Coluna da Digi # 1 – Fabão e Maryeva

Estou me aproximando da coluna número 100 da Diginet. Em razão disso, vou fazer aqui uma retrospectiva de todos (ou quase todos, porque alguns são bem ruinzinhos) os textos publicados. Começo pelo princípio. O primeiro, postado a 20 de agosto de 2007, “Fabão e Maryeva” que revelou à cidade essa celebridade instantânea que é o modelo Fábio Lima. Repercutiu bastante entre os leitores e me agradou tanto que acabou entrando no livro “Mano Celo – O Rapper Natalense”.

***

Fabão e Maryeva

Ele conseguiu! Meninos e meninas, senhoras e senhores, ele conseguiu! Numa cidade como a nossa, tão carente de ídolos, ele é o nome da vez. Astro de todas as colunas sociais potiguares nas últimas semanas. Todos os flashes são para ele. Um conterrâneo nosso, natalense de coração, corpo e alma, é digno de nossa admiração e merece todas as homenagens. Dêem-lhe a chave da cidade, autoridades! Organizem uma sessão solene na Câmara Municipal em sua honra, assim como já fizeram para o Ricardo Chaves, nobre artista da MPB popular brasileira.

O personagem em questão é o Fabão, que ficou com a Maryeva! Sim, sim, ela mesma. A modelo, ex do Guga, a da gotinha , da propaganda da Brahma, da Playboy. Não, não é o Fabão que você está pensando! É o Fábio Lima, estudante de direito, que nem precisou ser rico ou ser eleito deputado para realizar tal façanha. Chegou chegando, na moral, na lábia, só no sapatinho. Nada de “sabe-com-quem-você-está-falando?”. Fabão nos prestou um grande serviço, elevou a nossa auto-estima, provou por A mais B que SIM NÓS PODEMOS! Acabou com nosso complexo de vira-latas, disse a que viemos ao mundo. Agora já podemos sair por aí e dizer nossa origem para colecionar olhares de admiração Brasil afora.

– Mas de Natal? Natal mesmo? Capital do Rio Grande do Norte?

– Exatamente. Nasci e me criei lá.

– Terra do Fabão?

– Isso.

– É verdade que ele…?

– É. Eu mesmo vi!

– OOOOOH!

Pode parecer que eu estou delirando, que sou um ufanista, exaltado, essas coisas, mas não é nada disso! Sou um revolucionário e conclamo todos os meus conterrâneos que saiamos por aí abordando as gatas do Brasil! É possível, senhores! Elas estão a fim! Fabão acaba de nos mostrar! Os homens desse país não estão tratando as mulheres como elas merecem e Natal se tornou um refúgio, um oásis nacional dos bons machos da espécie, testosterona tipo exportação. Você, meu patrício, é uma preciosidade cobiçada pelas gatas dessa Terra da Vera Cruz. Ela já sabe tudo a seu respeito. E vem aqui te buscar.

Por isso, pense bem. Quem povoa seus mais íntimos sonhos? Aline Morais? Gisele Bünchen? Juliana Paes? Você pode! Você chega lá! Ou ela chega cá. Vai inventar um pretexto, é claro. Convidada de bloco X, vai desfilar pra loja Y, mas, você sabe, eu sei, todo mundo já caiu na real. Ela vem aqui é por sua causa, meu garoto!

Sugiro, por ter sido o desbravador, o pioneiro, o primeiro de nós realizar o sonho da modelo própria, que prestemos a Fabão uma homenagem à altura de seu feito. Seria uma mostra de nossa gratidão. Um registro do ponto de mutação, da reviravolta na história proporcionada por ele. Porque, não tenham dúvidas, Natal é outra depois do advento Fabão e Maryeva. Hoje, somos ciosos de nosso pleno potencial e vamos conquistar todos os Estados do país com nossa ilimitada capacidade sedutora. Estamos por cima da carne seca, com a moral mais elevada que taxa de juros, “tâmu que tâmu”, ao infinito e além!

Por isso, sugiro, mudar o nome da Praça Cívica, no centro de Natal, para Praça Fabão e Maryeva. É pouco, mas já seria um gesto bonito, uma lembrança deste marco na trajetória da cidade. Poderia ter uma estátua dos dois e todo dia 12 de junho, na data em homenagem aos namorados, iremos prestar nossa homenagem e expressar nossa gratidão, certamente acompanhados das Alines, Giseles e Julianas que cada um conquistar. Vai juntar mais gente na praça que o 7 de setembro. Má! Muito mais!

Hoje à noite vou ligar pro Fabão. Vou descobrir o que a cidade inteira quer saber. Na bucha, assim que ele atender, antes de dizer alô, antes de dar boa noite, antes de qualquer coisa, vou perguntar na lata: E aí, comeu?

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