Archive for março \21\+00:00 2011

Jovens Escribas Convidam Joca Reiners Terrón – 4

março 21, 2011

É hoje! O escritor Joca Reiners Terrón terá um dia de compromissos em Natal.

Às 16h, conversa animada com alunos do colégio Anísio Texeira sobre o prazer da leitura.

Às 18h, palestra para estudantes de Letras na UnP da Floriano Peixoto (Evento aberto ao público).

Às 20h, lançamento do premiado romance “Do fundo do poço se vê a lua” no Gringo’s Bar. TODOS ESTÃO CONVIDADOS!

Ontem, na véspera dos eventos de hoje, Joca Terrón pediu que mostrássemos a ele a parte histórica de Natal. “Gosto de conhecer os bairros mais antigos e tradicionais dos lugares que conheço.” Missão para Pablo Capistrano. Acompanhados do videomaker Leandro do Lado [r] levamos o autor para o centro histórico, Ribeira, Redinha, Plano Palumbo e Ponta Negra.

Pablo conta a história as batalhas entre franceses, portugueses e índios do alto da Ladeira do Sol.

Boa conversa contemplando a bela Praia dos Artistas.

Em frente ao Memorial Câmara Cascudo, a figura do nosso autor maior.

 Este é o segundo lançamento que promovemos no Gringo’s Bar. O primeiro foi o da Graphic Novel “Cachalote” de Daniel Galera e Rafael Coutinho em novembro passado.

Lançamento de "Cachalote" em novembro: esperamos repetir o mesmo sucesso logo mais.

Levaremos algumas camisas dos Jovens Escribas como estas para quem quiser comprar a sua.

Até logo mais, jovens.

Um abração!

Jovens Escribas Convidam Joca Reiners Terrón – 3

março 18, 2011

Hoje postarei dois vídeos pra vocês se instigarem a participar da nossa programação de segunda.

O primeiro é o “trailer do livro”. Isso mesmo, como se fosse um filme. A editora Cia das letras tem preparado alguns vídeos bem legais para promover seus principais lançamentos. Vejam o vídeo e tentem não ter vontade de ler o livro:

E abaixo, temos uma entrevista do autor no programa Entrelinhas da TV Cultura em que ele fala do livro:

Lembrando sobre a programação do autor em Natal na segunda:

16h – bate-papo com estudantes da escola estadual Anísio Texeira;

18h – palestra para alunos de Letras da UnP;

20h – lançamento de “Do fundo do poço se vê a lua” no Gringo’s Bar em Ponta Negra.

Jovens Escribas Convidam Joca Reiners Terrón – 02

março 17, 2011

Segunda-feira, juventude. Quero ver todo mundo lá! Soube que a divulgação está bombando no Facebook e agradeço todos vocês por isso. Inclusive, quem quiser e puder, pode pegar esse convite virtual aí embaixo e divulgar por e-mail, em sites, blogs e tudo mais. Ah, na mensagem que passei pra meus contatos, tinha postado o preço errado. Foi mal. Agora tá certo.

Jovens Escribas Convidam Joca Reiners Terrón

março 16, 2011

Estão todos convidados, jovens. Lançamento de um excelente livro num clima de happy hour.

Loja Virtual dos Jovens Escribas – Anúncio 01

março 15, 2011

Esta semana botamos no ar a Loja Virtual dos Jovens Escribas. Uma meta antiga nossa que Patrício Jr., juntamente com o amigo e webdesigner, Marlos Apyus, finalmente realizou. E para celebrar, divulgo aqui e agora, o primeiro anúncio criado para a divulgação do endereço. Vamos enviar por e-mail nos próximos dias. E quem quiser comemorar com a gente, apareça na próxima segunda lá no Gringo’s para participar do lançamento de Joca Reiners Terrón.

Ah, o endereço da loja é: www.jovensescribas.com.br

Passem lá!

O Maconheiro Militante 3

março 15, 2011

Em 14 de janeiro de 2008 publiquei na antiga Coluna da Digi a crônica “O Maconheiro Militante“. Na época, o texto agradou bastante os meus leitores no portal, apesar de ter desagradado um pouco a classe, segundo me disseram depois. Ano passado, em 09 de agosto, por causa da 1ª Marcha da Maconha do RN, escrevi “O Maconheiro Militante 2“.

Pois bem, agora encerro a trilogia deste personagem romântico e idealista, apaixonado pela causa verde.

Jovens e jovens, com vocês, o Maconheiro Militante 3!

***

O Maconheiro Militante 3

O Maconheiro Militante anda deveras contrariado com a grande mídia careta, reacionária e atrasadona. Desde 2007, quando saiu o primeiro “Tropa de Elite”, o jovem e abnegado rebelde com justa causa vem sofrendo uma intensa e insana pressão de gente que não tem a menor noção do que está falando. Pessoas que chegam pra ele e afirmam com suposto conhecimento de causa que o papel assumido por ele prejudica a sociedade, provocando violência e mortes inocentes. “Você é cúmplice. Você alimenta o tráfico!” Ora, veja!, ele pensa antes de disparar: “O único papel que me interessa é o de seda, cara! E é você que financia os mais condenáveis crimes mundo afora, cometidos pelo capitalismo predatório, a concorrência desleal e as práticas desumanas promovidas por grandes corporações multinacionais. Você sim, é cúmplice de assassinatos, atentados políticos, sequestros, roubos, espionagem industrial, golpes de estado, a fome no mundo e toda sorte de desgraças que assolam este planeta esquecido por seu Deus! E não me venha querer me dar essa lição de moral pusilânime decorada de algum bloco do Fantástico ou de alguma matéria mal escrita da Veja.” E assim, o rapaz, vai se saindo, enfrentando os opositores com sua esfumaçada retórica cheia de paixão e fúria.

A coisa só piorou para o lado dele depois que as autoridades invadiram o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro e a discussão a respeito do tráfico e da relação dos jovens com as drogas passou a ser discutida no Jornal Nacional. O que ele teve que ouvir de piadinhas dando conta de que aqueles traficas fugindo eram seus comparsas, que cada baseado que ele acendia representava um azulejo naquelas piscinas de luxo que encontraram na favela e muitas outras do tipo não foi brincadeira. Aí veio aquele que pareceu ser o golpe de misericórdia na carreira de abnegada militância do jovem: o estrondoso sucesso do filme “Tropa de Elite 2”.

Falar mal da maconha e dos seus usuários virou moda, estava entre as últimas tendências nas filas de cinema dos shoppings e o linchamento moral e social que o Maconheiro Militante sofreria certamente faria sua causa perder força e minguar até possivelmente desaparecer. O que fazer para recuperar a credibilidade perdida? Após anos de estudos das ciências canábicas e prática também, pois ninguém aprende direito sem exercer o que se aprendeu na teoria, seria aquele o fim de sua luta? Depois de tanta leitura e de muitos discursos exaltados com o propósito de convencer os incautos da extrema importância do THC como substância redentora da humanidade, ele teria que interromper sua pregação e definhar como um náufrago que nadou até a beira apenas para morrer de cansaço? Logo agora que a sociedade parecia caminhar rumo a um amadurecimento há muito almejado?

Não. De maneira alguma, ele desistiria. Era hora de reagir, de encarar toda aquela mídia fascista, hipócrita e direitôba com a cabeça erguida, de escancarar os reais motivos desta campanha antihemp, de informar à sociedade que a indústria de bebidas, de cigarros tradicionais e as igrejas evangélicas financiam o lobby contrário à maconha, uma vez que eles já oferecem suas drogas e preferem eliminar uma concorrente de peso como esta. É preciso arregimentar soldados dispostos a ir à luta, a defender por aí a legalização da erva que cura os males do corpo, alivia os dissabores da alma e extirpa do mundo o estresse e o nervosismo que tantos prejuízos causam ao ser humano. É preciso anunciar a Boa Nova, a verdade que a maconha, na real, traz é paz, e não violência como querem fazer crer os papagaios que viram os DVDs piratas de “Tropa de Elite” e vêm pagar uma de homenzinhos éticos e honestos acima de tudo. Se fossem criar uma bandeira para o Partido da Mobilização Marijuana, ela seria branca e teria uma folha verde de 7 pontas no centro. Poderia ter também alguma representação do vermelho dos olhos ou o amarelo dos dedos, mas o branco seria predominante. Pode crer.

O Maconheiro Militante pretende unir esforços, difundir na mídia “malhada” como o Lado R ou a High Times os principais pontos de suas argumentações pró-cannabis, lançar mais produtos, personagens e elementos da cultura Pop como o Capitão Presença a fim de chamar a atenção e atrair a empatia dos mais antenados para o seu lado. Também quer conseguir o financiamento de pizzarias, redes de lanchonetes, docerias e fábricas de biscoitos de chocolates, eles que são grandes beneficiários das insaciáveis laricas ora vivenciadas. Era preciso também utilizar a música, a televisão e todas as manifestações artísticas disponíveis em prol da liberação. O Planet Hemp precisa voltar à ativa e o reggae deve ser apontado como uma sabotagem criada por aqueles contrários à erva na tentativa de associar algo extremamente antipático ao consumo deste item natural que só o bem nos traz.  

Com trabalho sério, organização e todo um esforço de comunicação, logo a maconha vai estar na crista da onda novamente, todos vão reconhecer a importância desta planta para o desenvolvimento do país. O exército convocado pelo nosso herói conseguirá, inclusive, penetrar no Congresso Nacional, elegendo sua própria bancada verde, composta por Deputados e Senadores engajados e “enganjados”. Após tais conquistas, muitos iriam chegar no sapatinho para ficar na aba daqueles que tanto trabalham pela liberdade e pelo direito de dar uns tapinhas de vez em quando sem que, para isto, corram o risco de tomar uns tapões dos policiais de plantão. A luta estaria ganha. Com a opinião pública a favor, seria moleza dobrar até mesmo a mídia reaça. Só faltaria a lei regulamentando a permissão do consumo e venda deste milenar produto beatífico.

A questão momentânea, porém, era mais profunda: por onde começar? Como iniciar essa Cruzada em busca da credibilidade perdida? Como convencer o cidadão médio, simpático ou não à causa, a conceder a devida atenção para o que o grupo teria a dizer com a urgência demandada, já que o momento é flagrantemente desfavorável?

É preciso colar em alguém que possa transmitir confiança, alguém que goze de livre trânsito em todas as esferas da sociedade, que frequente a alta sociedade, mas que conte também com a simpatia dos mais largados, que seja popular de Redinha a Ponta Negra, passando pelo Plano Palumbo sem o menor constrangimento. Quem seria essa pessoa? Uma amigo influente? Uma assessoria de imagem? Ou, quem sabe?, uma gatinha da society que seja ligada numa boa fumaça de lei? Que ouça Eddie, Dusouto e vá lá pelo Curva dos Ventos de vez em quando? Quem sabe? Uma Patricinha Cultural pra chamar de sua? O Maconheiro Militante, acendeu, puxou, prendeu e chegou à conclusão que uma boa idéia estava nascendo. Mas só a partir de amanhã. Porque hoje tá dando uma preguiça danada. E daqui a pouco vai dar uma fome também. Quer dizer, fome não. Larica mesmo. Sabe como é, né?

Informativo JEs – Março de 2011 – Loja Virtual e Lançamento de Joca Reiners Terrón

março 14, 2011

# ATUALIZAÇÃO URGENTE:

Após conversarmos entre nós, decidimos que o nome do evento literário do fim do ano não será mais Balada Literária. Concluímos que não faria muito sentido nos apropriarmos de uma logomarca já consolidada como a Balada e deveríamos utilizar algo exclusivo com o nome do nosso selo literário / editora. Por isso, até segunda ordem, vamos chamar o evento do fim do ano, bem como todos os eventos prévios de “Jovens Escribas Convidam”.

Cordialmente,

Carlos Fialho

Olá, amigas e amigos. Como já aconteceu em janeiro e fevereiro, invadimos vossas caixas postais eletrônicas cheios de ótimas novidades. 

 # NOVA LOJA VIRTUAL – WWW.JOVENSESCRIBAS.COM.BR

Após alguns meses de elaboração e testes, finalmente anunciamos o lançamento da novíssima LOJA VIRTUAL DOS JOVENS ESCRIBAS! Todos os nossos livros à venda com FRETE GRÁTIS para todo o Brasil. Passem lá: www.jovensescribas.com.br. E fiquem sempre ligados nas promoções especiais e exclusivas que postaremos sempre no sítio!

 

# DE 24 A 27 DE NOVEMBRO

No fim de 2011, no último fim de semana de novembro, aproveitando o vácuo deixado pelo antigo Encontro Natalense de Escritores que foi descontinuado pela Prefeitura, vamos realizar um evento chamado “Jovens Escribas Convidam”. Na produção, contaremos com a parceria dos amigos Ânderson Foca (@FocaDosol) e Ana Morena (@ana_morena) da Organização Cultural Dosol (@festivaldosol).

# AQUECIMENTO

Para aquecer o clima para este grande evento que ocorre em novembro, vamos realizar diversos eventos menores como prévias para o que está por vir. São aquecimentos que contarão com alguns dos melhores escritores brasileiros contemporâneos. O primeiro deles é o vencedor do Prêmio Machado de Assis de Melhor Romance de 2010, Joca Reiners Terrón (@jocaterron).

# JOCA REINERS TERRÓN

Joca Terrón estará em Natal na próxima segunda-feira (21 de março). Ele vai falar sobre o prazer da leitura para alunos da Escola Anísio Texeira e de outras Escolas Estaduais que participam do projeto “Cais da leitura”, depois conversará com os alunos de Letras da UnP e às 20h lançará o premiado romance “Do fundo do poço se vê a lua”.

Para ver o trailer do livro, basta clicar no link abaixo:

Para ver o autor falar de “Do fundo do poço se vê a lua”, clique aí:

# + 2.500 LEITORES?

Nossa meta com os eventos “Jovens Escribas Convidam” é ousada. Pretendemos atingir mais de 2.500 pessoas entre palestras, bate-papos, oficinas e shows. Boa parte deste público será composto por alunos de escolas públicas. Enfim, queremos fazer algo grande e que faça a diferença. Joca Terrón é só o primeiro de vários autores que virão a Natal a partir deste mês.  Se conseguirmos converter pelo menos 10% deste público almejado em leitores, teremos cumprido nosso papel. 

 

Informativo JEs – Fevereiro de 2011 – Vocês conhecem esses tais de Jovens Escribas?

março 11, 2011

No apagar das luzes do mês de fevereiro, cá estamos com nosso Informativo do mês. E vâmu-que-vâmu!

# EXISTIMOS

É com enorme alegria que comunico que finalmente saíram todos os documentos necessários para que nos tornássemos uma empresa. Os Jovens Escribas agora estão registrados como Editora de livros, Distribuidora de livros e já estamos inscritos na Biblioteca Nacional, aptos a tirar números de ISBN. Estamos muito felizes por dar essa notícia a vocês.

# NO PRELO

Esta semana enviaremos nosso primeiro trabalho de 2011 para a gráfica. É o livro “Pés no caminho, chão de estrelas: o caminho de Santiago pela Galícia”, de autoria de Ana Célia Cavalcanti. O livro é o segundo do selo “Bons Costumes”, nossa divisão de Não-ficção e obras encomendadas. Ana Célia é irmã de dois proeminentes escritores da vida cultural natalense, Carito e Mário Ivo. O livro será lançado no início de abril. No próximo Informativo, em março, daremos mais detalhes.

# NA SEQUÊNCIA

E vem mais gente boa por aí:

Pablo Capistrano, Clotilde Tavares, Sérgio Fantini, Leonardo Panço, Thiago de Góes, Carlos Fialho e Patrício Jr. É esperar para ver.

# CAMISAS JÁ À VENDA

A coleção Primavera Verão Jovens Escribas acaba de lançar mais dois modelos de camisetas. O design da coleção está a cargo do estilista Caio Vitoriano Herchcovitch Versolato.

Caio Versolatiano

Alguns dos mais badalados topmodels internacionais fizeram questão de posar com as peças.

 

As camisas estão a venda por R$ 35 e quem comprar os dois modelos vai ganhar um exemplar autografado do livro “É preciso ter sorte quando se está em guerra!” de Pablo Capistrano, além de contribuir com a produção do próprio livro de Pablo.

# DISTRIBUIDORA DAGOTA

Os livros dos Jovens Escribas e Bons Costumes já estão disponíveis em 4 bancas de revista de Natal. São elas: Banca Cidade do Sol (Afonso Pena), Banca Prática (Afonso Pena), HiperBanca (Nascimento de Castro) e Banca Petrópolis (Praça das Flores).

 

Legenda das fotos acima: Banca Prática, Hiperbanca e Tota em sua Banca Cidade do Sol. Novos Pontos de venda dos Jovens Escribas.

