Cantos das Cidades 7 – O Genius do Rock (RJ)

Fialho no Arpoador

No Arpoador

O Rio de Janeiro é uma cidade especial para mim. Vivi um ano por lá, fazendo pós-graduação, ano no qual pude estreitar laços com minha família por parte de pai que há muito partiu para o sudeste e vi de perto o Pet meter aquela bola no ângulo esquerdo, garantindo mais um tri para o Mengão. Aliás, o Flamengo é outro elo de ligação inquebrantável que me associa eternamente à nossa ex-capital federal. Os amigos que fiz no Rio são pra valer, de verdade, parceiros (como eles costumam dizer por lá) e é por eles que sempre retorno a cidade, para matar saudades e reforçar laços.

 

Outra peculiaridade da cidade é que é a terra natal do Jason, uma das bandas de rock que mais gosto há muito anos. Por isso, nunca tive dúvidas no momento de escolher os intérpretes da música que inspiraria um dos contos do livro “Cantos das Cidades”. O Jason foi o eleito, com a frase “Eu queria ter um ferrorama que não andasse em círculos”, citada em meio à faixa “Rosebud” do disco “Sou quase fã de mim mesmo”.

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Divulgação do último CD do Jason.

 

A partir dessa frase, escrevi uma história sobre um roqueiro dos anos 80, época de bastante efervescência no cenário carioca que, aliás, foi essencial para o desenvolvimento e popularização do ritmo musical em terras tupiniquins. O protagonista da história acaba montando uma banda que faz muito sucesso e o instrumento que ele toca é um brinquedo/jogo Genius (lembram dele?).

 

Para me ajudar a escrever a história, contei com a valiosíssima contribuição do amigo jornalista Adílson Pereira. Aliás, em homenagem a ele, batizei o herói da narrativa com seu nome.

 

Um trechinho da história maluca:

 

 

“…Não saber manejar nenhum instrumento musical não poderia ser empecilho para que Adílson adotasse a causa do rock’n’roll. Certa noite, assistindo ao filme “Contatos imediatos de terceiro grau” na casa de um tio que acabara de adquirir um videocassete de último tipo da National, recebeu uma iluminação cósmica, universal, interplanetária. Inspirado nas seqüências musicais cheias de luzes dos discos voadores mostrados na tela compreendeu que sua missão neste planeta era maior do que poderia imaginar. Era portador de uma mensagem musical muito mais sublime e profunda do que se pode imaginar. Adílson seria um pioneiro, um visionário, um desbravador: o primeiro roqueiro brasileiro a tocar Genius numa banda. Isso mesmo. Operaria a divertida maquininha de botões musicais, coloridos e luminosos, parecida com as espaçonaves do filme.

 

Ensaiava todos os dias e se tornou o maior craque nas seqüências desafiadoras da moderna geringonça. Mas ainda faltava uma banda que fosse tão ousada quanto ele, que aceitasse numa boa sua idéia inovadora, que incorporasse um gênio em sua formação. Aliás, um gênio e um Genius.

 

Arrumou um estágio na rádio Fluminense, a maldita, que tocava as fitas demo dos recém surgidos grupos roqueiros e procurou se entrosar no meio

Fialho e Adílson na Pérola

Esse de camiseta banca é o Adílson. Na foto, estamos tomando um chope no Adega Pérola em Botafogo.

 

O Adílson tem um blogue bem legal sobre música, uma vez que é um ótimo jornalista musical. Porém, perdi o endereço em meio a essa vida corrida e publicarei aqui mais na frente.

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Uma resposta to “Cantos das Cidades 7 – O Genius do Rock (RJ)”

  1. Mimi Says:

    Fialho, me identifiquei muito com Adílson, pois eu sou a única lá de casa que não toca p… nenhuma! Vou tocar Genius tbém!!!!… mas eles ainda fabricam isso? Saudades!!!!!!!!!!!!!!! beijocas.

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