Archive for outubro \30\+00:00 2009

Big Brother Natal – Resumo da primeira semana

outubro 30, 2009

BBB-n

Mais indicados a entrar na crônica do Big Brother Natal graças às sugestões recebidas via Twitter, Orkut e comentários neste blogue:

Miguel Weber

Nei Leandro de Castro

Kokinho

 Eliana Lima – a abelhinha

Júlio Protásio

Roberto Sadovski

Moacir de Góes

Sílvio Bezerra

Kristhal

Lane Cardoso

Alan Severiano

Pablo Capistrano

Caio Vitoriano

Paulo Araújo

Nélio Júnior

Tereza Tinoco

Eugênio Bezerra

 

Sinto dizer que alguns nomes sugeridos foram recusados. Roberta Sá, por exemplo, é carioca, na minha opinião. Já Moacir de Góes, apesar de gozar da mesma condição, pode ser um personagem mais divertido dentro da crônica. Aqui no blogue é assim: dois pesos e duas medidas. Vocês sugerem, mas quem decide sou eu.

Com isso, a lista de candidatos até agora é a seguinte:

Clênio do Uskaravelho, Monsenhor Lucas, Nathalia Faria, Luiz Almir, Priscila de Sousa, Tom do Cajueiro, as meninas do Tricor, os meninos do Batendo perna, Paulo Wagner, Diogo das Virgens, Alex Padang, Michele Rincón, Fred Alecrim, Ânderson Foca, Toinho Silveira, Larissa Costa, O jogador Souza, DJ Shato, Cristyan de Saboya, A assustadora família Elali, Cláudio Porpino, Diogo Guanabara, Thaysa Galvão, Fábio Faria, Paulo Macedo, Oscar Schimidt, Júlia Arruda, Solón Silvestre, Marcelus Bob, Jota Oliveira, Paulinho Freire, Fernanda Tavares, Virna, Professor Alexandre Pinto, Salatiel de Souza, Danuza De Salles, Fátima Bezerra, O modelo Fábio Lima, Miguel Weber, Kokinho, Eliana Lima – a abelhinha, Júlio Protásio, Roberto Sadovski, Moacir de Góes, Sílvio Bezerra, Kristhal, Lane Cardoso, Alan Severiano, Pablo Capistrano, Caio Vitoriano, Paulo Araújo, Nélio Júnior, Tereza Tinoco, …

Cantos das Cidades 8 – Boa Noite, Cinderela. (RN)

outubro 30, 2009
ETM - Gustavo Lamarine

Gustavo Lamartine, o artista, o homem, o parceiro na idealização do conto.

Eu estava bebendo uma noite perdida com o músico maloqueiro e high society Gustavo Lamartine quando o assunto partiu para, sabe-se lá porque, o golpe “Boa noite, Cinderela” que mulheres gatas e desconhecidas costumam aplicar em homens desavisados. Segundos os relatos dos e-mails mais sensacionalistas, elas botam alguma substância entorpecente na bebida do cara, arrastam para um lugar específico e extraem alguns órgãos internos. A pobre vítima acorda horas depois numa banheira de gelo e um bilhete de alerta escrito pela golpista.

Gustavo perguntou:”e se uma dessas mulheres roubasse o coração do cara? Ele teria que sair atrás dela, né?” De golpe, numa arrojada associação de ideias provocada, certamente, pela lubrificação etílica em curso, cantei um trecho da canção “A conta” do Mad Dogs: “Perambulei de bar em bar e procurei sem encontrar a vagabunda que roubou meu coração.” Pronto. Eu já tinha cenário e uma ideia para o próximo conto que escreveria para o livro Cantos das Cidades.

E resultou que o “Boa noite, Cinderela!” é um dos melhores contos que escrevi até agora. Natal merece mesmo contar com uma das mais divertidas narrativas da reunião de histórias.

Confiram um trecho:

“… Nos jornais, ofertas de córneas que custavam os olhos da cara, rins que até que não estavam caros, uma casa de frente pro mar com muitos metros de área e Shirley, universitária, recém chegada do sul, loira, 1,75m, namoradinha, anal-e-oral-inclusos-no-pacote. Quando já estava para fechar o jornal, um susto! Mas era só um apartamento de dois quartos mais dependência em Três Corações. Pensei em ir até lá, para negociar pessoalmente com o prefeito se a cidade não poderia ceder-me um dos corações. Talvez o governante ficasse comovido com minha história trágica. Talvez. Fiquei de fazer isso mais tarde. Por hora ia só anotar o telefone da Shirley mesmo.

Espalhei cartazes pelas cidades, como nesses que ficam pregados em lugares públicos e pet-shops, sempre em busca de um poodle chamado Rambo. O meu dizia “Procura-se órgão muscular oco interessado em compromisso duradouro de cerca de uma vida humana. É necessário residir em meu peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Precisa ter tamanho aproximado de um punho fechado e pesar cerca de 400 gramas. Contatos no…” Bem, não houve resposta ao meu apelo, mas soube de fonte segura que Rambo foi encontrado são e salvo acompanhado de vira-latas no centro da cidade e passa bem. Se eu tivesse coração, ficaria feliz pelo pequeno peludo.

As pessoas ficavam perguntando como o meu organismo fazia para bombear o sangue sem coração. O caso é que a corrente sanguínea se reuniu e decidiu que iria continuar indo para onde bem entendesse, pois de tanto ir sem parar, acabar aprendendo o caminho e que se ficasse parado ia ser chato todos aqueles glóbulos brancos e vermelhos e plaquetas ali parados, sem fazer nada, se dedicando ao ócio, ou quem sabem à marginalidade, o que seria terrível, e era melhor continuar fazendo o que estavam fazendo até que se realizasse outra assembléia posteriormente ou que chegasse um coração novo para colocar ordem no corpo. E assim foi, e assim é, e assim vai sendo…”

Sarkis e Nalva

Paulo Sarkis (na foto, conversando com Nalva) - baixista do Mad Dogs e ídolo deste blogueiro autor.

