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Coluna do Novo Jornal – 084 – Esporro – A cultura do underground – 31.03.2012

abril 26, 2013

Esporro – A cultura do underground

18 Capa Esporro FECHADA

Em 1998, num show de rock na Ribeira, conheci uma banda carioca de hardcore chamada Jason. Seus integrantes, Flávio Flock, Vital e Leonardo Panço viajavam pelo Brasil em longas turnês e o nordeste era uma das regiões mais frequentadas pelos músicos. As músicas do grupo, que misturavam bom humor e ferinas críticas sociais logo conquistaram a mim e um grupo de amigos próximos, convertendo-nos em fãs e levando-nos a voltar à Ribeira sempre que a banda vinha dar com os costados em Natal.

Anos depois, em 2004, por citar a banda em meu primeiro livro, “Verão Veraneio”, o guitarrista Leonardo Panço, que também é jornalista e escritor, quis me conhecer pessoalmente no recém-inaugurado Centro Cultural Dosol, na Rua Chile. Trocamos livros. Dei-lhe um exemplar do “Verão” e ele me deu o “2001: uma odisseia na Europa” com os relatos de uma turnê de 60 shows que o Jason fizera pelo velho continente. Papo vai, papo vem, a confluência de trabalhos e as correspondências trocadas nos anos seguintes nos levaram a cogitar que seu próximo livro fosse lançado pela Jovens Escribas, editora que mantenho desde 2004 com outros autores amigos.

Em 2008, Panço publicou o livro de crônicas “Caras dessa idade já não leem manuais.” Infelizmente, sem a participação da nossa editora, pois passávamos por um ano de poucos lançamentos e não tivemos capital para bancar a publicação, ainda que em parte. Quando li o livro depois de pronto, o arrependimento bateu forte. “Caras dessa idade…” é um excelente livro de crônicas, escrito por um autor fora do esquema de grandes editoras, dono de um pensamento claro e articulado, propondo reflexões e ideias sobre a vida, o cotidiano e as escolhas que fazemos. Ainda tive a oportunidade de escrever a orelha do livro e assumi o compromisso com o Panço de ajudá-lo no seu próximo livro, o “Esporro”, um relato sobre o underground carioca do início dos anos 90.

O livro saiu há alguns meses, no final de 2011, e a Jovens Escribas ajudou a pagar a edição, além de contribuir com alguns trechos da turnê de lançamentos do livro, ocorridos em 26 cidades de todo o Brasil. Afirmo com segurança que esta foi uma das publicações mais importantes dos 7 anos da nossa editora. A obra promove um registro histórico de uma época em que a cultura alternativa fervia no Rio de Janeiro, mas longe dos holofotes, criando as condições ideais para o surgimento de uma nova cena roqueira brasileira, cujos maiores expoentes, “O Rappa” e “Planet Hemp”, ganharam fama e fortuna.

“Esporro” conta a histórias de bandas como o “Gangrena Gasosa”, “Poindexter”, “Soutien Xiita”, “Piu piu e sua banda”, “Funk Fuckers”, “Zumbi do mato” e várias outras que viveram intensamente aquela primeira metade de década, lutando com todas as armas contra as intempéries da vida de artista no Brasil, ainda mais para músicos underground, deixando um enorme rosário de histórias não contadas e que precisavam de um narrador à altura que as reunisse e trouxesse ao conhecimento público.

Graças ao livro, todos podem agora conhecer a trajetória da banda “Gangrena Gasosa” formada por metaleiros que concluíram que muito melhor do que falar do Diabo em suas letras, poderiam citar nomes da cultura afro-brasileira como exu-caveira, pomba gira e diversos elementos do Candoblé, Umbanda e outras crenças. A banda tinha o hábito de roubar despachos de macumba e jogar no público durante os shows. Algumas de suas canções como “Saravá Metal”, “Welcome to terreiro” e “Se Deus é 10, Satanás é 666” já chamam a atenção a partir do título. Sátiras a fortes referências roqueiras como “Toops of Olodum” (o “Sepultura” tem a música “Troops of doom”), “Benzer até morrer” (“Beber até morrer” do “Ratos de porão”) e “Smells like a tenda espírita” (nome de um CD que fazia alusão à canção “Smells like teen spirit” do Nirvana).

