Coluna da Digi # 4 – Zumbis

Na minha 4ª coluna da Digi, atualizada a 10 de setembro de 2007, falei um pouco, bem superficialmente, aliás, sobre os filmes de zumbis, sub-gênero de filmes de terror com muitos admiradores. É um texto leve e muitíssimo despretensioso. Recentemente, escrevi mais 4 crônicas sobre o tema que serão publicados em breve na coluna. Por hora, vamos relembrar o texto de 2007.

***

Zumbis – Mais vivos do que nunca!

Como assim filmes de zumbi? Existe essa categoria? Filmes de zumbi? – perguntou-me um amigo, como se eu tivesse acabado de revelar a condição de hermafrodita escondida por toda uma vida ou recém confessado um grave distúrbio sexual ou comportamental.

– Pois é, meu caro. Somos amigos há muito tempo e já está na hora de você saber. Eu tenho uma vagina. Saudável, limpinha, bem perto do pênis. Na verdade, logo ali. Do lado, sabe? Levo sempre ao ginecologista. Pode ficar tranqüilo.

Mas qual nada! Eu apenas disse que gostava de filmes de zumbi. Essa categoria imortal(em vários sentidos) que é uma das mais divertidas da sétima arte. E qual outro tipo de filme poderia ser chamado de arte com tanta propriedade?

A premissa é simples. Os mortos voltam a viver e atormentam a vida dos vivos. Nada de muita elaboração ou de roteiros rebuscados. Geralmente eles vêm tentar comer ou morder os vivos para também transformá-los em zumbis. Eu realmente não sei o que os motiva tanto a voltarem para este mundo, como mostram tantas produções cinematográficas. Talvez a vida (não pude achar um termo melhor) no além seja de matar (vou abusar dos trocadilhos, se me dão licença). Sem ter muito o que fazer, os mortos vivos acabam juntando suas galeras para vir até o nosso mundo morder algumas pessoas e botarem pra quebrar.

Um dos principais filmes do gênero é “A volta dos mortos vivos” que, vira e mexe, reaparece, ou ressuscita, nas madrugadas da Globo. Para quem não lembra, é aquele em que os mortos saem em busca de miolos para se alimentar. Tem também os filmes de George Romero, uma trilogia: “A noite dos mortos vivos”, “O despertar dos mortos” e “O dia dos mortos”, lançados respectivamente em 1968, 1978 e 1985. Estes são considerados clássicos e ditaram as regras para todas as produções que envolvessem as criaturas comedoras de gente.

Recentemente, Romero lançou um 4º filme para a franquia, “Terra dos Mortos”, 2005, em que o mundo, já dominado pelos zumbis, adaptou-se à nova realidade e aprendeu a conviver com ele, tendo os humanos se refugiado em condomínios fechados ou bases militares. Uma homenagem a Romero também foi feita em 2004 com o filme “Madrugada dos mortos”, a 10ª maior estréia nas bilheterias americanas no mês de março de toda a história do mês de março, ou das bilheterias, ou desde que o cinema americano e o mês de março passaram a existir e a cobrar ingressos juntos nesse mundão dos vivos de meu Deus.

Outras produções que se relacionam aos filmes de zumbis podem ser citadas. Em 2003, o diretor escocês Dany Boyle e o roteirista Alex Garland filmaram “Extermínio”. Um filme que, na verdade, trata de uma epidemia que deixa as pessoas agindo como zumbis, mas com agilidade de animais selvagens. Trata-se de um vírus semelhante à raiva que se espalha rapidamente e, se olharmos para o passado recente da humanidade (Ebola, gripe asiática, Aids), o filme britânico se torna o mais plausível de todos. O filme fez tanto sucesso que uma seqüência acaba de ser lançada e entrar em cartaz em Natal. “Extermínio 2” é inferior ao primeiro e não traz a dupla Boyle e Garland no comando. Em todo caso, se você gostou do primeiro, vale à pena conferir. Só não vá dizer pra namorada que é uma comédia romântica, beleza?

Os britânicos, aliás, fizeram o primeiro escracho sobre filmes de zumbi. “Todo mundo quase morto” de 2004 faz uma divertida sátira dos filmes, provando que o gênero já ganhou notoriedade suficiente para gerar sub-produtos. A cena em que os protagonistas saem imitando modo de andar e agir dos mortos vivos é impagável.

E é claro, e como não poderia deixar de ser, temos a comédia que nos relembra como a transição dos anos 80 para os 90 foi sofrida, vazia e (muito) brega: “Um morto muito louco” (“Weekend at Bernie’s”). Não vou contar o enredo do filme para não ficar repetindo o que por si só é ridículo o suficiente. Inclusive, alguém deveria ter dado esse conselho aos realizadores da “obra”. Talvez isso tivesse evitado “Um morto muito louco 2”. 

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