Com um co-autor como Gustavo Lamartine e inspiração na letra dos Mad Dogs fica fácil escrever uma boa história. Essa é a verdade.

Nota de Repúdio à forma descortês om que trataram Clotilde.

outubro 30, 2009
Clotilde

Encontro com Clotilde na capital vizinha, João Pessoa, em 2007.

Recebi e-mail do senhor Eduardo Gosson, presidente da UBE (União Brasileira dos Escritores) Seccional RN e faço coro com o conteúdo da nota. Se ainda puderem incluir mais um nome na lista, que seja o meu. Abaixo segue a íntegra da nota.

***

NOTA DE REPÚDIO

Nós, filiados à União Brasileira de Escritores – UBE/RN, reunidos no II Encontro Potiguar de Escritores – II EPE, vimos por meio desta Nota, repudiar a forma descortês com que a Fundação Cultural Capitania das Artes – FUNCARTE tratou a escritora Clotilde Tavares, convidada para escrever o texto Auto de Natal 2009. Ao substituí-la sem prévio aviso, demonstrou falta de preparo e respeito no trato com a classe de intelectuais.

Natal, 30 de outubro de 2009

ASSINAM: A DIRETORIA E VÁRIOS ESCRITORES

Big Brother Natal 2010 – Novos candidatos.

outubro 29, 2009

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E-mails, comentários e mensagens chegaram com indicações de novos candidatos a conviverem na crônica em 12 capítulos “BIG BROTHER NATAL”. Por isso, já exibo aqui a atualização da lista.

Os novos candidatos que se somam aos que já foram citados no post de ontem são os que seguem:

O modelo Fábio Lima

Oscar Schimidt

Virna

Júlia Arruda

Paulo Macedo

Marcelus Bob

Não esqueçam de deixar um comentário dizendo em quais dessas celebridades você vota para dividir uma crônica minha. Também vale indicar novos nomes para compor a lista. O prazo é até o fim do ano

Big Brother Natal – Celebridades Natalenses

outubro 28, 2009

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Iniciei uma série no Twitter. Quero identificar quem são as pessoas célebres de Natal. O mérito não se discute. O importante é descobrir quem é famoso. Na lista preliminar que compus tem algumas pessoas que desenvolvem um trabalho positivo por Natal, como os músicos Diogo Guanabara e Ânderson Foca, o administrador Frederico Alecrim e por aí vai. Mesclado a pessoas como essas, tem também gente que ficou, para os padrões potiguares, famosa por razões das mais variadas.

 

Após começar esse divertido exercício de catalogar nossas CELEBRIDADES NATALENSES, tive uma ideia que pode resultar em algo muito bom ou numa cagada virtual sem maiores efeitos ou repercussões. Trata-se de uma série de crônicas chamadas BIG BROTHER NATAL. Mas não é só isso. Para que a iniciativa seja realmente interessante, precisa ser algo mais do que simples textos curtos de humor. Então pensei em fazer algo interativo.

 

Explico: até o fim do ano, vou postar no meu blogue, Orkut e Twitter, as atualizações na lista de celebridades, aceitando a partir de agora, contribuições dos amigos e leitores via mensagens, e-mails (carlosfialho@digi.com.br), scraps, twits, comentários no blogue e na coluna da Digi.

 

Daí, no início de 2010, será aberta uma votação através dos mesmos canais de contato que explicitei acima para escolher 12 celebridades para co-habitar uma mesma crônica em 12 capítulos. A publicação do primeiro capítulo será feita em minha coluna semanal na Diginet, no mesmo dia que for ao ar o primeiro episódio do Big Brother Brasil.

 

A cada nova crônica publicada, os leitores vão votando em uma celebridade para ser eliminada e, ao final das 12 semanas (no mesmo dia da final do BBB), Natal vai parar diante da tela do computador para acompanhar a grande final do BBN na coluna da Diginet.

 

Com isso teremos uma série de crônicas de humor escrita a muitas mãos, com a contribuição de quantos leitores quiserem participar com votos e até ideias para o desenvolvimento das situações pretensamente cômicas.

 

A escolha dos famosos que irão conviver no texto e disputar o título de CELEBRIDADE NATALENSE MOR no BIG BROTHER NATAL começa agora. A lista preliminar que elaborei, ainda sem as contribuições de vocês segue abaixo: 

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O Grande Irmão está de olho em você.

 

 

Clênio do Uskaravelho,

Monsenhor Lucas,

Nathalia Faria,

Luiz Almir

Priscila de Sousa,

Tom do Cajueiro,

as meninas do Tricor,

os meninos do Batendo perna

Paulo Wagner,

Diogo das Virgens,

Alex Padang…

Michele Rincón,

Fred Alecrim,

Ânderson Foca,

Toinho Silveira

Larissa Costa

O jogador Souza

DJ Shato

Cristyan de Saboya

A assustadora família Elali

Cláudio Porpino,

Diogo Guanabara,

Thaysa Galvão,

Fábio Faria…

Jota Oliveira

Paulinho Freire

Solón Silvestre

Salatiel de Souza

Fátima Bezerra

Danuza de Salles

Fernanda Tavares

Cantos das Cidades 7 – O Genius do Rock (RJ)

outubro 28, 2009

Fialho no Arpoador

No Arpoador

O Rio de Janeiro é uma cidade especial para mim. Vivi um ano por lá, fazendo pós-graduação, ano no qual pude estreitar laços com minha família por parte de pai que há muito partiu para o sudeste e vi de perto o Pet meter aquela bola no ângulo esquerdo, garantindo mais um tri para o Mengão. Aliás, o Flamengo é outro elo de ligação inquebrantável que me associa eternamente à nossa ex-capital federal. Os amigos que fiz no Rio são pra valer, de verdade, parceiros (como eles costumam dizer por lá) e é por eles que sempre retorno a cidade, para matar saudades e reforçar laços.

