A editora que a Burrocracia não deixa ser.

Essa postagem poderia ser o registro de um momento histórico.

Mas não é.

Tudo porque vivemos num país cheio de regras e obstáculos para dificultar ao máximo aqueles que querem construir algo, produzir, trabalhar, montar uma empresa.

Nossa epopeia começou quando decidimos transformar o nosso singelo selo literário, o famigerado “Jovens Escribas”, em editora registrada na Biblioteca Nacional e empresa constituída junto aos órgãos competentes.

"Vamos abrir uma editora?" "Hômi! Dá pra tomar uma Kaiser antes?"

Fizemos tudo conforme as normas e leis vigentes. Contratamos uma contadora, reunimos os documentos necessários, elaboramos um contrato, assinamos e pagamos as taxas exigidas.

Demos entrada na junta e, por causa de um erro de digitação em um dos 237 documentos que havíamos providenciado (saiu um R intruso e acabamos grafando “Jovens EscribRas”), voltou tudo e exigiram que imprimíssemos novamente as 4 cópias e assinássemos.

Se a gente deixasse o nome da editora com um errinho de digitação, vocês acham que pegaria mal?

Lá fui eu imprimir a porra toda, ir atrás de Patrício e Minchoni para que eles assinassem. Dessa vez quisemos registrar o momento, uma vez que estávamos dando um passo muito importante para a trajetória desse nosso selo literário que tantas alegrias e amizades tem nos trazido de 2004 pra cá. As fotos da solenidade de assinatura do contrato são essas que seguem: 

"Minha outra caneta é uma Mont Blanc."

 

"A gente pode continuar se chamando Jovens Escribas depois dos 30?"

 

"Vou escrever uma posia marginal aqui nas margens deste contrato."

 

Depois de assinada a papelada, apresentamos os documentos novamente e pronto. Já podíamos tirar uma fotografia comemorativa.

O mais revoltante de tudo é que vestimos nossas melhores roupas para esta importantíssima ocasião.

 

Agora, era só esperar. Certo?

Errado.

Os órgãos competentes encontraram uma irregularidade na sala que havíamos arranjado e mobiliado a duras penas para ser a nossa sede.Um probleminha no “sequencial do imóvel” que é um número que consta no carnê do IPTU.

Além de ter que refazer o contrato, alterar as informações dos papéis, ainda tivemos que buscar uma outra sala que possa servir de sede para esta nossa nascente editora.

Encontramos um lugar que, talvez, quem sabe, esperemos, poderá servir. Nossa brava e incansável contadora, Josy, está averiguando junto aos órgãos competentes (sim, sim, é com ironia mesmo que tenho escrito isso desde o início do texto.) se o novo imóvel poderá abrigar nossos projetos editoriais.

Enquanto a resposta não chega, o novo livro de Pablo Capistrano aguarda e a série Escribas de Bolso também. Além de várias outras iniciativas que vamos viabilizar com a nossa editora constituída.

Em todo caso, publico aqui no blogue os momentos felizes (apesar de breves) em que pensamos ter finalmente legalizado nossa editora.

Não deu.

Os órgãos preferiram que nós continuemos na informalidade em vez de pagando impostos pelos produtos e serviços que já poderíamos estar oferecendo.

Espero que as fotos sirvam de bons presságios para que, muito em breve, eu noticie aqui a realização desta nossa antiga aspiração.

Torçam aí.

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2 Respostas to “A editora que a Burrocracia não deixa ser.”

  1. Gabi Leal Says:

    tô torcendo!
    eu que trabalho no comércio entendo perfeitamente seus problemas com a burocracia… vc quer fazer as coisas direito, mas eles te impedem de mil e uma formas…

  2. Julyane Says:

    Olha… Burrocracia mesmo.. Então

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