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Penso no Verde

setembro 28, 2009

Heineken Pense Verde_reduzida

 

Heineken 2_reduzida

Cruvinel e a Croácia

setembro 23, 2009

O Peixoto era amigo de infância. Por isso, quando ele convidou pra ser padrinho do seu casamento com a Anita, Cruvinel se sentiu na obrigação de aceitar. Detestava casamento, usar terno e gravata todas as formalidades inerentes à cerimônia. Mas o Peixoto era o Peixoto e ele não poderia faltar. Ainda mais depois do que aconteceu. Todos os outros padrinhos do noivo desistiram e só o Cruvinel havia aceitado. O Quaresma foi o primeiro a pular do barco. “Pô Peixoto, adoro você, cara, mas competir com a canarinho não dá. Faz o seguinte: no teu próximo casamento, pode me chamar que eu vou que vou ligeiro, valeu?”, declarou ao recusar. O caso é que a data e hora da cerimônia coincidiram com a estreia do Brasil na Copa. E o pior é que não dava pra alterar nada, pois aquela era uma das igrejas mais disputadas da cidade e a data foi marcada com mais de um ano de antecedência, quando ninguém sabia ainda qual seria a tabela da Copa. Por isso, o Peixoto corria o risco de, não só perder todos os padrinhos, como também não contar com nenhum amigo para prestigiá-lo na igreja.

Cruvinel, ao contrário do noivo, não achou a situação nada desagradável. Com a quase total deserção masculina ao evento, muitas belas mulheres solteiras estariam a mercê de seu instinto goleador. Ele estava recém recuperado de uma leve depressão que se seguiu ao fim do seu namoro com a Natália. 4 anos de relacionamento e um fim abrupto quando ela decidiu cruzar o oceano e fazer seu mestrado em Lisboa. Desde esse dia ele odiava Camões, Saramago, Pedro Álvares Cabral, era capaz de vomitar ao sentir cheiro de bacalhau e jurava de pés juntos que se visse alguém dançando o “vira” seria capaz de matar. Só não odiava o Cristiano Ronaldo porque não fazia ideia de quem ele fosse.

Depois que começara a namorar a Natália, na final da Copa de 2002, Cruvinel voltara ao normal. Parou de se informar sobre futebol e seguiu sua vida. Por uma fatalidade do destino, o namoro acabou justo antes da Copa seguinte e o nosso artilheiro precisava retomar sua velha estratégia de jogo, agora versão 2006. Suas armas eram mais mortais que o quadrado mágico do Parreira e a estreia na competição seria simultaneamente à da seleção, no casamento do Peixoto.

Na tarde da sagrada união que seria seguida pela festa, Cruvinel terminava de se arrumar, pensando nas amiguinhas da noiva, gatas, felizes, levemente alcoolizadas, além de sensíveis e vulneráveis (como as mulheres costumam ficar em casamentos), quando percebeu que estava só em casa e não sabia dar nó em gravata.

O jeito foi bater na porta do vizinho do 502, seu Luiz, professor de história aposentado e viúvo, que falava pelos cotovelos. Seu Luiz atendeu com afabilidade e se prontificou a ajudar o rapaz com um dos seus mais de uma centena de nós conhecidos. Enquanto ele amarrava foi falando da origem da gravata, que vinha dos tempos do império de Carlos Magno, quando soldados de origem croata usavam cachecois pendurados no pescoço que pendiam pelo peito. Os franceses gostaram tanto da novidade que adotaram o estilo e logo ele se tornou sinônimo de elegância. Por isso, o nome gravata é uma corruptela do nome do país originário (Croácia) da peça no idioma local. Seu Luiz ainda riu ao lembrar que a Croácia era a adversária do Brasil naquela tarde e convidou Cruvinel a vir assistir a partida em sua companhia.

Agradecendo (e recusando) polidamente o convite e o pronto auxílio do professor, Cruvinel se desvencilhou tão rápido quanto pôde, antes que o vizinho pudesse enumerar cronologicamente todas as conquistas de Carlos Magno e discorrer sobre seu legado histórico-cultural, e correu para o casamento do amigo de infância.

A alegria de Peixoto com a chegada de Cruvinel foi tão grande que parecia que ele era a noiva. O nosso camisa 9, porém, não demonstrou a mesma reação do amigo ao perceber que a igreja estava quase vazia. Nem homens nem mulheres haviam atendido aos convites dos noivos e aparentemente todos preferiram conferir Brasil e Croácia. Perguntou a Peixoto se haveria pelo menos uma madrinha para entrar com ele no templo. O Peixoto então apontou para sua acompanhante na solenidade, Sulamita.

O nome diferente, por si só, já provocava curiosidade e interesse imediato por sua origem, sua exoticidade. Porém, a formosura da moça, indecorosamente exibida em seu vestido longo colado ao corpo, fez Cruvinel sorrir e pedir, mais que depressa, pro Peixoto levantar a ficha da beldade. “Uma gata, Cruvinel! Gatíssima!Prima da Anita,mas não sei se rola nada. apesar de ser um convite ao pecado que fala, anda e sorri ameaçadoramente, é evangélica fanática. Acho melhor você aproveitar a entrada de bracinhos dados e pronto.” O pobre amigo achava realmente que aquilo fosse possível. Que nada! Aquela seria a estreia de Cruvinel em mais uma Copa e ele partiria pra cima do adversário com raça em busca dos 3 pontos.

– Olá. Você deve ser a Sulamita. Nós vamos entrar juntos no casamento. Sou o padrinho que forma par com você.

– Glória a Deus! Para sempre seja louvado. Eu já pensava que o padrinho também ia faltar para assistir aquela celebração pagã cheia de pecado.

– Qual?

– O jogo, Jesus que me perdoe. Deixar de presenciar a união sagrada de minha prima, diante do altar do Senhor, louvado seja o seu nome pra ver um bando de pecadores correndo atrás de uma bola.

– Não, irmã. Você pode estar enganada. Nem todos são assim não. O Quaresma, um pecador amigo meu, disse que o Kaká é evangélico fervoroso.

– Glória a Deus que um deles leve a palavra do altíssimo para aquele antro de tentações mundanas, valores superficiais e prazeres frívolos.

– Amém, irmã. Inclusive, que tal orarmos abraçados pelas almas dos jogadores?

– Abraçado? Quais são os seus métodos? De que igreja você é?

– Er, Igreja Pentecostal… da Croácia.

­– Croácia? Nunca ouvi falar.

– Somos poucos, mas fieis.

– Abençoado seja, irmão. Hoje em dia há cada vez menos de nós, que aceitamos Jesus. Vamos que a cerimônia já vai começar.

O casamento foi breve. O pastor celebrou com a dicção de um locutor esportivo de rádio. Não sei se ele quis abreviar o constragimento dos noivos diante de um templo vazio ou se ele queria correr pra casa a fim de ver o segundo tempo. Cruvinel, provando que, assim como no futebol, não existia mais bobo no mundo dos casamentos, fez marcação cerrada na madrinha e sentou na mesma mesa na recepção.

– Sabe o Kaká que eu te falei?

– O que tem?

– O que tem ele?

– O meu amigo pagão, materialista e ateu, o Quaresma, acaba de me enviar uma mensagem dizendo que o Brasil venceu o jogo com gol dele. Eu achei que poderíamos tomar essas taças de vinho para comemorar.

– Ah, não, irmão. Eu não bebo. É pecado grave se entregar assim à devassidão do álcool e de celebrações vazias da presença de Deus.

– Em absoluto, irmã! Nunca diga isso de Deus estar ausente de algum lugar. Nosso Senhor é onipresente e onisciente. Ele está em todos os rincões do universo. E naquele golaço do Kaká hoje, foi o Altíssimo que levou a bola a morrer no fundo das redes. Foi um tento que pode propagar pelo mundo a vitória dos cristãos sobre os pagãos. Um gol abençoado, maravilhoso, sagrado, evangelizador! Beba um golinho de vinho em celebração, irmã. Tenho certeza que Deus ficará feliz!

Sulamita bebeu sua taça, assim como diversas outras, impelida pela cada vez mais fervorosa retórica de Cruvinel. Ele parecia possesso, um verdadeiro pastor no exercício de sua pregação. Tinha fé que conseguiria levar a moça dali para casa. O próprio Cruvinel também emborcava uma taça depois da outra para aompanhar a garota.

No dia seguinte, a cabeça de Cruvinel parecia que ia explodir. Não se lembrava de muitos detalhes da noite anterior, mas logo Quaresma telefonara para contar tudo o que havia acontecido segundo soube, através de uma amiga de uma tia da noiva. Cruvinel e Sulamita, completamente bêbados, começaram a dançar frenéticos e ensandecidos no meio do salão, apesar de ainda estar tocando uma lenta valsa. Tomavam vinho e gritavam “Sangue de Cristo tem poder! Sangue de Cristo tem poder!” Em dado momento, a garota fez um inesperado striptease e seu pai, o pastor Joacy, atravessou o salão e arrastou a filha pecadora pra casa. Cruvinel continuou dançando já com a gravata enrolada na testa até que caiu inconsciente e o próprio Peixoto, o anfitrião, teve a bondade de levá-lo em casa.

Após ouvir o relato de Quaresma que, a propósito, não gostara nada da estreia da seleção, Cruvinel se viu preenchido com  mais terrível ressaca moral. Depois, pôs a mão na cabeça que doía bastante, graças ao efeito devastador da grande quantidade de vinho que havia tomado e falou resignado: “Ai, sangue de Cristo tem poder. Ai.”

A vitória do gerundismo

setembro 18, 2009

Quando Micarla de Sousa ainda não era Prefeita e nos pedia a honra de exercer tal cargo durante a campanha eleitoral, eu não estava em Natal. Passava um período de trabalho pesado em outras pradarias e, por essa razão, acabei acompanhando de longe a disputa eleitoral na capital. Os plágios da campanha ao clipe de Obama e à abertura do programa de Lula, porém não passaram despercebidos (Deu até no Kibeloco!). Bem como as maldosas insinuações semi-explícitas na declaração “Sou mãe, sou mulher.”, fazendo uso de artimanhas nada louváveis, questão essa já tão bem exposta pelo meu colega de coluna Pablo Capistrano em crônica para o Diário de Natal.

Depois veio a posse, o mandato começou e aquela que poderia ser uma grande gestora por, esperava-se,  trazer novas ideias, um pensamento diferente, estar concentrada em realizar um bom trabalho para consolidar seu nome como uma nova liderança na política local, mostrou que não sabe fazer depois de eleita nada muito diferente do que fazia antes: copiar o que os outros já fizeram.

Micarla que plagiou Obama durante a campanha, desceu o nível depois de eleita e agora copia o estilo Wilma de Faria de administrar. Obras de maquiagem, a cidade bonitinha, mas parece não ter a mínima noção de como vai resolver os problemas crônicos de saúde e educação da cidade. Nem mesmo o meio-ambiente, que vem a ser a principal bandeira do seu partido, está de fato sendo observado, conforme vem denunciando Marlos Apyus em seu blogue pessoal. A cidade perde cada vez mais árvores e a temperatura cada vez mais alta, bem como as inundações em épocas de chuva piores a cada ano não são simples coincidências.

Entretanto, a despeito de tudo isso, o que mais me incomoda em Micarla de Sousa é o gerundismo. É o fato de uma jornalista formada, que exercia a profissão dizer frases como “Eu vou estar me reunindo com a governadora.” ou “Nós vamos estar apresentando o projeto para a CBF na próxima semana.” Ela é a representante maior de toda uma categoria. Personifica a vingança de cada uma das atendentes de telemarketing que nos ligaram e não lograram êxito em nos vender seus produtos ou serviços. É a redenção dessa classe profissional que nunca para de trabalhar, pois sempre “vai estar gerando um número de protocolo”, “vai estar verificando os nossos dados”, “vai estar consultando o seu supervisor”.

É Natal mostrando mais uma vez que também pode crescer, evoluir, vencer preconceitos. Se temos um torneiro mecânico na presidência, por que não uma profissional de telemarketing na prefeitura? Não sei se é proposital, se ela quer passar uma imagem mais dinâmica, de que existe um importante trabalho sendo feito AGORA, neste exato momento e que não tem data nem hora pra acabar. Por isso ela vai “estar realizando” esse trabalho durante muito tempo. Talvez seja isso. Ou pode ser que ela tenha contraído esse abjeto vício de linguagem, mais contagioso que a Gripe A e a Dengue juntas. Se fosse há 10 anos quem sabe não estivesse falando “a nível de”?

Não sei a resposta. Mas sinto que vamos ouvir muitas vezes esta incômoda conjugação verbal pelos próximos anos. E o pior é que não será possível desligar o telefone.

Festival Dosol 2009

setembro 14, 2009

Festival Dosol 2009

Sou fã do Ânderson Foca por ele ser um cara que realiza um evento dessa importância para Natal. Parabéns a toda a equipe do Dosol. A programação tá FUDEROSA!!! Ass.: Carlos Fialho

 

FESTIVAL DOSOL ANUNCIA PROGRAMAÇÃO COMPLETA E DATAS PARA 2009

Evento vai reunir 23 bandas potiguares, 17 bandas de outros estados e 3 grupos internacionais em seis dias de programação.

O Festival Dosol 2009 chega a sua 6ª edição com a maior mostra de artistas nacionais, locais e internacionais de sua história. O evento deste ano acontece em duas etapas: dias 07 e 08 de novembro em Natal/RN, na Rua Chile, Ribeira e de 19 a 22 de novembro na Casa da Ribeira. Como no ano anterior o evento acontece patrocinado pela Oi e Governo Estado do RN, através da Lei Câmara Cascudo. O festival tem apoio da Diginet, Oi Futuro e Praiamar Hotel.

Assim como na edição de 2008, o Festival Dosol acontece ocupando espaços já existentes na Ribeira. Grito Filmes, Centro Cultural Dosol, Armazém Hall e Casa da Ribeira estarão recebendo shows, bandas, imprensa entre outros convidados do evento. “Conseguimos reunir uma gama de artistas ligados à vanguarda e ao rock que poucas vezes se viu em Natal. Tem bandas sem baixista, com dois bateristas, sem bateria e baixo, instrumentais, gritadas, cantadas, uma verdadeira salada que muito nos orgulha. Acho que o público vai conferir o que tem de mais novo e instigante em termos de rock no Brasil nesta edição”, diz Anderson Foca, um dos organizadores do evento.

As atrações internacionais são o grande diferencial da edição de 2009 do Festival Dosol. Já no aquecimento do evento, que vem acontecendo desde Maio, artistas do Japão, México e EUA passaram por Natal. Para os shows do dias 07 e 08 de novembro três artistas de outros países estarão em ação: Danko Jones (Canadá), Pulverhund (Noruega) e uma lenda do punk rock mundial, os escoceses do The Exploited.

O trio canadense Danko Jones é uma das formações roqueiras mais legais da atualidade. A banda coleciona participações nos maiores festivais de música do mundo como Rock Im Park, Rock Am Ring, Wacken Open Air e Reading. O grupo vem em tour brasileira organizada pelo Dosol e também passa por Recife e São Paulo.

The Exploited é uma das formações mais tradicionais do punk rock de todos os tempos. Na atividade desde 1980, a banda é uma referência mundial no estilo e promete atrair fãs de vários estados do Nordeste, já que a apresentação deles é a única agendada na região.

Das 23 bandas potiguares que se apresentarão no Festival Dosol deste ano, o destaque vai para a renovação. Mais da metade dos grupos que estão escalados jamais se apresentaram em festivais independentes. “Uma das metas do Festival Dosol é abrir um diálogo entre a cena potiguar e o resto do mundo. Esses novos artistas que estão na programação vão poder dividir palco com bandas consagradas, tocar na mesma condição que elas e mostrar o seu trabalho com muita segurança. É um grande aprendizado e uma grande satisfação proporcionar este espaço todos os anos”, diz Ana Morena, produtora executiva do festival.

Os ingressos sociais do evento vão custar R$ 30,00 a casadinha para os dois dias, e R$ 20,00 cada dia. Os shows dos dias 19 a 22 na Casa da Ribeira são gratuitos. As vendas antecipadas começam na primeira semana de outubro.

Confira escalação completa do Festival Dosol 2009:

SÁBADO, Dia 07 de novembro
ABERTURA: 15H
15H30 – FLAMING DOGS (RN)
16h – DRIVEOUT (RN)
16h30 – VENICE UNDER WATER (RN)
17h – O MELDA (MG)
17h30 – PLÁSTICO LUNAR (SE)
18h – CASSIM & BARBÁRIA (SC)
18h30 – BUGS (RN)
19h – VENDO 147 (BA)
19h30 – OS BONNIES (RN)
20h – REJECTS (RN)
20h30 – SICK SICK SINNERS (PR)
21h – RETROFOGUETES (BA)
21h30 – THE BAGGIOS (SE)
22h – DANKO JONES (CANADÁ)
23h – NUDA (PE)
23h30 – DUSOUTO (RN)
24h – ORQUESTRA BOCA SECA (RN)
24h30 – EDDIE (PE)

DOMINGO, Dia 08 de Novembro
ABERTURA: 15H
15h30 – DR. CARNAGE (RN)
16h – I.T.E.P. (RN)
16h30 – FLIPERAMA (RN)
17h – NERVOCHAOS (SP)
17h30 – DEADLY FATE (RN)
18h – DISTRO (RN)
18h30 – PULVERHUND (NORUEGA)
19h – COMANDO ETÍLICO (RN)
19h30 – CONFRONTO (RJ)
20h – CALISTOGA (RN)
20h30 – DEVOTOS (PE)
21h30 – MUGO (GO)
22h – THE EXPLOITED (UK)

FESTIVAL DOSOL MÚSICA CONTEMPORÂNEA
CASA DA RIBEIRA – ENTRADA GRATUITA

Quinta, dia 19 de novembro
PROJETO TRINCA (RN)
VISITANTES (SP)
AUTOMATICS (RN)

Sexta, dia 20 de novembro
EU SEREI A HIENA (SP)
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN)
A BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE)

Sábado, dia 21 de novembro
SEUZÉ (RN)
EXPERIÊNCIA ÁPYUS (RN)
MACAXEIRA JAZZ (RN)

Domingo, dia 22 de novembro
SIMONA TALMA (RN)
L.A.B. (RS)
ONOFFRE (RN)

Serviço
O que? Festival Dosol 2009
Onde? Natal/RN
Quando? 07 e 08 de novembro, Rua Chile e 19 à 22 de novembro na Casa da Ribeira
Atrações? Danko Jones (Can), The Exploited, Devotos (PE), Eddie (PE), Confronto (RJ) e mais 38 bandas do Brasil e do mundo
Quanto? R$30,00 casadinha, R$20,00 individual e gratuito na Casa da Ribeira
Informações? http://www.dosol.com.br ou assessoria@dosol.com.br

Apontamentos desconexos 2

setembro 14, 2009

Tive uns sonhos esquisitos essa noite.

Sonho 1: Estava participando de uma mesa redonda sobre literatura. Até aí, nada demais. O curioso era que os meus companheiros de mesa eram Giordano Cunha (Criola) e Fabrício Mossoró (Camaleão PhotoArtVideo).

