Cantos das Cidades 3 – O Lobisomem que mora ao lado (DF)

Jovens, volto hoje a falar do livro de contos que estou escrevendo. Chama-se “Cantos da Cidade” (pelo menos provisoriamente) e relatar o passo-a-passo de sua escrtita foi um dos motivos de eu ter entrado finalmente na blogosfera. Andei ocupado até o talo nos últimos tempos com a divulgação e lançamentos do “Mano Celo”, além de ajudar os amigos Patrício Jr. e Nei Leandro de Castro a divugarem seus próprios lançamentos. Isso sem falar nos preparativos que precisei fazer para passar uma temporada de estudos fora do RN. UFA! Em todo caso, vou falar aqui sobre os contos que estou escrevendo para o livro e para lerem um pouco mais a respeito, sugiro que procurem pelas duas atualizações anteriores, clicando na categoria ou na etiqueta “Cantos das Cidades” bem ali do lado ——->

***

Com vocês, um pouco sobre o conto “O Lobisomem que mora ao lado”:

A banda brasiliense Bois de Gerião, na canção “Meu vizinho”, canta o seguinte trecho “Prazer em conhecê-lo, caro amigo. Moro ao seu lado. Divido paredes contigo.” Como o Bois é uma das bandas que mais curto atualmente, decidi incluí-lo no livro Cantos das Cidades. Dessa forma, eu já tinha um ponto de partida para escrever um conto ambientado em Brasília.

 

Este autor em visita à terra de Nícolas Behr (2007)

Este autor em visita à terra de Nícolas Behr (2007)

Mas o que dizer nesse conto? Que história esse vizinho brasiliense poderia inspirar? A resposta estava num outro trecho da música em que a letra diz “Pois saiba que por trás de todo médico existe um monstro. Eu sei fingir muito bem e por isso não demonstro.” Era isso. Para criar um conto legal eu poderia falar de um vizinho que fosse um tanto estranho, monstruoso. E para fazer isso bastou olhar ao redor e lembrar que existe um cara muito estranho que mora perto de mim.

 

O nome dele é Fêfo e ele é… Bem, ele é um lobisomem. (sobe BG de suspense).

 Agora fiquem com um trecho do conto “O lobisomem que mora ao lado”.

 “… Nessas noites, ele se transforma em lobisomem e fica lá, sendo um lobisomem, fazendo exatamente aquilo que nós, que não somos lobisomens, não fazemos.

Ter um vizinho lobisomem não é tão estranho quanto parece e até que não incomoda muito. Estranho mesmo seria ter um vizinho trompetista da marinha que ficasse lá soprando o instrumento dia após dia para nossa eterna agonia. Ainda mais se esse vizinho fosse fã incondicional de “Casablanca” e insistisse em repetir incessantemente “As time goes by” e mais ainda se a outra música que ele soubesse tocar fosse a da 7ª cavalaria e todas as manhãs você fosse despertado em meio a um susto danado com a sensação de um iminente ataque de índios americanos. Nessas horas, garanto, você preferiria ter alguém uivando na casa ao lado. …”

Anúncios

Tags: , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: