Lançamento de Pássaro sem sono – Nei Leandro de Castro – Orelha

Sobre “Pássaro sem sono” – Nei Leandro de Castro

Conforme já anunciei ontem, teremos o lançamento do novo livro de Nei Leandro de Castro nesta quinta-feira. Para aquecer um pouco e despertar a curiosidade de alguns, publico a orelha do livro e um breve perfil do autor com sua bibliografia de ficção.

Cartaz

 

Orelha de Pássaro sem sono:

O conto é um dos mais fascinantes estilos literários. Segundo Julio Cotazar, o que difere um romance de um conto é que no primeiro se vence por pontos, enquanto num conto, a vitória é por nocaute. Inapelável. Talvez tenha sido a sede de tornar-se vitorioso em outra seara que incentivou Nei Leandro de Castro, autor de tantos e memoráveis romances, a arriscar-se no terreno das narrativas breves e nos brindar com os contos deste “Pássaro sem sono”.

Nas histórias aqui reunidas, um ponto em comum: o erotismo. É a sensualidade utilizada como importante recurso a estabelecer tensão entre os personagens. O termo “erótico” vem do grego (Erotikós) e significa “relativo ao amor ou inspirado por ele”. O erotismo expressa, portanto, a naturalidade do desejo sexual, conforme pode-se notar nas histórias aqui reunidas. Nelas, o desejo, a vontade, os impulsos incontidos de cada um não são gratuitos, mas partes de um enredo que transmite valor literário às histórias magistralmente contadas pelo autor.

A publicação de “Pássaro sem sono”, aliás, vem em muito boa hora. Num momento em que a literatura comercial explora o erotismo de forma tão penosa e vulgar, este livro vem cumprir a nobre missão de redimir um estilo tão desvalorizado e vítima dos mais vis preconceitos. Os contos deste livro se diferem de algumas publicações recentes por não sofrerem de uma nefasta fixação pelo secundário. Pelo contrário, eles se valem primeiramente de histórias bem contadas, narrativas bem escritas, personagens interessantes.

Cabe agora a você, amigo leitor, apreciar a leitura dos contos a seguir e testemunhar de perto a vitória por nocaute de Nei Leandro de Castro.

***

Nei Leandro de Castro

20.10.2011 - Mais Siciliano Midway (13)

Nei Leandro ao centro, entre Pablo Capistrano e eu.

Nei Leandro de Castro nasceu em Caicó (RN), em 1940. Viveu em Natal e no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. Trabalhou como redator e diretor de criação em algumas das principais agências de propaganda do país. Foi colaborador do semanário “O Pasquim” e escreveu resenhas literárias para “O Globo” e “Jornal do Brasil”.

Publicou os romances “O dia das moscas” (1983, com reedição em 2008), “As pelejas de Ojuara” (1986, com reedições em 1991, 2002 e 2006, adaptado para o cinema no filme “O home que desafiou o diabo”), “As dunas vermelhas” (2003, com reedição em 2013) e “A fortaleza dos vencidos” (2009).

Na poesia, lançou os livros “O pastor e a flauta” (1961), “Voz Geral” (1964), “Romance da cidade de Natal” (1975, com reedição em 2004), “Feira livre” (1975), “Canto contra canto” (1981), “Zona erógena” (1981), “50 sonetos de forno e fogão” (1982, em parceria com Celso Japiassu), “Musa de verão” (1984), “Era uma vez Eros” (1993), “Diário íntimo da palavra” (2000) e “Autobiografia” (2008).

Também publicou o livro de ensaio “João Guimarães Rosa – Universo e vocabulário do Grande Sertão” (1970, com reedição em 1982, vencedor do prêmio de melhor ensaio concedido pelo Instituto Nacional do Livro) e a coletânea de crônicas “Rua da estrela” (2010).

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