollock inspirava-se no monte de esterco que tinha no quintal de casa. O paciente contou que era um estilista de vanguarda etc., depois disse que vinha sentindo dores no corpo, mas adormeci nessa parte e sonhei que estava correndo num pomar de frutas mágicas com uma bela e sorridente fadinha, sobre cujos seios eu caía sempre, com incontível alegria, após tropeçar acidentalmente. Num desses tombos, seus seios caíram e foram quicando pelo gramado, enquanto eu os perseguia aflito, então acordei e o paciente acabava sua descrição dos sintomas:

    – …e basicamente é isso, doutor. O que o senhor acha que eu tenho?

   – Sem dúvida é algo muito grave – adiantei, assumindo uma expressão preocupada.

   – C-como assim? – perguntou, aparentemente assustado, a julgar pela mudança na cor da pele.

   – Não sei se você tem chances de sobreviver. Talvez mais alguns dias. Ou horas. Ou minutos. Ou segundos… milésimos…

    Fui obrigado a interromper aí, visto que não conhecesse outras unidades de medida menores. Pouco depois, o paciente me abraçava aos prantos, enquanto eu dava tapinhas de consolo nas suas costas. O verdadeiro profissional precisa levar em conta o aspecto psicológico dos seus pacientes.

    – Pode chorar, meu amigo – disse-lhe -, um verdadeiro profissional, continuei, precisa levar em conta o aspecto psicológico dos seus pacientes – carregando na palavra “psicológico”.

   – Vamos, beba um copo de uísque.

    O segundo paciente entrou logo após o anterior, e especulo que dificilmente teria conseguido entrar após o posterior (ou seja, suceder o sucessor), dada a rígida natureza do tempo. Sua chegada súbita me impediu de continuar aquele agradável sonho e por fim devolver à minha boa companheira seus seios desgarrados, embora talvez não no mesmo sonho, já que ela certamente não se incomodaria em ficar sem os dois por mais algum tempo – e, caso insistisse, eu poderia barganhar, devolvendo apenas um deles. Contudo, como dizia, meus planos foram adiados pela entrada deste outro paciente, que ao contrário do anterior, parecia conhecer a avançada tecnologia do pente para cabelo. O indivíduo só chegou e sentou e foi logo entregando uns papéis cheios de números e termos esquisitos. Multipliquei imediatamente todos os números entre si, elevando o resultado à décima potência e subtraindo tudo pela porcentagem de algodão do meu paletó. Depois tirei a raiz quadrada, pra ver se ainda lembrava como se faz. O paciente ficou olhando estático, e não me admira, porque se alguém precisa tirar a raiz de um número de cerca de vinte dígitos para saber se você está doente, então você deve estar muito doente mesmo, prestes a cair morto. De fato, eu me sentiria na obrigação de morrer.

    – É muito grave, doutor? – perguntou.

   – Bem, a julgar pelo percentual hidromagnético do seu hipossenóide, e considerando a voltagem das moléculas, parece haver um pequeno deslocamento no seu centro gravitacional telúrico, mas…

   – Mas? Qual o problema?

   – O seu problema, garoto, é que você está saudável demais. É um caso muito grave e extremamente raro…

   – Mas tem alguma solução?

   – A medicina contemporânea vem tentando descobrir um tratamento adequado para casos delicados como o seu, mas pouco foi alcançado. Posso, de minha parte, sugerir alguns paliativos, resultantes de décadas de pesquisa diária.

       Passei então a seguinte receita para o pobre homem:

    a) 1 copo de uísque, 7 vezes ao dia

   b) Manipular produtos inflamáveis e fumar charutos – concomitantemente, para efeito mais duradouro e eficaz

   c) Mijar em cercas elétricas

   d) Nadar em esgotos

   e) Atirar-se de arranha-céus

   f) Viver

    Depois sugeri que ele tomasse alguns copos de uísque comigo, para ir adiantando o tratamento, o que ele fez. Depois saiu pela porta, após algumas tentativas fracassadas de atravessar a parede. Expliquei-lhe que ele precisará de muito mais copos de uísque para conseguir fazer isso. De minha parte, em ocasiões similares costumo pedir gentilmente para que a parede saia da minha frente, mas nesse caso a parede que precisaria de umas boas doses de uísque.

   O próximo paciente entrou quando eu estava tentando lembrar os procedimentos necessários para segurar o copo de uísque à minha frente. Sugeri com um grunhido monossilábico que o paciente e seus espectros circunvagantes tomassem assento, o que fizeram, iniciando as habituais lamentações antes mesmo que seus fundilhos tivessem tocado a cadeira.

   Este rapaz parecia ter um caso de unha encravada, julgando a partir da análise cuidadosa de sua enigmática asserção “minha unha está encravada, doutor”. Pedi para que subisse na maca e o enviei imediatamente para a sala de neurocirurgia, avisando aos enfermeiros que tratava-se de uma emergência, pois afinal era preciso fazer valer o preço da consulta. O que mais eu poderia fazer? Prescrever um band-aid? Pelo que pagou, ele certamente merecia algo melhor.

   Foi uma das cirurgias mais difíceis que já fiz.

       – Bisturi.

    – Está na sua mão, doutor.

    – Hm, bem observado. Ups, acho que deixei cair entre o lobo frontal e o temporal. Me passem outro, sim?

    – Esse era o único, doutor.

    – Você tem um lápis de cor?

    – Lápis de cor! – gritou o enfermeiro para a enfermeira, que entregou-lhe o lápis.

    – Fórceps.

    – Aqui está doutor.

    – Dinossauro de borracha.

    – Qual deles, doutor Beiersdorf?

    – O tricerátops. Não, pensando melhor, o arqueopterix.

    – Aqui, doutor.

    – Obrigado. Poderia segurar o cérebro do paciente um instante? Toma.

    – Oh! Escorregou!

    – Você devia ser mais cuidadoso, garoto.

    – Você sabe onde foi parar o hemisfério esquerdo? Não estou encontrando…

    – Acho que escorregou para baixo daquele aparelho que parece com o painel da Enterprise.

    – Não estou vendo…

    – Tudo bem, deixa pra lá. Me passa esse hemisfério aí mesmo. Hm. Pronto. Atchim!

    – Saúde, doutor.

    No fim, tudo acabou bem com alguns tapinhas amigáveis no cérebro do paciente. Para compensar esses momentos difíceis, paguei uma rodada de uísque para todos.

   Sim, é dura a vida de um cirurgião.

   Muitas responsabilidades.

  

Daniel Sour

Mano Celo em Mossoró 2

julho 1, 2009

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Mano Celo – Imagens – L M

julho 1, 2009
Leonardo

Leonardo

 

Lívio Oliveira

Lívio Oliveira

 

Marco França Estupefacto

Marco França Estupefacto

 

Maria Cecília e Sílvio Augusto

Maria Cecília e Sílvio Augusto

 

Mark Wynkler e Fravinha

Mark Wynkler e Fravinha

 

Milena Azevedo

Milena Azevedo

 

Mineiro - o homem da Lei do Livro.

Mineiro - o homem da Lei do Livro.

 

Muniki

Muniki