A banda não obteve a projeção que muitos esperavam. B Negão e Marcelo D2 afirmam no livro que a ficha caiu de que eles estavam ficando famosos num dia em que foram citados pelo vocalista do Gangrena, Ronaldo Chorão, num show no Circo Voador. Porém, a carreira de músicos bem sucedidos não se tornou uma realidade para aquele grupo. Como se sabe, além de competência e talento, para alcançar a fama é preciso uma boa dose de sorte. E sorte é tudo o que não se deve esperar quando se rouba despachos de macumba para jogar nas pessoas.

Outro intrépido conjunto que aprontou muito naqueles primórdios de década foi “Piu Piu e sua banda” que, além de tocar um rock doidão que explorava os limites da irreverência, aliava o som a performances memoráveis em que nada era excessivo e tudo, absolutamente tudo era permitido. Os integrantes sempre se fantasiavam de forma esdrúxula. Certa vez, Piu Piu se vestiu de baiana e distribuiu “docinhos” envolvidos em papel laminado para o público. Ao abrirem o mimo, os enojados fãs perceberam que os quitutes eram, na verdade, cocô de cachorro.

Em outra oportunidade, o grupo levou um bode e um ganso para o palco. O bode fez xixi e o ganso saiu atacando as pessoas. Aliás, por falar em xixi, havia uma música em que o vocalista mijava num copo e bebia o produto de tal ação ali mesmo, na frente de todos. Também era normal que ele tirasse toda a roupa e promovesse espetáculos pirotécnicos nos quais ateava fogo numa guitarra e até no próprio corpo. Piu Piu nunca alcançou qualquer projeção que fosse muito além da zona sul do Rio, mas suas peripécias inacreditáveis estão agora registradas pelo contemporâneo de palcos, Leonardo Panço.

As muitas viagens de bandas como o “Beach Lizards” e o advento da “Família Hemp”, espécie de irmandade que abrangia “Funk Fuckers”, “O Rappa”, “Planet Hemp”, entre outras, além do início da carreira artística de Marcelo D2 em tempos de vacas muito magras também constam no livro. Entre os palcos nos quais os jovens se apresentavam, o “Canecão” e o “Circo Voador” figuram em alguns trechos, mas o grande cenário que serviu de incubadora para as bandas foi o lendário “Garage”, citado em boa parte do livro como o grande trampolim de toda aquela turma para as suas pequenas (ou grandes) conquistas. Para se ter uma ideia, D2 chegou mesmo a morar no lugar, dormindo no palco e trabalhando como vendedor de camisetas.

A publicação de “Esporro” pela editora inaugurou um ciclo feliz de publicações roqueiras. Em 2012, deveremos publicar a história do coletivo “Dosol” contada pelo produtor Ânderson Foca. As histórias contadas por Leonardo Panço mostraram o quão é importante para a memória cultural do país que tais episódios sejam escritos. Fico muito feliz em ter ajudado a tornar este livro uma realidade e espero que muitos outros tão divertidos quanto ele possam surgir. É o velho e bom Rock and Roll nos brindando com os melhores causos do show business, mesmo que nem sempre role tanto business assim.

Coluna do Novo Jornal – 083 – Secretário Mano Celo – 24.03.2012

abril 22, 2013

Secretário Mano Celo

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Mano Celo por Rafael Coutinho

 

Quando a nova prefeita assumiu, decidiu dar uma sacudida geral na administração municipal. Fazia-se necessário preparar o terreno para uma nova era de eficiência na gestão e maior identificação da população com o poder público municipal. A ordem era criar um conceito mais leve de governo, capaz de cativar as pessoas, assim como havia feito a então candidata nos meses anteriores.

Para por em prática tal estratégia, era preciso também apagar o passado recente das memórias dos natalenses. Todas as realizações dos últimos 6 anos deveriam ser encobertas. Os projetos iniciados seriam descontinuados ou rebatizados, ganhando novas embalagens e logomarcas muito bem boladas pelo marketing da prefeitura e relançados com o status de novos e revolucionários programas elaborados para melhorar a qualidade de vida da população.