 

Outra peculiaridade da cidade é que é a terra natal do Jason, uma das bandas de rock que mais gosto há muito anos. Por isso, nunca tive dúvidas no momento de escolher os intérpretes da música que inspiraria um dos contos do livro “Cantos das Cidades”. O Jason foi o eleito, com a frase “Eu queria ter um ferrorama que não andasse em círculos”, citada em meio à faixa “Rosebud” do disco “Sou quase fã de mim mesmo”.

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Divulgação do último CD do Jason.

 

A partir dessa frase, escrevi uma história sobre um roqueiro dos anos 80, época de bastante efervescência no cenário carioca que, aliás, foi essencial para o desenvolvimento e popularização do ritmo musical em terras tupiniquins. O protagonista da história acaba montando uma banda que faz muito sucesso e o instrumento que ele toca é um brinquedo/jogo Genius (lembram dele?).

 

Para me ajudar a escrever a história, contei com a valiosíssima contribuição do amigo jornalista Adílson Pereira. Aliás, em homenagem a ele, batizei o herói da narrativa com seu nome.

 

Um trechinho da história maluca:

 

 

“…Não saber manejar nenhum instrumento musical não poderia ser empecilho para que Adílson adotasse a causa do rock’n’roll. Certa noite, assistindo ao filme “Contatos imediatos de terceiro grau” na casa de um tio que acabara de adquirir um videocassete de último tipo da National, recebeu uma iluminação cósmica, universal, interplanetária. Inspirado nas seqüências musicais cheias de luzes dos discos voadores mostrados na tela compreendeu que sua missão neste planeta era maior do que poderia imaginar. Era portador de uma mensagem musical muito mais sublime e profunda do que se pode imaginar. Adílson seria um pioneiro, um visionário, um desbravador: o primeiro roqueiro brasileiro a tocar Genius numa banda. Isso mesmo. Operaria a divertida maquininha de botões musicais, coloridos e luminosos, parecida com as espaçonaves do filme.

 

Ensaiava todos os dias e se tornou o maior craque nas seqüências desafiadoras da moderna geringonça. Mas ainda faltava uma banda que fosse tão ousada quanto ele, que aceitasse numa boa sua idéia inovadora, que incorporasse um gênio em sua formação. Aliás, um gênio e um Genius.

 

Arrumou um estágio na rádio Fluminense, a maldita, que tocava as fitas demo dos recém surgidos grupos roqueiros e procurou se entrosar no meio

Fialho e Adílson na Pérola

Esse de camiseta banca é o Adílson. Na foto, estamos tomando um chope no Adega Pérola em Botafogo.

 

O Adílson tem um blogue bem legal sobre música, uma vez que é um ótimo jornalista musical. Porém, perdi o endereço em meio a essa vida corrida e publicarei aqui mais na frente.

Cantos das Cidades 6 – Comentaristas Improváveis (MG)

outubro 24, 2009

Precisava escrever uma das histórias do “Cantos das Cidades que se passasse em Belo Horizonte. Escolhi então uma banda que gosto desde muito tempo e um tema sobre o qual estou bastante habituado: futebol. A frase “Que emocionante é uma partida de futebol!” retirada da música “Uma partida de futebol” do Skank (escrita pelo Nando Reis, vale o registro.) foi a eleita com justiça.

Criei um mote para o conto, os comentaristas, usei BH como cenário e Minas como referência. Daí só precisava de uma contribuição local para dar mais autenticidade. Para minha felicidade, o escritor Sérgio Fantini topou a parceria e finalizamos o texto a 4 mãos. Ficou divertido, acho. Já mostrei para alguns amigos (leitores e boleiros) e eles gostaram.

Um trechinho para degustação:

“…Imaginem, por exemplo, como seria a atuação do comentarista de gramado.

– Boa noite, povo de Minas. Seja bem-vindo ao estádio Governador Magalhães Pinto, o nosso Mineirão. Para saber das condições do campo, vamos ouvir o nosso comentarista de gramado.

– Boa noite. O gramado até que está razoável com um comprimento de regulares 10 centímetros a partir da raiz. Por se tratar de verão, quando predomina o tempo quente, a espécie escolhida é a gramus desérticus, que apresenta uma maior resistência às condições climáticas da estação. Uma peculiaridade do campo é um morrinho artilheiro encontrado na área à esquerda da cabine. Foi contando com a ajuda deste morrinho que Dada Maravilha voou feito beija-flor para liquidar o campeonato de 71.

– Essas condições favorecem alguma das equipes?

– O Democrata acaba levando vantagem, pois historicamente costuma jogar com chuteiras de trava baixa, mais adequadas às condições do solo, principalmente para os atacantes mais pesados, que muito se adaptam à espécie gramus desérticus.

Outra categoria de comunicador que também faria bastante sucesso seria o comentarista de guloseimas. Neste caso em particular, sua presença só funcionaria no rádio, pois o público interessado em seus comentários é o que freqüenta estádios.

– … e vamos aproveitar que o jogo está parado para ouvir o nosso comentarista de guloseimas, direto das arquibancadas do Independência!…

E uma dica da hora. Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Sérgio Fantini, leia o livro “A Ponto de explodir”.

05 a ponto de explodir

Vocês podem adquirir um exemplar com o próprio autor no e-mail sergiofantini@gmail.com.

Apontamentos Desconexos #3

outubro 24, 2009

Diário Estelar 1 – 20 de outubro – terça-feira

Assisti ao espetáculo musical “Spamalot” em homenagem aos 40 anos do Monty Python.

A peça ganhou um monte de prêmios mundo afora.

A peça ganhou um monte de prêmios mundo afora.

Primeira peça que vejo no exílio. É qualquer coisa de espetacular. Superprodução com casa cheia já faz mais de um mês. Risos do início ao fim com a compilação de alguns dos melhores momentos do filme “Em busca do Cálice Sagrado” com canções hilárias. O texto é do próprio Eric Idle e a tradução pro espanhol ficou a cargo de um coletivo catalão chamado Tricicle.

 

"Alguém da plateia viu um cálice sagrado?"

"Alguém da plateia viu um cálice sagrado?"

 

Dentro do castelo

Dentro do castelo

Diário Estelar 2 – 21 de outubro – quarta-feira

Real Madrid x Milan no Santiago Bernabeu. Dei sorte. 5 gols, alternâncias no placar e show de Pato. Bem que o Kaká disse que não comemoraria gols contra o Milan nessa partida. Quem não faz, não festeja.

 

"Stephanny, vou te pegar no seu Cross Fox"

"Stephanny, vou te pegar no seu Cross Fox"

 

Desde América x Bahia que eu não ia a um jogo oficial.

Desde América x Bahia que eu não ia a um jogo oficial.

Painel com alguns heróis históricos do Real

Painel com alguns heróis históricos do Real

Rafinha, meu companheiro de apartamento, esteve comigo.

Rafinha, meu companheiro de apartamento, esteve comigo.

Bernabeu

 

A Prefeita do Gerundismo acabou com o ENE

Nossa Prefeita deve ter declarado algo assim: “Nós vamos estar acabando com o ENE há um mês do evento e vamos estar criando o ELE, em março. Todo o trabalho realizado pela Funcarte nos últimos meses não vai servir de nada e vamos estar entrando em contato com os escritores que já haviam aceitado o convite para dizer um sincero: “foi mal aê”.

 

30 crônicas escritas e 5 contos.

Finalizadas 30 crônicas e 5 contos aqui no exílio. O livro “Cantos das Cidades” já está quase 50% concluído e os dois argumentos para histórias mais longas (possíveis embriões de romances) vão receber minha atenção muitíssimo em breve.

 

Série de crônicas de zumbis.

Estou escrevendo uma série de crônicas sobre zumbis. Devo publicá-las nos próximos meses na coluna da Diginet. Inclusive, tive também ideias para dois contos sobre o assunto. Vamo-que-vamo! A produção está intensa.

 

Um clássico revisitado

"Orgulho e preconceito e zumbis"

"Orgulho e preconceito e zumbis"

Aliás, por falar em mortos revividos e famintos, está sendo publicado em todo mundo o romance “Orgulho e preconceito e zumbis” em que mortos vivos aparecem na clássica história literária. Sinto-me, no mínimo, curioso para conferir a obra.

 

Adoráveis Bastardos 2

Texto de Arnaldo Branco sobre Tarantino e crítica “especializada” e recalcada. Recomendo! Para lerem, cliquem AQUI.

 

Haloween do gringos

Griiiiingo, you bastard!!!

Griiiiingo, you bastard!!!

Lembro a todos em Natal que no próximo dia 31 tem o Halloween do Gringos, o melhor bar da cidade. Mas, atenção, se você não for uma pessoa legal, inteligente, interessante, nem vá! Fico puto com gente sem dignidade frequentando o meu bar.

Cruvinel e o Japão

outubro 22, 2009

Quaresma deu a dica: “Hoje tem rodízio de sushi no Takami, Cruvinel”. Meditabundo, nosso rei das oportunidades perdidas, senhor absoluto do zero a zero, tentou conjecturar o que aquilo queria dizer. Percebendo a cara de abestalhado do amigo, Quaresma esclareceu: “Vai estar cheio de gatinha, rapá! Todas elas ali, patricinhas natalenses, vulneráveis e doidas pra se dar bem, esperando os predadores naturais. Daí, dois jovens, bonitos, charmosos, bem apessoados e sobretudo humildes, como nós, honrosos membros do topo da pirâmide alimentar, vamos lá e pimba! Sacou? Catamos as boyzinhas, rapá! Nem que seja com dois pauzinhos. Aliás, você não tem problema em comer com dois pauzinhos, né Cruvinel?”

Tinha. Disse que não, que adorava comer sushi, que para ele o salmão em abundância presente nas mesas dos restaurantes japoneses era o maior símbolo da melhoria de vida dos últimos anos. Antigamente era aquela coisa de “ontem fui a um lugar muito chique, pois tinha até salmão”. Hoje não. As pessoas dizem agora algo como “garçon, você poderia me trazer esse prato com menos salmão? É que estou enjoado de tanto comê-los”. Isso sem falar em todo o resto. Aqueles outros peixes de cores diversas. Tem o branquinho, o vermelhinho e o camarão. Tem também o “hot filadélia”. Enfim, são tantas iguarias que ficava até difícil dizer de qual ele gostava mais. Foi mais ou menos isso que Cruvinel disse enquanto seu estômago se revirava só de pensar em ter que digerir toda aquela carne crua.

Se a comida oriental não apetecia Cruvinel, pelo menos o restaurante fora bem escolhido. Quaresma era expert nesses assuntos paquerativos e o Takami era o melhor restaurante japonês para ver e ser visto pelas garotas de Natal. Seus proprietários são o casal Lee, Bruce e Bárbara, sempre zelosos da qualidade e bom ambiente.  Coincidia ainda que no dia seguinte à noite da ofensiva, o Brasil jogaria contra o Japão para garantir o primeiro lugar do grupo e os 100% de aproveitamento na primeira fase.

