Capitania dá um calote no Rock!

Ânderson Foca realizou alguns serviços para a Capitania das Artes a partir de 2009, quando a Prefeita Micarla de Sousa assumiu a prefeitura do Natal. Apesar de ter honrado compromissos com diversos prestadores de serviços, Foca nunca foi pago pelo trabalho que realizou junto com sua equipe do Dosol.

Histórias como esta cercam a atual gestão da prefeitura, quando se trata de realização cultural. E contribuíram, certamente, para que eu, Carlos Fialho, me recusasse a participar da mediação de uma mesa no encontro de escritores realizado há dois meses. Eu sabia que, dificilmente seria pago pela minha participação.

Hoje, Foca resolveu dar um basta. No mês em que completa 1 ano do calote, ele espalhou a notícia via Twitter e pediu para todos os seus amigos blogueiros publicassem a sua carta aberta, tratando do assunto.

Aqui está minha contribuição. Boa leitura: 

Foca

A prefeita Micarla de Sousa

Dia silencioso do Rock

Por Anderson Foca
Centro Cultural Dosol

Julho é o período que se convencionou celebrar o rock e suas vertentes. Sempre no dia 13 deste mês a data do Dia Mundial do Rock é lembrada, celebrada e incensada graças ao LiveAid, Bob Geldof e outros amantes do estilo.

Já há três anos o Dosol vem promovendo a maior celebração da data em Natal misturando palestras, conhecimento, solidariedade e é claro, muita música. Ano passado foram mais de mil e quinhentas pessoas no evento solidário e gratuito (todas as edições foram gratuitas), gerando duas toneladas de alimento e colocando em ação dez bandas locais para um grande público. Sucesso de público, organização e mídia.

A prefeitura, através da Fundação Capitania das Artes, nos convidou para fazer uma parceria, já que uma das premissas das ações da Fundação é comemorar os dias que fazem parte da cultura da cidade: dia do artista plástico, dia do museu, dia da cultura popular, dias, dias, dias… Fomos de braços abertos. Cedemos nosso know-how e aceitamos realizar o evento em parceria com o poder público.

Eles cediam a estrutura necessária para o evento e nós ficávamos com a parte de casting, organização e assessoria de imprensa. Mandamos um orçamento prontamente aprovado pelos gestores (e muito mais baixo do que qualquer coisa do tipo que eles costumam fazer) e saímos felizes, certos de que estávamos tratando com gente séria e cumpridora de contratos. Tive o cuidado de perguntar ao departamento financeiro da Capitania das Artes em quanto tempo sairia o dinheiro para pagar os fornecedores, já que eu teria a responsabilidade de contratar e pagar a todos os envolvidos. Trinta dias foi o prazo estipulado para o pagamento.

Ligamos para os nossos parceiros, acertamos sonorização, cercamento, alugamos espaço adicional, segurança e modestamente fizemos uma GRANDE FESTA (veja o vídeo aqui). Agora começa a parte chata da história.

Entregamos toda a documentação de convênio com a prefeitura 20 dias antes do evento acontecer, incluindo nota fiscal com todas as nossas responsabilidades devidamente cumpridas. Realizamos o evento e esperamos dar o prazo do repasse da prefeitura. Passaram-se trintas dias, sessenta dias, noventa dias e estamos chegando agora a 365 dias sem o acerto que acordamos através de contrato.

Há uma lenda que diz que quem deve é quem tem muito dinheiro. Quem tem pouco dinheiro (ou nenhum) é que dá um jeito de sempre manter suas contas em dia com muito trabalho e dedicação. O Dosol não podia deixar os parceiros e fornecedores na mão e logicamente PAGOU TODOS OS ENVOLVIDOS COM VERBA PRÓPRIA, já que o repasse da prefeitura não foi feito, descapitalizando nosso combo de cultura e quebrando uma série de planejamentos e ações.

Já perdi as contas das vezes que ligamos, marcamos reuniões e nos envolvemos com a Capitania das Artes. O Dosol recentemente estava num grupo de estudo (voluntário) para reformar a Lei Djalma Maranhão. Temos muita simpatia pelas pessoas que lá estão, Rodrigues Neto e seu comando simpático, Gustavo Wanderley (que já saiu da vice-presidência), entre outras figuras bacanas que lá estão.

Mas é inadmissível ver a assessoria da fundação cultural municipal inundar minha caixa de e-mail todos os dias com eventos novos e a prefeitura alegar que não ter “orçamento” para pagar uma dívida adquirida há um ano. Será que o povo que trabalhou no Auto de Natal, no Encontro de Escritores, ainda não recebeu? Será que o salário de Rodrigues Neto está atrasado? E o da nossa prefeita? Ela também tá na pindaíba? Duvido.

Então ficamos assim. Continuaremos cobrando. E não temos dinheiro para fazer a ação do Dia Mundial do Rock em 2010 graças ao calote que estamos levando da Capitania das Artes e da prefeitura. Seguimos nosso trabalho já bem acostumados com o funcionamento e o interesse que esse povo tem por cultura e cidadania.

Dizem que os chatos são atendidos primeiro. Nunca quisemos ser chatos e nem é do nosso interesse perder tempo com reclamismos. Mas agora é uma questão de honra e respeito que isso se resolva, não pelo dinheiro, mas pela dignidade que é sempre muito mais importante!

E quem sabe eles não pagam nessa pressão e voltamos atrás e realizamos mais um ano do evento? Ajude à gente e ao rock and roll espalhando esse texto.

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2 Respostas to “Capitania dá um calote no Rock!”

  1. Adriana Says:

    Micarla, quando de sua posse, contratou serviços de uma floricultura Natal no valor de R$ 10 mil em flores para enfeitar a prefeitura. Nunca pagou!!!

  2. cleidiane Says:

    Boa tarde,

    sou jornalista e gostaria que você me enviasse seu e-mail para adicioná-lo aos meus contatos de blog. pode ser?
    obrigada!

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