Uma das iniciativas em pauta era a reformulação das secretarias do município. Seria preciso extinguir algumas, criar outras, fundir várias e, as que permanecessem, mudariam de nome. Os meses foram se passando, depois 1 ano, 2 anos e nada da tão falada eficiência ou modelo de gestão. Para tentar corrigir o rumo da administração, cabeças voaram nas secretarias, nomes eram trocados todos os meses. Os secretários eram demitidos e outros eram chamados para ocupar seus lugares. A prefeita já se aproximava do seu último ano de gestão quando veio a ideia, sempre oportuna, de algum aspone de plantão, de criar a “Secretaria da Juventude”, que funcionaria como uma ponte entre a prefeita e os jovens natalenses, além de servir como instrumento de marketing, uma vez que a novidade deveria atrair a atenção da imprensa, da população e gerar ótimas chamadas publicitárias para rádio e TV. Uma prefeita que se preocupa com os habitantes de menos idade, na verdade, está pensando no futuro do município.

A questão era: qual o melhor nome para ocupar tal cargo? Quem reuniria os requisitos necessários para ocupar o posto? Que jovem teria coragem, talento, desenvoltura, articulação e popularidade para desempenhar o papel? Tal pessoa deveria também, importantíssimo!, atender a uma conveniência política e econômica.

Foi então que alguém lembrou do filho do empresário Maurício Dutton, um dos maiores financiadores da campanha da Prefeita. A indicação do filho para secretário da juventude acalmaria um pouco os ânimos do homem de negócios que, segundo se comentava, não andava muito satisfeito com o retorno obtido dos investimentos realizados na campanha eleitoral. Para ele, a prefeita e sua equipe não haviam se mostrado agradecidos com sua valiosa ajuda durante o pleito passado. Ou seja, aquela seria uma solução para vários problemas de uma vez. Uma oportunidade de matar dois coelhos com uma caixa d’água só. Que chamassem o filho do Sr. Maurício.

Marcelo Maurício Rodrigo De Paula Faria Dutton parecia ser o nome perfeito para o cargo. Não só pela ascendência nobre, mas também por sua militância social e artística local. Após decidido o nome a ocupar a cadeira de secretário, era preciso elaborar as atribuições institucionais da nova pasta. E também um nome que chamasse a atenção das pessoas para a seriedade da empreitada. Afinal, só porque se tratava de uma ação identificada com o público jovem, não precisava chamar-se pura e simplesmente “Secretaria da Juventude”. Um nome mais composto, formado por uma sigla nova, daria o equilíbrio necessário entre o despojamento juvenil da secretaria e o profissionalismo exigido por uma administração que se dá ao respeito. Com isso, o nome da Secretaria da Juventude seria: “Secretaria Especial Futuro Unificado Da Educação Urbana”. A sigla seria SEFUDEU.

No dia seguinte, pela manhã, já estavam lá na sede da prefeitura, para uma reunião com o secretário chefe da casa civil. Definiu-se que o discurso a ser ensaiado e comunicado à imprensa e população era que o secretário Mano Celo seria responsável pela realização de programas voltados para a inserção dos jovens no mercado de trabalho por meio da arte, do esporte e da capacitação laboral. O Mano, que havia resistido até o último momento, em participar daquele encontro, começou a gostar muito daquela história toda de ajudar os outros e dar aos jovens a oportunidade de vencer na vida.

No seu primeiro dia de expediente à frente da SEFUDEU, procurou reunir sua equipe a fim de conhecer seus colegas de trabalho, expor ideias e traçar os planos de atuação. Qual não foi sua surpresa ao descobrir que, dos 134 servidores lotados na secretaria, nomeados pelo Diário Oficial do Município, apenas 2 trabalhavam efetivamente no prédio: a secretária que atendia aos telefonemas e a copeira que trazia café e água para as visitas. O Mano pegou a lista de funcionários que, supostamente, estariam a sua disposição e logo estranhou vários sobrenomes conhecidos. Eram parentes de vereadores, deputados estaduais e empresários que, assim como o seu pai, ajudaram a prefeita a se eleger.

O Mano não desanimou. Imaginou que, assim como ele, a maioria daqueles nomes havia sido nomeada por politicagem, mas que sentiriam autêntica satisfação em trabalhar pelo bem das pessoas que mais precisam, realizando um grande trabalho em prol da sua cidade. De posse da lista, pediu à secretária que ligasse para todos, convocando para uma reunião de trabalho, na qual seriam divididas as funções de cada um e elaboradas as metas da secretaria. Era preciso deixar claro a todos que o trabalho realizado por eles seria muito importante para o bem da juventude natalense e essencial para a população mais.

Na manhã seguinte, o Mano Celo já estava na sala de reuniões, aguardando os servidores para que pudessem iniciar os trabalhos da Secretaria da Juventude (SEFUDEU). No entanto, ninguém apareceu. Em vez dos funcionários, quem entrou na sala foi a secretária com um documento que ordenava a exoneração do secretário. A chamada que ele deu nos filhos de políticos e empresários para que eles efetivamente trabalhassem, exercendo os empregos concedidos a eles, foi tomada como um insulto, uma afronta, ofensa das mais graves e indesculpáveis. Todos eles reclamaram aos seus padrinhos políticos que transmitiram suas insatisfações à prefeita. O resultado foi a demissão do Secretário Mano Celo, mais uma vítima da permanente reforma do secretariado da prefeitura. Em seu lugar, entraria uma garota que havia ganho notoriedade na cidade como “rainha do Twitter” e cuja trajetória se resumia ao mais autêntico puxa-saquismo virtual nas redes sociais.

O trabalho do Mano Celo como secretário da prefeitura durou exatas 24 horas e, mesmo assim, foi considerado como um dos melhores daquela desastrada gestão.

 

Coluna do Novo Jornal – 082 – Meu padrinho Rubro-negro – 17.03.2012

abril 3, 2013

Meu padrinho rubro-negro

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Meu padrinho se foi na manhã de sábado. Derrapou numa curva de Pium para não mais figurar no mundo dos vivos. 77 anos, acho que era essa a idade. Morreu um ano após minha madrinha que sofreu uma queda em casa ano passado. A velocidade com que as coisas se deram no dia de sua morte é estarrecedora. Recebi o telefonema com a notícia às 9h da manhã. O velório começou às 15h, missa às 16h, de forma que às 18h ele já estava enterrado. Muito rápido. Não valemos nada. Podemos estar aqui vivendo nossas vidas pueris e, de uma hora para outra, não estarmos mais. Lembrei-me de uma frase dita por um personagem do livro “O caso Morel” de Rubem Fonseca: “A morte do meu pai me ensinou duas coisas: eu estou vivo; e isso não vai durar muito tempo.”

No dia de sua morte, minha mãe, que é irmã dele, me disse que a crônica de dois sábados atrás, “Foi observando os meus grisalhos das têmporas”, era como uma homenagem a ele. Achei curiosa a coincidência. Sincronicidade Junguinana? Será? Desde criança, meu padrinho era foi minha referência de cabelos brancos. Ele tinha aquela cabeleira incolor desde sempre. Não foi pra ele que escrevi a crônica, mas gosto de pensar que poderia ter sido uma última homenagem.

Nascido de uma família humilde de Caicó, junto com outros 5 irmãos e 3 irmãs, prosperou como muitos daquela cidade. Com a ascendência judaico-cristã nas veias e uma tradição forte na educação de qualidade, os caicoenses nasceram para dominar o mundo. São inteligentes, envolventes, exímios negociantes, expansionistas e trabalhadores. Meu padrinho, que se chamava José Augusto Dias, é um bom exemplo. Mudou-se para o Rio de Janeiro, enriqueceu, constituiu família composta de numerosa prole de filhos e netos. Depois voltou a Natal e a Caicó. Vivia entre as duas cidades, entre o sítio no interior e uma casa de praia em Barra de Tabatinga.