O jogo contra o Japão, aliás, pautou as animadas conversas na mesa do Takami. Quaresma dissertava sobre a teimosia do Parreira em não escalar o Robinho e o Juninho Pernambucano, a manutenção do Cafu e do Roberto Carlos mesmo sem estar produzindo nada. a única coisa que ele concordava era com a insistência no Ronaldo que, ainda com 18 kg acima do peso, poderia fazer a diferença, já que se tratava de um fora-de-série.

Eles veriam o jogo na casa do Jacozinho onde também fariam um. Cruvinel já salivava quando pensava na quantidade de carne vermelha bem passada que consumiria dali a algumas horas e sentia um calafrio ao comparar os pedaços de picanha e maminha com os pescados que logo aportariam a sua frente. Além dele e Quaresma, havia diversos outros comensais. Alguns amigos, uns tantos conhecidos e umas gatinhas amigas dos conhecidos. Uma delas, de feições orientais, sentou ao lado de Cruvinel que, a um comando de Quaresma, avançou rumo à zona do agrião.

Seu nome era Ronalda, a filha do meio dos Aoki, aliás, a mais gatinha das 3. Cruvinel logo imaginou que pra ela, comida japonesa era como um prato típico e uma ida ao Takami equivalia para ele como uma ida ao Mangai. Sendo assim, era melhor ser discreto e fingir que estava tudo bem. Como um jogador experiente que aprende com os revezes da carreira, evitou beber para não acabar embriagado como aconteceu no dia em que o Brasil enfrentou a Croácia e mediu bem as palavras para não escorregar como há poucos dias, quando jogamos contra a Austrália. Disfarçava bem o fato de estar pouco à vontade diante daquele cardápio e também conseguia esconder a liga de borracha que unia seus dois pauzinhos para ocultar sua extrema falta de habilidade com os utensílios.

Ronalda, pelo contrário, exibia toda a desenvoltura que uma boa sansei, faixa preta de judô, que já havia até morado e trabalhado no Japão como modelo, deveria demonstrar. Ela se fartou não só dos sushis, sashimis e tekamakis, como também mandou ver no saquê. Logo estava bastante animada, enquanto o Cruvinel, que não bebera nada, apenas comera uns quantos sushis pode suportar regado a Coca-cola para não enjoar, já começava a ganhar terreno ante a crescente fragilidade do adversário.

Lá pelas tantas, as amigas de Ronalda decidiram ir mais cedo e Cruvinel, matou no peito e emendou de primeira: “Pode ficar que eu te deixo em casa.” Mais tarde, um sóbrio Cruvinel ajudava uma cabaleante Ronalda Aoki a se deslocar do carro até a entrada de sua casa. Como seus pais estavam viajando para visitar os familiares em Yokohama e as irmãs moravam em São Paulo.

Sem conseguir acreditar em sua sorte, agradeceu à milenar culinária japonesa por proporcionar os sushis, os restaurantes orientais e aquele ocasional encontro que salvaria a primeira fase da Copa da Alemanha para o nosso atacante ruim de pontaria. Ao adentrar na sala vislumbrou muitos quadros estampando figuras de samurais, gueixas e ideogramas. Na varanda, alguns bonsais belíssimos e no quarto de Ronalda, onde Cruvinel entrou rapidamente, havia um poster de Jigoro Kano (inventor do judô) e muitas medalhas de competições de judô. Ela pediu que esperasse na sala para onde voltaria em instantes.

Intantes que demoraram séculos. Foi preciso muita paciência para não explodir de tanta ansiedade. Ronalda voltoutoda cheirozinha e de quimono de seda. Cruvinel não podia crer. Seria uma vitória maiúscula, para dar moral, para assumir o favoritismo nas fases finais, no mata-mata. Ela se aproximou e ele também. Encontraram-se frente a frente no centro da sala de TV. Foi quando, bem diante dela, rostos quase colados, ela já de olhos cerrados e lábios entreabertos, no mano-a-mano, de frente pro crime, na cara do gol, na marca de pênalti, o estômago de Cruvinel resolveu se amotinar em protesto a toda aquela carne de pescado crua que ele ingerira avidamente a despeito da intolerância alimentar que aquilo poderia provacar. Nosso camisa 9 mandou a bola pra lua, sentiu um fortíssimo enjôo e vomitou salmão semi digerido na Semp Toshiba da família Aoki. Ronalda, indignada, aplicou um golpe quase mortal, derrotando Cruvinel por ipón em tempo recorde.

Ele saiu correndo, debaixo de mais golpes e muitos xingamentos. A jovem sansei não entendia como ele não havia bebido nada e passava mal daquele jeito! “Um absurdo!”, disse ela. Ele que sumisse da vida dela como um ninja em meio à fumaça, senão iria apanhar toda vez que se cruzassem.

Cruvinel chegou em casa ainda passando mal e cheio de dores no corpo. E ainda lhe doía a cabeça só de pensar nas perguntas que o Quaresma lhe faria na tarde seguinte, no churrasco na casa do Jacozinho. Decidiu fazer umas compressas para aliviar as dores do corpo e da alma. Ligou a TV enquanto aplicava as bolsas de gelo e percebeu que passava um filme. “Os 7 samurais” do Akira Kurosawa. Desligou. Era melhor tentar dormir. Mas sua agonia ainda não terminara. Durante o sono, teve um pesadelo. O godzila aparecia e destruía vorazmente sua reputação. A interpretação daquele sonho ruim era simples: Cruvinel tinha se dado mal de novo. Estava perdido. E agora, nem Jaspion, Senhor Miagy ou um exército de samurais poderiam salvá-lo.

Na mesa com Marçal – Direto do fundo do bau

outubro 20, 2009

Mais uma crônica retirada do fundo do bau, escrita em 2007, narra um pouco da noite em que conheci o escritor Marçal Aquino, na ocasião do lançamento dos livros dos Jovens Escribas em São Paulo. Divirtam-se.

***

Marçal, Antonio Prata e Daniel Galera.

Marçal, Antonio Prata e Daniel Galera.

Você percebe que um ser humano é fora do normal quando começa a notar que ele é o ídolo dos seus próprios ídolos. Foi dessa forma que conheci a obra de Jorge Luís Borges. Sou fã dos textos do gaúcho Luís Fernando Veríssimo, do carioca Arthur Dapieve e do paulista Antonio Prata. Prata faz diversas referências a Borges em seus divertidíssimos contos; Dapieve considera o autor como o melhor escritor do Século XX; Veríssimo vai além e define Borges como o melhor escritor da história. E olhe que falamos de três autores brasileiros apaixonados por futebol, o que deve pesar um pouco em se tratando de um autor argentino elogiado tão efusivamente por eles. Em todo caso, fui conferir a obra do hermano e descobri que ele tem todos os méritos em ser ídolo dos ídolos. Tanta imaginação a serviço da literatura fez de Borges um escritor universal, estudado, cultuado, admirado e, claro, lido no mundo inteiro.

Quando cheguei em São Paulo, junto com outros 4 colegas escritores potiguares para lançarmos nossos livros e o Projeto Jovens Escribas, logo percebi que Marçal Aquino é o cara. Era uma fria noite paulistana e os convidados começavam a chegar à Mercearia São Pedro.  Vários deles, escritores residentes na capital paulista, lidos e admirados por alguns de nós. O primeiro foi André Laurentino, autor de “A Paixão de Amâncio Amaro”, um romance considerado como um dos melhores publicados no Brasil em 2005. Autor revelação da Festa Literária de Paraty no Rio de Janeiro. Entre os presentes também estavam Daniel Galera e o já citado Antonio Prata, além de um outro ilustre, mas não-escritor, Nando Reis. Mas foi Laurentino que apontou com indisfarçável admiração: “O Marçal chegou.” Eu, sem ligar o nome ao escriba, perguntei: “Quem?” “Marçal Aquino. Você não conhece? Olha ele ali. Você precisa conhecer!”

Daniel Galera, autor bem-sucedido da geração 00, adaptado para o cinema e teatro, o homem por trás da editora Livros do Mal, também passou boa parte da noite conversando e absorvendo o que o grande Marçal tem a dizer. Antonio Prata também fez o mesmo. E Nando Reis, ao conhecê-lo pessoalmente, disse sem a menor cerimônia: “Seu livro mudou minha vida!” Isso deveria significar alguma coisa. 

A noite foi passando e, em dado momento, tive eu também o privilégio de sentar à mesa com o Marçal. Numa roda de bate-papo bem aquilatada, todos só tinham olhos e ouvidos para ele e suas histórias. Eu aproveitei o momento o quanto pude. Deliciei-me com alguns ótimos “causos” da vida real vividos por ele.

“Um amigo meu transou com uma hermafrodita!”, declarou. “Tava lá, metendo na buceta dela, dele, sei lá, quando a hermafrodita começou a fica de pau duro. Não riam ainda não que a história não acabou. Não é que a porra da hermafrodita ficou excitada e gozou no meu amigo?! Olha, eu não sei vocês, mas eu não gosto de ter algo entre mim e a parceira não. Prefiro o tradicional mesmo.”, decretou.

“Um dia eu cheguei pra um amigo e disse: pô, tô a fim de dar umas porradas. Aí ele disse que tinha um clube sadomasoquista que ele freqüentava em que várias mulheres iam lá pra apanhar voluntariamente. Eu fui. Cheguei lá, peguei um chicotinho e comecei a espancar com força uma mulher que gemia a cada porrada. Lá pras tantas, ela disse: ‘Isso é o melhor que você consegue fazer? Pode bater com força, meu!’ Aí, eu desci a porrada e ela gozou de tanto apanhar. É estranha a sensação.”

Lá pras tantas, uma mulher muito bêbada, estilo mala-sem-alça, senta à mesa e diz: “Uma cartomante disse que eu vou morrer.” O sábio Marçal de bate e pronto: “Eu digo a mesma coisa. Essa é a única certeza, minha filha. Não precisa ser cartomante pra saber disso.” “Mas você não está entendendo. Ela disse que eu só tenho 15 anos de vida.” “Ela disse isso? Imagina! Você não chega a isso tudo não!” A mulher saiu horrorizada da mesa. Antes de ir embora perguntou como era o nome daquele homem de afirmações tão terríveis: “Marcelino. Meu nome é Marcelino Freire.”

Marçal tem muitas outras histórias pra contar. E as melhores a gente não acha em mesas de bar, mas em prateleiras de vídeo-locadoras ou livrarias. Agora, uma coisa é certa: tomar uma cerveja com ele, mesmo que por um breve (apesar de memorável) espaço de tempo, ajuda a entender de onde ele tira personagens tão elaborados. Em muitos casos, são os personagens que buscam o escritor.

Apontamentos Desconexos #2

outubro 19, 2009

Novo Woody Allen

"Ranzinza é a sua mãe!"

"Ranzinza é a sua mãe!"

O novo filme de Woody Allen (“Whatever works”) é muito bom. Não sei como vai se chamar em português. Em espanhol, foi traduzido como “Si la cosa funciona”. Uma sátira aos costumes puritanos estadosunidenses e as contradições de uma sociedade preconceituosa, radical, belicista e sexualmente reprimida. Tudo isso com diálogos impagáveis e situações hilariantes. Às vezes tenho a impressão de que o velho Woody fica melhor com o tempo.

 

Death Proof

03 - Death proof

E finalmente assisti ao Tarantino que me faltava, “Death Proof”. Fazia uns dois anos que eu tentava, mas como o filme não entrou em cartaz em Natal, eu não compro filmes piratas e a Vídeo Laser está cada vez mais seletiva (no mau sentido, infelizmente) na compra de novos títulos, só agora pude por um fim à espera. Um bom filme. Gostei. Divertido, como poder-se-ia esperar do sequela-mor hollywoodiano, mas se tivesse que escolher entre as duas metades da “Grindhouse”, não exitaria em ficar com “Planeta Terror” do Robert Rodriguez, muito mais divertido e autêntico no escracho que faz para homenagear as películas setentistas. Além do que, fala de zumbis. E zumbis sempre dão vida a qualquer história (esta frase pode ser melhor aproveitada se lida com uma das sobrancelhas arqueadas, denotando o trocadilho).

 

Zombie Evolution

Nunca convite esses que aparecem na capa do livro para jantar em sua casa.

Nunca convite esses que aparecem na capa do livro para jantar em sua casa.

Tô lendo o livro que aparece na imagem, “Zombie Evolution – El libro de los muertos vivientes en el cine”. Trata-se a um só tempo de uma extensa pesquisa e um ótimo relato sobre a história dos filmes de zumbis feitas por um jornalista nerd espanhol. Estou gostando tanto da leitura que preparo uma série de crônicas sobre o assunto que figurarão em breve na minha coluna da Digi. De qualquer forma, lemrbo de uma crônica que já escrevi sobre este assunto e que publiquei faz uns dois anos. vocês podem conferi-la aqui.

 

Crise de abstinência.

Mas rapaz, não é que eu sonhei um dia desses com meu Playstation. Saudade da porra! 😦

 

Marlos Apyus tinha razão.

Depois que Marlos Apyus começou a brincar de siga o mestre com o jornalista Alex Medeiros, passou a escrever uma merda atrás da outra em uma sequência de absurdos argumentativos estarrecedores. Porém, como sempre se pode aproveitar alguma coisa, taí algo de certo que ele afirmou atualmente: “Você devia fazer um Twitter. É bem legal.”

 

Querido Bunker

Márcio Nazianzenazareno de Freitas, me escreveu um e-mail dizendo que tem novidades das boas em seu refúgio subterrâneo. Eu que não sou besta nem nada vou dar uma lida. Aliás, vocês deveriam fazer o mesmo.

Cantos das Cidades 5 – Abraços SA (SP)

outubro 19, 2009

Que história eu poderia escrever sobre São Paulo? Que música escolher? Que compositor de tantos que a capital paulista nos presenteou teria a honra de inspirar um conto no meu livro? Parada dura. Mas que logo seria resolvida, pois tal é a pluralidade de canções, artistas, histórias e possibilidades que Sampa nos apresenta que só poderia mesmo surgir uma boa história. Um dia, conversando com meu mentor literário, Márcio Nazianzeno, sobre aquele movimento dos abraços grátis, ele se saiu com uma das suas: “e se as pessoas cobrassem 1 real por esses abraços? Acho que dava pra ganhar uma grana.” Fiquei com aquela ideia na cabeça e resolvi escrever um conto a partir dela. Na mesma semana, vi uma letra de música de Nando Reis, o paulistano e são paulino que dizia: “Um beijo ou um simples abraço que é pra você lembrar de mim.”

Pronto. Resolvida a questão.

Eu escreveria um conto a partir daquela frase da canção e fortemente baseada na ideia de Márcio. Assim nasceu “Abraços SA”, uma das histórias mais divertidas do livro até agora das que já estão concluídas. Para dar maior autenticidade à narrativa, como já tenho feito com todos os escritos anteriores deste livro, pedi ajuda a um amigo paulista, o advogado e excelente leitor Gustavo Svenson. Também contribuiu sua esposa, a jornalista potiguar Gudmila Régis, que já vive em São Paulo há quase uma década, tendo se convertido também em especialista em assuntos bandeirantes.

Nando Reis vai representar São Paulo no "Cantos das Cidades"

Nando Reis vai representar São Paulo no "Cantos das Cidades"

Divido com vocês agora um trecho do conto:

“… Letícia super se identificou. Acabara de ser tocada pelo movimento e se tornara a mais nova adepta da campanha, disposta a plugar os paulistanos nessa corrente mundial. Abraçaria, sorriria, faria gestos de carinhos. Mas grátis não, não dá né, meu? Fez um belo cartaz e se postou na esquina da Augusta com a Paulista, bem na entrada do Conjunto Nacional, disputando a atenção dos transeuntes com os voluntários do Greenpeace.

“Abraços: R$ 1,00”. Ficou passada com a receptividade da galera. As pessoas estavam realmente carentes, diante do rolo compressor que era a vida na megalópole. O ritmo frenético da cidade, trânsito, poluição, trabalho, trabalho e trabalho. Homens engravatados com suas pastas entupidas de documentos paravam para receber um abraço sincero. Fashionistas mega produzidos desaceleravam o passo para viver a experiência. – Dizem que é bafão em Paris! Disse um deles. …”

O parceiro na autoria da história, Gustavo Svenson. Contamos ainda com sua esposa e Drag Queen, Gudmila Régis Svenson.

O parceiro na autoria da história, Gustavo Svenson. Contamos ainda com sua esposa e Drag Queen, Gudmila Régis Svenson.

O conto acabou se tornando uma homenagem a uma das principais características de São Paulo na condição de coração financeiro do Brasil: o empreendedorismo da cidade e seus habitantes, a capacidade de trabalho que transforma ideias em bons negócios, fazendo surgir dinheiro a partir de atitude e ousadia típicas da pauliceia.

O mar e o marasmo – Direto do fundo do bau

outubro 19, 2009

Encontrei esse texto aqui no meu bau eletrônico. É bestinha e foi escrito em 2007. Achei legal postar aqui pra voltar a atualizar. Aliás, vou subir outros posts ainda hoje e tentar atualizar todos os dias até sexta.

***

Um professor citou certa vez uma passagem de Marcel Proust no seu “Em busca do tempo perdido”. Ele dizia que o protagonista se sentia, com relação a seu amor por Albertine, como uma criança diante das ondas do mar. Corre delas quando se aproximam e corre atrás delas quando se afastam. Não me recordo da citação na íntegra, mas essa é a idéia geral.

Nos últimos tempos, tenho me sentido assim com relação aos romances que falam do mar. Há alguns momentos na literatura universal em que você deve correr de encontro às ondas, mas outros em que se deve correr delas e buscar desesperadamente abrigo em terra firme. Obras que contam aventuras pelos sete mares constituem um dos gêneros mais populares há séculos. O oceano é um dos cenários mais misteriosos e fascinantes do planeta e, vale lembrar, que ele ocupa 75% de sua superfície. Se levarmos em consideração esse dado, é de admirar que não se façam mais romances marítimos.

Entre os livros que li e me senti navegando em águas seguras, cito “Moby Dick” e “20 mil Léguas Submarinas”. Dois clássicos. O primeiro, do nova-iorquino Herman Melville, narra a caçada pelos oceanos do mundo ao monstro marinho gigantesco, a baleia branca que devorou a perna do Capitão Ahab. Curioso é notar que numa época pré-correção política e quando o Discovery Channel não chegava a muitos lares (1851), as baleias podiam ser caracterizadas como aberrações da natureza que saíam por aí, afundando embarcações e devorando pernas e braços a esmo. O autor se refere às baleias de uma forma geral como monstros marinhos, e não só à astuciosa e temível Moby Dick do título.

“20 mil léguas submarinas” é uma típica aventura, ao melhor estilo Júlio Verne. Um escritor de notável imaginação e que explorava o desconhecido para criar universos próprios e sedutores. Explorou o espaço (Da terra à Lua), a terra firme e o céu (Volta ao mundo em 80 dias), o interior do planeta (Viagem ao Centro da Terra) e, claro, o mar. O Nautillus, submarino secreto, sem pátria, com idioma próprio, comandado pelo lunático Capitão Nemo, desbrava o mundo por baixo d’água, protegendo os oceanos da nociva ação dos seres humanos. Como? Afundando os navios, ora. Como se fosse uma Moby Dick motorizada. Pelo caminho, uma lula gigante, tubarões na caça submarina, muitos perigos e intrigas. Júlio Verne era tão visionário que previu a invenção da lâmpada elétrica que já funcionava no Nautillus e também do próprio submarino que não existia em 1870 quando o livro foi publicado. “20 mil léguas submarinas” é, até hoje, a única adaptação decente para o cinema de um livro de Júlio Verne.

Dos autores atuais e mais, digamos, moderninhos, vale destacar “A Praia” que tornou o inglês Alex Garland famoso e célebre em todo o mundo. Esqueçam a adaptação desastrosa para a tela grande com Leonardo di Caprio. Leiam o livro e fujam do filme como faria se visse uma Tsunami.

Fujam também de qualquer livro do Amyr Klink. Que o cara atravesse o Atlântico num barco a remo, tudo bem. Louve-se esse grande feito. Mas querer que se leia “100 dias entre o céu e o mar” é nos afogar em um oceano de tédio e pasmaceira comparável às mais terríveis calmarias de que se tem notícia. Um livro em que as partes mais emocionantes ocorrem quando uma tartaruga roça o casco no fundo do barco ou quando o autor/aventureiro cai no sono, não é, convenhamos, muito empolgante.

E pra cometer um sacrilégio literário antes de encerrar, devo confessar, não sem constrangimento, que detestei “O velho e o mar”. Arrastei-me com certa dificuldade e desânimo pelas páginas (não muitas) da obra clássica de Hemingway. Sinceramente, esperava mais dessa história de pescador. O Hemingway certamente foi um grande escritor e eventualmente pode ter sido um bom pescador. Porém, as duas habilidades não foram bem combinadas. Em todo caso, aconselho que leia a obra e tire suas próprias conclusões. Mas, para mim, “O velho e o mar” é peixe pequeno perto de “Moby Dick” e “20 mil léguas submarinas.” 

 

Vou ali e volto já…

outubro 5, 2009

Queridos, essa semana não vou acessar mais a net, a não ser para conferir os e-mails importantes. Por isso, deixo um grande abraço e uma indicação: Leiam a revista de cultura mais legal de Natal: www.revistacatorze.com.br

Na volta, prometo postar umas crônicas novas e trechos de novoc contos do livro “Cantos da Cidades”. Tenho mais uns terminados.

Quem quiser tamém pode ler a minha nova coluna na Digi: http://colunas.digi.com.br/carlos/monty-python-40-anos/

FUIalho

2016 em Imagens

outubro 5, 2009
No caminho para a praça do telão

No caminho para a praça do telão

 

Muita gente. Muita gente.

Muita gente. Muita gente.

 

Isso foi o mais perto que consegui chegar.

Isso foi o mais perto que consegui chegar.

 

Juventude confiante.

Juventude confiante.

 

 

Gente nos monumentos

Gente nos monumentos

 

Depois do anúncio, volta pra casa desanimada...

Depois do anúncio, volta pra casa desanimada...

 

... exceto por aquela pessoa ali com um cartaz.

... exceto por aquela pessoa ali com um cartaz.

 

E o prêmio de melhor "slogan de consolação" do ano vai para...

E o prêmio de melhor "slogan de consolação" do ano vai para...

Fiz um vídeo também da reação das pessoas, mas ficou pesado pra postar.