A diversificação dos pontos de venda faz parte de mais uma estratégia implementada por nós através da Distribuidora DaGota. Em breve, nossos livros estarão em mais lugares, cada vez mais perto de um maior número de leitores.

# BIBLIOTECA CÂMARA CASCUDO

Semana passada também realizamos um desejo antigo. Doamos todos os nossos títulos para a Biblioteca Câmara Cascudo, a maior do Estado. Agora, nossos livros estão disponíveis para os frequentadores deste espaço tão carente de novos títulos. 

Livros dos Jovens Escribas chegam à Biblioteca Câmara Cascudo

 

# CLOWNS

2011 também é o ano de iniciarmos uma parceria com alguns dos nossos ídolos, os meninos do grupo teatral Clowns de Shakespeara, seguramente o Melhor Grupo de Teatro do Universo, sem exagero. Espero que em março, possamos detalhar mais esta novidade.

# ATÉ MARÇO

Bom carnaval a todos. Valeu!

Coluna da Digi # 107 – Despedida

março 3, 2011

No dia 05 de setembro de 2010, resolvi encerrar minha coluna da Digi. Para registrar esse momento, escrevi uma atualização de despedida bem mimosinha. É verdade que não consegui largar imediatamente e acabei atualizando mais 4 vezes até a derradeira que publiquei em 20 de dezembro último. Foram duas razões que me levaram a terminar minha coluna no portal da Diginet. A primeira foi a minha entrada como colunista semanal no Novo Jornal, convite que me deixou muito feliz. A segunda foi a projeção que este espaço aqui, meu blogue pessoal, começou a alcançar, motivando-me a atualizá-lo com mais ênfase e trazendo para cá algum eventual texto inédito que não se encaixe na coluna do Novo.

Segue minhas notas de despedida da Digi. Simplezinhas, mas bonitinha. Valeu!

***

Despedida

Muitas vezes, quando se escreve, a parte mais difícil é o ponto final. Especialmente se você gosta do que está escrevendo, publicando ou postando. Quando o seu labor de escriba alcança resultados que correspondam às mais altas expectativas, o mais duro é concluir o trabalho com um trecho final que esteja à altura do restante. Ou ainda se é tomado pela empolgação da escrita e o texto se torna tão divertido para o autor que ele não consegue parar, antevendo com clareza a reação positiva dos futuros leitores. Essa relutância em grafar o ponto definitivo de um texto é como uma espécie de adiamento de uma inevitável despedida. Damos adeus a algo que criamos com esmero e que agora já pode existir por conta própria, sem nossa intervenção, nossa influência.

Despedidas podem ser difíceis e, aqui mesmo, neste espaço virtual que a Digi me cede há 3 anos e que venho tentando ocupar com relativa regularidade, passei por diversas situações como a descrita no parágrafo acima. Muitas das crônicas que publiquei aqui foram difíceis de concluir de tão prazerosas. E o melhor foi que muitas delas não terminaram com o ponto final, pois continuaram pulsando e repercutindo acaloradamente nos comentários que vem logo abaixo.

E depois, muitas vezes os mesmos textos publicados aqui ganhavam repercussão e ressonância nas caixas de e-mail de muita gente, via repasses gerais. Quando saía na rua, amigos vinham comentar a “coluna desta semana”, faziam críticas, elogios, davam risada. Enfim, muitas vezes, nem os pontos finais foram capazes de acabar algumas crônicas. “O Homem que não falava carnatalês”, “A patricinha cultural”, “A fábula das duas cantoras”, “Big Bróder Natown” e “Não basta ser Playboy. Tem que ser DJ” são alguns exemplos de colunas que se espalharam para muito além do portal da Diginet.

Mas agora é chegado o momento de uma despedida que vai ser mais difícil do que concluir muitos dos textos que escrevi e publiquei aqui. Tenho que marcar nesta página da web, um ponto final na coluna “Sei Lá. Mil Coisas.” Fui convidado a escrever no Novo Jornal e sinto que não tenho disponibilidade para escrever duas crônicas todas as semanas. Assim sendo, mudo das segundas da Digi para os sábados do Novo Jornal, como titular do espaço “Jornal de Carlos Fialho”.

Quero agradecer a todos que leram algumas das mais de 100 crônicas que publiquei aqui e peço humildemente que continuem acompanhando as mais novas, todos os sábados no Novo Jornal.

Agradeço também algumas pessoas que me deram suporte aqui na Digi: Humberto Diógenes, Luís Caitif, Luana Ferreira, Jordana Mamede e Atalija Lima.

Obrigado mesmo, gente. Despeço-me agora.

E ponto final.

Coluna da Digi # 111 – Não basta ser bichinha. Tem que ser Society!

março 2, 2011

Escrevi esse texto no início de 2010. Não o considero como um dos meus melhores, por isso mesmo ele ficou muito tempo guardado esperando por uma publicação. Até que no dia 20 de dezembro do ano passado, após um período prolongado sem atualização, resolvi publicá-lo por falta de material inédito, uma vez que todos os meus textos novos têm ido para o Novo Jornal e publicações como Lado [R] ou Revista do Versailles. Mas aí, mudei o título para associar a crônica a um texto antigo meu que havia feito muio sucesso no passado e, ops!, temos mais um líder de acessos.

Jovens e jovens, divirtam-se com “Não basta ser bichinha. Tem que ser Society!”

 ***

Não basta ser bichinha. Tem que ser Society!

Menina, você tá se achando assim meio por fora, demodê, um tanto out do style que anda virando a cabeça da society? Pois bem, queridinha, sorte sua que euzinha, Glácia Vivane, a Vivi, chiquérrima, maravilhosa, primeira e única, vou lhe dar umas dicas essenciais pra você se ajeitar, viu, minha bichinha? Qualquer coisa, passa lá na minha loja, na Afonso Pena, que só tem peças exclusivas da minha grife e de alguns dos melhores estilistas brasileiros, tá bom? Mas, olhe só, só vá lá se tiver dinheiro, senão vai ter que deixar um rim se quiser levar um vestido. Ai, ai, ai. Como dá trabalho, doutrinar a plebe.

Vamos lá, vou dar umas dicas de comportamento aqui hoje. Porque antes de saber se vestir, você precisa saber se portar nos lugares. Não adianta vestir uma capivara com roupinha de balé, chuchu. Ela vai continuar sendo uma capivara. Então, preste atenção que a Vivizinha aqui só vai falar uma vez pra não cansar minha beleza, tá?

Primeiro de tudo, saiba sempre que a roupa faz o homem e, sobretudo, a mulher, que é importante estar sempre vestida com a melhor marca e da maneira mais elegante. Mesmo que você seja uma jararaca da pior espécie, dessas bem peçonhentas e que a última boa ação se deu na época em que o Forte dos Reis Magos era só um projeto longínquo, se você se notabilizar sempre pela fina estampa, queridinha, as pessoas não lhe julgarão mal. Uma boa roupa redime qualquer falha de caráter. Principalmente se você for a um lugar novo, porque na nossa cidade, a máxima “a primeira impressão é a que fica” é a maior das verdades. Ninguém tem tempo nem tutano pra ficar revendo conceitos, pensando melhor e mudando de opinião. Por isso, se você for vista como uma brega sem solução, conforme-se, dear. Ou então se mate, o que achar mais cômodo.

E tem o cabelo também, jovem. Se quiser causar uma boa impressão, é melhor cuidar dele. Nada de sair toda pichete por aí, viu? Para que as pessoas não saiam falando mal de você até a terceira geração, desenvolva uma verdadeira obsessão pelo cabelo. Nem cogite sair na rua sem uma escova, uma chapinha ou umas duas horas de secador. Alise essa juba, Rei Leão, senão vai ser pior pra você. Depois não diga que a Vivi não lhe avisou.

Agora vou falar das coisas do coração. Arrume um namorado que frequente bons lugares, restaurantes chiques, que se vista bem e receba convites para os eventos mais exclusivos. Não se importe se ele lhe trata mal. O importante é estar com ele. Melhor do que com um rapaz que lhe trate bem, mas não transmita o mesmo status, não tenha a mesma classe ao se vestir e vá a lugares como a Ribeira, bares com churrasquinhos no espeto ou (ui!) rodas de samba nas Quintas. Outra coisa: evite negros, mulher. Pele escura, a não ser por um bronzeadinho no verão, é sinônimo de pobreza. E pobreza é uma coisa que a gente deve ficar longe. Pelo amor de Deus. É mais contagiososa que gripe, se transmite pelo ar. Portanto, não goste de pobres, não goste de negros. Pode inclusive assumir isso publicamente que na sociedade natalense é normal. Todo mundo vai aceitar numa boa e, inclusive concordar.