Sonho 2: George Wilde (Art&C) era meu professor de inglês no CCAA e estava dando uma aula sobre “aumento abnominal”, aconselhando que os alunos reduzissem o consumo de açúcar, especialmente de refrigerante.

Sonho 3: Ygor Brandão, advogado pertencente ao estranho mundo dos amigos de Márcio Nazianzeno, me convocava para um almoço ao qual Márcio também estava presente e nos fazia uma revelação: “Sou filho de Fafá de Belém.”

GRAÇAS A DEUS EU ACORDEI!

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No dia 5 de outubro próximo, o Monty Python completa 40 anos.

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Valsa com Bashir é um filme sensacional! Aguardem crônica.

Verde que te quero Heineken.

setembro 14, 2009

heineken

Para ser lido com a voz gutural do Paulo Goulart.

Verde que te quero Heineken, como uma reserva de mata intocada, depositório do doce néctar que sorvo satisfeito na forma de fluido amargo refrescante. Verde que te quero Heineken, pois preciosidade assim não encontra paralelos nem entre os mais valiosos tesouros, jóia genuína, verde fora, ouro dentro.

Verde que te quero Heineken, pois tem noites em que sou capaz de fazer tudo por uma esmeralda, cometendo as mais explícitas indiscrições, as mais desinibidas loucuras, os mais indecorosos e condenáveis comportamentos, pois é nessas noites, quando meu ímpeto de explorador e espírito aventureiro conduzem por tortuosas veredas, que revelo o ítimo de minha alma, no afã de ser preenchida com o verde da verdade, manifestando satisfação plena já nos primeiros e gélidos goles e fazem todo o esforço valer a pena.

Verde que te quero Heineken, como o verde que reluz no oceano, ao refletir o brilho do sol, o verde do mar que é o verde da garrafa, em mergulhos refrescantes no profundo da condição humana, transformando a realidade que nos rodeia em uma aprazível atmosfera de alegria e realização. É o contato com a água, a espuma, a cevada e o forte sabor, que passa pelas derradeiras papilas que, posicionadasla  atrás, ficam com o melhor, o gosto amargo da cerveja que segue seu caminho, mas mas não sem antes deixar seu rastro memorável, marcante.

Verde que te quero Heineken, como o verde dos olhos daquelas mulheres que nos arrebatam, no encantam, nos derrubam, nos deixam inebriados. Como se buscássemos em cada garrafa reconhecer o poder hipnótico de uma Jenifer Connely, cativante, redentor, apaixonante.

Verde que te quero Heineken, como uma mordaz Kriptonita, que nos atrai, nos vence em seu poder de sedução infinito, tentação contra a qual não vale a pena lutar, pois é bem melhor ceder e saber aproveitar. 

Verde que te quero Heineken, como a esperança que simboliza. Desejo muitos amigos, juntos, reunidos; e ver muitas mulheres, belas, sorridentes; e que a música seja boa , que toque a noite toda, que seja alta; que o clima seja agradável mas se não for, que a Heineken esteja gelada. E, claro, espero, quase imploro, que a minha verdinha esteja sempre meio cheia.

 Verde que te quero Heineken, diz meu instinto de preservação.

Preserve o verde

Apontamentos Desconexos 1

setembro 7, 2009

Hoje é um dia importante para mim. Comecei a escrever um romance. Vou concluir? Desistir no meio? Façam suas apostas.

***

Um dia, conversando com Alex de Souza sobre a série de filmes “O Planeta dos Macacos”, comentei que havia lido que o produtor que viabilizou as continuações morreu logo após a estreia do 5º e último longa. Alex respondeu algo como: “Ainda bem! Senão estaria fazendo aqueles filmes bostas até hoje.”

Dia desses, concluí a leitura do romance “O Homem Duplo” de Philip K. Dick. O livro, escrito em 72, em plena produção em série das continuações símias, conta uma história que se passa num futuro próximo (no caso, 1994) e, a certa altura uma das personagens faz um convite ao protagonista:

“Vamos ao drive-in? Vão passar os filmes da série “O Planeta dos Macacos”, todos os 11.”

Ela ainda comenta que quer muito ver um dos últimos, em que mostra que as grandes personalidades da humanidade, como Lincoln e Nero, eram macacos. Daí, me veio o questionamento: será que foi daí que Tim Burton tirou a ideia daquele final de sua refilmagem (O cara descendo na terra e encontrando a estátua de Lincoln Macaco)?

 ***

Dostoievski disse certa vez: “Somos todos filhos do Capote”, referindo-se ao conto “O Capote” de Nicola Gogol que influenciou toda uma geração de autores. Fã do russo louco, pai dos “Irmãos Karamazov”, me pus a ler uns contos de Gogol que achei numa coletânea bem legal. É bom pra caralho! No meio do conto “O Nariz”, o narrador diz a seguinte frase: “Sempre há pessoas dispostas a dar importância a coisas que não têm nenhuma”. Bacana.

 ***

Nota mental: não escrever nenhuma crônica entitulada “Escrevi e saí correndo, pau no cu de quem tá lendo!”

E por falar em crônica, Marlos Apyus teve uma ideia ótima para uma: “E se tudo terminasse em suruba?”. Dá pano pra manga. Ah, se dá!

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Quero ver uns filmes:

Malditos Bastardos (novo Tarantino)

Prova de morte (seminovo Tarantino)

Bruno (Sacha Baron Cohen)

Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen, não, ainda não vi. 😦 )

Alice (Tim Burton, estrelado por (OOOOH!!!) Johny Depp)

Capitalismo, uma história de amor (Michael Moore)

Che com Benício del Toro

Videocrazy (sobre Sílvio Berlusconi)

O filme do Oliver Stone sobre Hugo Chavez

Linha de Passe (Walter Salles)

E, se vocês não contarem pra ninguém, Transformers 2.

Dia 7 de setembro: Leonardo Panço em Natal!

setembro 2, 2009

Jovens, no feriado do dia 7 de setembro, teremos o lançamento do livro “Caras dessa idade já não lêem manuais” do músico, jornalista e escritor Leonardo Panço. Haverá uma palestra, uma tarde de autógrafos e um mini-concerto com os maiores clássicos da banda Jason, grupo musical liderado pelo Panço há muitíssimos anos e um dos mais reconhecidos e respeitados do underground brasileiro.

Este é o link para o post em que falei do livro e do autor, há algumas semanas: https://blogdofialho.wordpress.com/2009/08/03/leonardo-panco-o-bluesman-do-rock/

 

Este é um trecho do release que o Ânderson Foca do Dosol publicou no sítio do Centro Cultural:

O Dosol junto com o pessoal do Lado [R] promove no dia 07 de setembro, feriadão, lá no Centro Cultural Dosol o lançamento do livro “Caras dessa idade Já não lêem manual”, livro da lenda do underground nacional Leonardo Panço. Na programação do evento que será totalmente gratuito Panço ainda vai falar um pouco sobre sua experiência com tours internacionais e para fechar o rolê com chave de ouro ainda fará um show com clássicos do Jason, tendo como banda de apoio o pessoal do Elmo (PB).
Para quem não é iniciado, Leonardo Panço toca o selo Tamborete, é guitarrista e compositor do Jason, já tocou no Soutien Xiita. É também uma das figuras mais respeitadas do underground nacional. Está todo mundo convidado. Segunda, dia 07 de setembro, a partir das 16h no Centro Cultural Dosol com entrada gratuita.
SERVIÇO
O que? Lançamento do livro “Caras Dessa Idade Já não lêem Manual” de Leonardo Panço.
Quando? Segunda, dia 07 de setembro, 16h
Onde: Centro Cultural Dosol, Rua Chile, Ribeira.
Atrações? Palestra sobre tours internacionais e shows especial “Jason Classics”
Quanto? Entrada Gratuita.

 

E estas são um cartaz de divulgação feito por Caio Vitoriano e a capa do livro, feita pelo Flávio Flock:

Basic CMYK

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