Para mim, o meu tio recém-falecido será sempre lembrado como alguém que deixou marcas indeléveis na formação de minha personalidade. Foi ele o grande responsável pela paixão que tenho pelo futebol e, mais especificamente, o Clube de Regatas do Flamengo. Lá no Rio, ele frequentava o clube, era amigo de conselheiros importantes e, no início dos anos 80, em meio a uma comemoração de título ligou para minha  casa para falar com meu irmão. Quando Marquinhos atendeu, ele disse: “Peraí que tem um cara aqui que quer falar com você.” Era Zico. Dizendo ao meu irmão que ele deveria torcer pro Flamengo. Não havia nada que meu pobre e vascaíno pai pudesse fazer para reverter a situação.

Meu irmão fez a escolha certa e assegurou-se que eu trilhasse o mesmo caminho de sucessos e celebrações. Recordo-me bem que, em 1986 houve um pênalti decisivo contra algum dos liliputianos rivais cariocas do Mengão. Zico bateu e fez o gol. Naquele mesmo ano, tinha ocorrido aquela eliminação escrota na Copa do México e meu irmão me ensinou: “Aprenda uma coisa. Brasil é o caralho! O importante é o Flamengo, entendeu?” Entendi. Senti-me culpado diversas vezes por gostar muito mais do Flamengo do que da Seleção. Culpa cristã. Depois descobri que a paixão clubística superar o apreço pelo selecionado é normal. No livro “A dança dos deuses – Futebol, Sociedade, Cultura”, que me foi presenteado por Adriano de Sousa, o autor Hilário Franco Júnior explica que o amor que sentimos pelos clubes decorre de uma identificação profunda e duradoura, uma vez que vivemos o seu dia-a-dia, nos habituamos aos jogadores, nos afeiçoamos a todos os aspectos referentes a eles, enquanto os escretes nacionais só se reúnem muito de vez em quando.

Tio Zé Augusto sabia das coisas. Um bem material se acaba, mas um sentimento de amor verdadeiro, como o sentido por um clube de futebol, não. Até hoje, não sei se foi ele também o responsável, mas toda a minha geração de primos, filhos dos seus irmãos: Rafael Dias, Adauto Neto, José Dias Neto, entre outros, também são Flamengo.

Depois da infância, afastei-me das famílias. Tanto os tios maternos quanto os paternos passaram a ser apenas nomes citados em casa por mainha. Eu andava ocupado. Lia livros, via filmes, jogava bola (ou pelo menos tentava), aprendia a beber, paquerava as meninas, ia à praia, frequentava as faculdades de comunicação, ouvia Rock na Ribeira. Não havia tempo nem maturidade suficiente para conviver com tios e toda aquela legião de primos.

Nos últimos anos, porém, houve uma reaproximação. Meu padrinho ficou sabendo que andei publicando uns livros. Ficou orgulhoso. Saímos para jantar ou almoçar algumas vezes e, quando andei viajando, ele guardava os jornais com as notícias de títulos do Mengão. Costumávamos nos falar com certa frequência por telefone, sempre marcando de almoçar ou jantar “qualquer dia desses”.

Não deu. Uma curva privou o mundo do meu padrinho rubro-negro. Ele não viu a vitória do Fla-Flu de domingo passado. Quando, antes da partida, anunciaram 1 minuto de silêncio, fiquei imaginando que era por causa dele.

Sábado passado foi ele. Um dia seremos nós. O que a gente faz no intervalo de tempo entre o agora e o momento derradeiro é o que vai fazer a diferença. Que até lá, sobrevivamos. Vai em paz, Zé Augusto. Você vai deixar saudades.

Lançamento: Escribas em Cena – Nesta quinta-feira – 04.04.2013

abril 2, 2013

Será nesta quinta, pessoal. No Solar Bela Vista a partir das 19h.

Livros a R$ 10.

Clowns de Shakespeare +  Clotilde Tavres + Cláudia Magalhães.

Só alegria!

Cliquem na imagem abaixo para verem em tamanho decente:

Cartaz-A3