Viagem ao RJ – Março de 2010 – Parte 1

Tudo começou em 2006. Devido à boa projeção dos livros dos Jovens Escribas, os escritores Xico Sá e Marcelino Freire nos convidaram a lançar todos em São Paulo. Marcelino também estendeu o convite para a sua nascente “Balada Literária”. Neste evento, fomos apresentados ao Claudiney Ferreira, responsável pela área de literatura da fundação Itaú Cultural.

Passou o tempo e, um ano depois, recebo um telefonema do escritor Marcelino, revelando que eu seria convidado para participar do evento “Encontros de Interrogações”, quando escritores de todo o país se reúnem para se conhecerem e discutirem caminhos que promovam a literatura Brasil afora, além de armarem interações e eventos conjuntos entre agentes literários de diferentes regiões do Brasil. Nesta edição de 2007, estavam presentes 72 autores do país.

Graças a minha presença lá, pude conhecer muitos colegas, como o mineiro Sérgio Fantini, o paraibano Lau Siqueira e o carioca Henrique Rodrigues. Ainda naquele ano lancei meu segundo livro, “É Tudo Mentira!” em Belo Horizonte, graças à boa vontade e o empenho do Fantini e de outros amigos mineiros que me receberam, agendaram o lançamento pra uma livraria bem legal, fizeram uma assessoria de imprensa profissional, me botaram pra dar palestra na UFMG e entrevista pras TVs e jornais. Enfim, um grande êxito.

Em 2009, numa tarde de trabalho, o Henrique Rodrigues me fez uma pergunta no MSN: “Você gostava da Legião Urbana?” Diante da minha resposta positiva, ele me disse: “Então você pode participar de um projeto que estou desenvolvendo.”

O projeto era a publicação de um livro de contos baseados nas letras das canções da Legião. A intenção de Henrique era incluir escritores de todo o Brasil e não apenas de Rio, Sampa e Porto Alegre, como costuma acontecer nas coletâneas literárias das grandes editoras. Daí, seu interesse em convidar este escriba natalense que vive tão longe das capitais.

Eu topei. Escrevi o conto baseado na música “Faroeste Caboclo”, prestei uma homenagem a Nícolas Behr através de várias citações e, meses depois, após ter minha história aprovada pelo organizador e pelos editores da Record, eu estava assinando meu primeiro contrato. O nome do livro seria “Como se não houvesse amanhã”, reuniria autores de Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Jaraguá do Sul, Salvador, Belo Horizonte, Goiânia, Porto Alegre e Curitiba. O lançamento nacional seria no dia 27 de março de 2010 no Rio de Janeiro, data em que o Renato Russo completaria 50 anos.

Henrique Rodrigues, o organizador do livro.

Comprei passagem, arrumei as malas e rumei para o Rio. Aproveitei para passar 4 dias na cidade, rever um monte de amigos e ainda resolver umas coisas importantes. Que amigos foram esses e que coisas importantes eu fiz, conto na sequência.

CONTINUA

Tags: , ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: