Viagem ao RJ – Março de 2010 – Parte 2

RJ, 25.03.2010

Nina e eu (Nina é a minha noiva, Maria Beatriz) viajamos na madrugada da quinta-feira para a Cidade Maravilhosa.  Chegaríamos às 6h da manhã. A ordem era pegar um transporte do aeroporto até Copacabana, onde mora uma de minhas tias, deixar as coisas, tomar um banho e encontrar com a Gabriela da Editora Agir/Desiderata, para quem eu deixaria os originais do meu novo livro. Contato costurado pelo amigo ilustre, escritor carioca, cronista maior, ídolo supremo e descaradamente imitado pelo inglês Nick Hornby, Arthur Dapieve. 

Dapieve e Cuenca, muitas cervas e ótimo papo. Dois que me deram uma força danada.

Aqui cabe um adendo. Quando ficou decidida a data do lançamento do livro no RJ, eu corri para tentar marcar encontros com pessoas bacanas de grandes editoras, dessas que têm distribuição nacional, pois me interessava demais deixar nas mãos delas os originais do livro “Cantos das Cidades”, que estou escrevendo e cujos passos costumo relatar aqui mesmo no blogue. Vocês, inclusive, podem ler a evolução do livro clicando na tag “Cantos das Cidades” ali do lado.

 Alguns amigos escritores me desencorajaram a ter com as pessoas das editoras, dizendo coisas como: “esse pessoal é difícil. não vão te receber. Eles são muito ocupados.” Mas como diz o meu tio Jaziel, “covarde é quem não tenta!” Daí, quero agradecer aqui a 4 caras: Arthur Dapieve, João Paulo Cuenca, Arthur Muhlemberg e Pablo Capistrano. Esses 4 amigos conseguiram contatos com a Agir, a Record, a Rocco e a 7 Letras. Feito o adendo, continuemos o relato.

Tomei café com a Gabriela da Agir/Desiderata e foi muito legal o papo. Ela adorou conhecer a história dos Jovens Escribas, de nossos lançamentos bem sucedidos em Natal e muitos outros papos que rolaram, inclusive a de um improvável amigo em comum em Recife(!) que descobrimos meio por acaso. Almocei com Nina e minha família que mora no RJ, descansei um pouco e fui encontrar a Natalie da Rocco, indicação do filósofo Pablo Capistrano. Nova conversa muito boa, proveitosa e animada. Novo êxito de RH. Mãos apertadas, assuntos assuntados e vamos pra casa. Mesmo havendo virado a noite e descansado muito pouco durante o dia, teria um encontro com os jovens roqueiros/jornalistas/escritores Leonardo Panço, Adílson Pereira, Flávio Flock e Francisco Slade.

Leonardo Panço. ABL nele!

O Panço e o Flock são integrantes originais da banda Jason (que já fez mais de 200 shows na Europa). O Panço também é escritor dos bons e ano passado lançou um dos melhores livros que li ultimamente, uma reunião de crônicas chamado “Caras dessa idade já não lêem manuais”. Flock é um designer conceituado, especialista em discos e livros. Além dos livros do Panço, tem em seu currículo os encartes de Massacration, Detonautas, Vítor&Leo, Padre Marcelo e muitos outros. Na conversa que tivemos, depois de algumas cervejas, ele topou ser o designer de um dos próximos livros dos Jovens Escribas. Uma excelente aquisição pra nosso pequeno selo megalomaníaco-literário.

O Adílson é um jornalista de rock que veio a Natal cobrir os festivais MADA e o Dosol, tornando-se amigo de Ânderson Foca, Caio Vitoriano e meu. Levamos o cara ao Camarões, à Sorveteria Tropical e aí, fudeu! Tinha que virar amigo mesmo. Hoje ele é o diretor de programação do lendário “Circo Voador” e até já encaixou um show da “Camarones Orquestra Guitarrística” para breve. Muito massa. Já o Francisco Slade, eu não conhecia, mas é escritor, muito gente boa, amigo dos caras e me explicou várias coisas sobre adequação de projetos literários à Lei Rouanet que eu espero usar um dia.

Adílson Pereira, numa viagem que fiz ao RJ em 2007.

A conversa começo animada, com os comensais trocando presentes. Na minha sacola levei exemplares de “Mano Celo”, “É Tudo Mentira!”, “Simples Filosofia” e “O Dia das Moscas”. Além de vários livros lançados pelos Jovens Escribas pra Flock sacar o naipe dos leiautes. Todos da mesa me presentearam com seus livros e, no caso do Flock, com um quadro pitado por ele e dedicado.

Depois disso, virou bagunça. Futebol, rock, Rio de Janeiro, trabalho, Circo Voador. Os caras contando histórias e soltando frases imortais como só as mesas de bares são capazes de nos incentivar a produzir. A certa altura, a respeito da cabeçada que o Chorão deu no Marcelo Camelo em 2005, Flock declarou: “Aê, eu conheço o Marcelo. O cara é uma moça. Na boa, malandro que bate em otário é mole! Queria ver o Chorão fazer aquilo com o MV Bill.”

Comentei com os caras sobre a manchete do jornal Extra daquele dia, “Adriano e Love brilham na noite. Mas dessa vez foi em campo”. E os caras me relataram várias manchetes antológicas dos jornais populares do Rio nos últimos 2 anos: “Luana não tem mais Dado em casa”, “Fábio Assunção dá um tempo na carreira”, “Ronaldo volta a treinar com bola” e algumas outras que a minha placidez etílica não me permitiram recordar. Um pouco de discussão sociológica sobre as atitudes dos jogadores de futebol, o patrulhamento da mídia sobre suas vidas e a relação dos craques com as drogas. Muitas piadas, histórias e crises de risos.

Estava no Rio. Estava na Lapa. Estava entre amigos. Estava em casa.

E era só o primeiro dia de viagem.

CONTINUA

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