Quando estiver socializando com a turma de amigos selecionados que você deve formar, em alguma praia distante do litoral norte, tente demonstrar uma imagem desprendida e levemente rebelde. Uma bebidinha destilada, uma lança perfume, uma cocazinha, mas maconha nunca, que isso é droga de pobre. É o Derby dos entorpecentes ilegais. Afe!

Nas rodinhas de conversa, você pode até ousar um pouquinho de vez em quando, dizendo que se sente levemente contrariada com as suas amigas, que elas se importam em demasiado com a vida dos outros, especialmente os problemas e que só ligam pra aparência. Porém, contudo, entretanto e todavia, nem pense em ser diferente! Incomodar-se com a vida dos outros é o que há e viver de aparência, seguir a moda, ser glamourosa, linda e modern é essencial. O importante, sua linda, é seguir as regras da cartilha. Afinal, é como eu sempre digo: “Imagem é tudo!”

Coluna da Digi # 110 – O aniversário do Sr. Bira

março 1, 2011

Em 2010, esqueci o aniversário do Senhor Bira. O jeito foi escrever uma crônica pra me desculpar. Em 28 de outubro passado, publiquei na Coluna da Digi. 

O Senhor Bira gostou.

***

O aniversário do Senhor Bira

Quando éramos pré-adolescentes o que havia de mais moderno eram as festas americanas. Levávamos comida e refrigerante e tentávamos vencer a timidez de meninos buchudos e beradeiros com as meninas mais bonitas da escola (aliás, vocês já notaram como as meninas mais bonitas da escola são maltratadas pelo tempo? Viram cada baranga!).

Depois, na juventude e vida adulta, os churrascos, festas e reuniões de amigos ganharam um novo componente entorpecente, uma vez que passaram a ser regadas com álcool. Mas uma coisa não mudava. No dia 25 de outubro, o motivo do encontro era o mesmo: celebrar o aniversário do Senhor Bira.

Teve até uma época em que ele fazia muitos churrascos e para ter argumentos fortes o bastante para convencer todos os amigos a comparecerem, dizia sempre que era seu aniversário.

 – Mas, Seu Bira, estamos em abril. Seu aniversário é só lá pro fim do ano.

– E daí? A Destaque não organiza um carnaval em dezembro e todo mundo acha o máximo?

E foi assim que o Sr. Bira passou a ser o único natalense com 4 datas de aniversário por ano. Mas eu, ortodoxo que sou, só dava parabéns no dia 25/10.

Eu era implacável. Sempre fui bom nisso. Um Dirty Harry da lembrança. Todo dia 25 de outubro, era um dos primeiros a contactá-lo para transmitir meus votos de felicidade. Era minha obrigação, certamente. Afinal, o Sr. Bira é um dos meus melhores e mais antigos amigos. Estudamos na mesma escola, veraneamos na mesma praia, cutíamos rock num mesmo ambiente hostil e adepto da monocultura natalense, jogávamos futebol e basquete, demos força um para o outro em momentos difíceis (mortes de entes queridos, mulheres que nos deixaram) e também estivemos presentes nas melhores horas (aprovação no vestibular, sucessos na carreira profissional, casamento – o dele, que fique claro.). Até hoje temos os mesmos amigos, a mesma turma. Por tudo isso, eu não poderia esquecer seu natalício nunca nesta vida.

Sendo assim, a pergunta é uma só: por que diabos eu esqueci de, no dia 25/10 passado transmitir-lhe meus parabéns? Será a idade? Um lapso? Tive uma dia atípico?

Bem, a verdade é que eu até lembrei. Passei o dia inteiro repetindo como um mantra: “Tenho que ligar pro Seu Bira. Tenho que ligar pro Seu Bira…”, mas acabei deixando pra mais tarde e… vocês já sabem. Acontece com quase todo mundo. Findei esquecendo.

Então, Sr. Bira, este finzinho vai pra você. Foi mal ter esquecido de dar os parabéns no seu dia. Ato falho (ou seria ato Fialho?) que tento corrigir por meio deste texto.

Feliz aniversário.

…atrasado.