Coluna da Digi # 7 – Turismo Sexual

Minha sétima coluna da Digi foi publicada no dia 1º de outubro de 2007. Tratava de um tema muito discutido pelos natalenses e que as autoridades locais, sabe-se lá porque, não têm o menor interesse em coibir. Propus em meu texto, de forma escrachada mesmo, uma nova visão do tema que tanto nos revolta. Quantas vezes eu não ouvi meninas dizendo que não frequentam o meu bairro, Ponta Negra, porque têm receio de serem confundidas com putas pelos gringos? É triste, é degradante, mas essa é a Natal de Dona Vilma e Micarla.

A foto abaixo foi tirada por mim mesmo. Mostra um gringo no aeroporto Augusto Severo vendo uma pornografiazinha despreocupado. Nada contra a pornografia na internet, afinal essa é uma das funções desta rede mundial. O que incomoda na imagem é o fato de o visitante estar em pose tão relaxada, mostrando segurança de quem está fazendo a coisa certa e no lugar adequado. Algo como “estou em Natal, então viva a putaria!” Bem que o slogan turístico de Natal poderia ser algo como “Estrangeiro, te esperamos de pernas abertas.”

A imagem foi registrada por este blogueiro. Considero um símbolo da situação turística de Natal. Uma cidade de putaria.

 

Turismo Sexual – Uma nova proposta.

Vamos tentar abordar esse assunto sem hipocrisia, tá bom? Nem vou me referir a ele como um problema, mas sim como algo que acontece por essas bandas bem debaixo dos nossos narizes. Muita gente tenta negar a situação ainda mais depois dos mais recentes acontecimentos lá pelas bandas de Ponta Negra: a inauguração de um verdadeiro aquário da libidinagem travestido de bar e o fato de terem encontrado mais resíduos de esperma de gringos em nosso litoral do que coliformes fecais na última análise.

Bem, o turismo sexual existe e fica cada vez mais difícil de coibir. Virou indústria, atração turística e comenta-se que na Europa já conhecem o Morro do Careca ou as Dunas de Genipabu como atrativos localizados nos arredores dos motéis da cidade. Nossa frágil sociedade não resistiu a um punhado de Euros despejados para comprar apartamentos, terrenos, restaurantes, hotéis e o que restava de nossa dignidade. Abriram as pernas e fecharam os olhos, inclusive literalmente em muitos casos. Italianos e espanhóis comandam a pouca-vergonha, a safadeza. Até aí, nada contra. Mas sacanagem mesmo foi não ter convidado a gente pra festa!

É claro que outros aspectos me incomodam, como por exemplo, alguns desses senhores terem sérios distúrbios a ponto de preferirem meninas de 13 anos a mulheres adultas. Mas o problema é maior e bem mais sério do que se pensa. Não adianta só combater com rigor esses pedófilos do além-mar, mas é preciso distribuir renda para, a longo prazo, essas garotas não precisem recorrer a tais expedientes para ganhar a vida.

Então, já que não dá pra acabar com essa realidade, vamos fazer com que renda dividendos para nossa sociedade, inovando para desenvolver ainda mais o turismo do RN. Que tal promovermos o turismo sexual feminino? Por que as mulheres européias não podem desfrutar de toda a sensualidade do homem natalense? Seria uma maravilha. Chega desse machismo sem sentido. Os Giuseppes e Juans juntam uma graninha no velho continente desentupindo pias e vem dar aqui (com duplo sentido, faz favor) para desentupir outros encanamentos, mas as pobres alemoas e bélgicas não podem vir e usufruir de serviços semelhantes? E o que dizer das suecas que já nos brindaram com tantos filmes oscarizados em nossas imaginações, assistidos em noites de solidão e introspecção, com admiração sincera e muito papel higiênico do lado? É claro que elas merecem vir a Natal nem que seja receber nossos agradecimentos por tantas madrugadas emocionantes que deixaram nossos olhos úmidos e nossas cuecas viscosas.

Então, está proposta a instituição do Turismo Sexual Feminino na cidade do Natal! Que comecem a organizar excursões de belas européias e também grupos de solícitos anfitriões para dar cabo das senhoritas do outro lado do aquário. Podemos até propor um benefício para implantar o projeto de maneira mais eficaz. Seria algo como uma “isenção de taxa de serviço”. No caso, não cobraríamos pelo nosso trabalho nos primeiros anos até que essa boa idéia estivesse consolidada, firme e, acima de tudo, ereta. Na minha humilde opinião, isso não seria muito difícil, pois com a ajuda da clientela, o negócio vai crescer rapidamente.

Muitas vezes já ouvi falar dos catálogos de mulheres a que os europeus têm acesso antes de virem para Natal. Dizem que eles escolhem a dedo suas companheiras antes mesmo de embarcarem no avião. É claro que podemos oferecer a mesma facilidade para as galegas. Sem problema. Só que, em vez de escolherem a dedo, terão que escolher a palmo. Normal. Trata-se de uma adequação ao público.

E quando disse ali em cima que “não cobraríamos pelo NOSSO trabalho” quero afirmar convictamente que eu também serei um voluntário dessa campanha pelo bem da cidade. Amo Natal e para desenvolvê-la cada vez mais vou varar noites e outras coisas em benefício desta bela capital. É um sacrifício, eu sei, mas farei isso por cada um de vocês. E que venham as européicas!

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2 Respostas to “Coluna da Digi # 7 – Turismo Sexual”

  1. Danina Says:

    viva fialho!

  2. Tamara Martins Says:

    Tem um shopping, num bairro, numa cidade de borboletas, biscuis e fadas sininhos que o slogan é…
    UM PUTA SHOPPING!

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