Archive for the ‘Pessoal’ Category

Lançamento da JOVENS ESCRIBAS no Rio de Janeiro – 25.03.2014

março 24, 2014

Lanç RJ - Fialho

Amanhã (terça – 25 de março de 2014), a Editora Jovens Escribas vai lançar os livros de 3 autores no Rio de Janeiro. São Eles, Leonardo Panço, Nei Leandro de Castro e Carlos Fialho. O evento faz parte da nossa turnê pelo sudeste em comemoração aos 10 anos de atividades empreendidas por nossa editora e pelo coletivo de autores que arregimentamos em torno dela.

Após um bem sucedido evento em BH no sábado, agora é a vez dos leitores cariocas receberem nossa visita.

Serão levados ao Rio, os livros “Esporro” e “Caras dessa idade já não leem manuais” de Leonardo Panço; “As Dunas Vermelhas”, “Pássaro sem sono”, “O Dia das Moscas” e “50 anos de poesia” de Nei Leandro de Castro; “As maiores mentiras do verão” e “Não basta ser Playboy. Tem que ser DJ!” de Carlos Fialho.

Quem estiver no Rio nesta terça, dá uma passada lá no bar e restaurante DESACATO, no Leblon. Vários escritores e amigos da editora residentes na cidade estarão lá pra prestigiar.

Desacato-Bar-629x472 Desacato-Bar-e-Restaurante-629x472

E quem quiser aproveitar, poderá adquirir os vários livros lançados e vendidos na noite por preços promocionais.

Lanç RJ - Panco Lanç RJ - Nei

 

Lançamento da JOVENS ESCRIBAS em Belo Horizonte – 22.03.2014

março 21, 2014

Atenção, BH! Neste sábado, haverá lançamento duplo da EDITORA JOVENS ESCRIBAS na cidade. Sérgio Fantini e Carlos Fialho estarão juntos lançando, respectivamente, “A ponto de explodir” e “Não basta ser playboy. Tem que ser DJ!”. O público leitor poderá ainda, encontrar todos os livros já publicados pela editora de Fantini, Fialho e de Ana Elisa Ribeiro, autora convidada a conduzir um papo e que também já lançou pela JE.

Apareçam, se forem de BH, ou divulguem para amigos de lá caso conheçam pessoas que gostem de literatura e residam na capital mineira.

O lançamento faz parte da primeira etapa da #JovensEscribasWorldTour que levará autores da editora para lançamentos em diversos estados brasileiros. Ainda neste mês de março, além de BH, eles estarão  no Rio e em São Paulo.

Lanç BH - Fialho Lanç BH - Fantini

Cartaz Promocional - BH - Reduzido

10 anos de JOVENS ESCRIBAS – Parte 01 – Verão Veraneio – O livro da estação.

março 18, 2014

1 Capa Verão Veraneio FECHADA

Verão Veraneio – O livro da estação.

Enquanto as conversas com os outros 3 autores caminhavam para o surgimento do selo Jovens Escribas, eu continuei escrevendo crônicas de humor para compor o meu primeiro livro. Já havia decidido qual nome dar à iminente publicação: “Verão Veraneio – Crônicas de uma cidade ensolarada”.

Fui reunindo textos e fazendo, empiricamente, o trabalho de auto-edição que, mal sabia eu, marcaria bastante minha vida dali pra frente. Quando Modrack Freire, diretor de arte que já havia concluído o logotipo do selo, se ofereceu para fazer o livro, começamos a imaginar como poderia ser a capa. Logo criamos uma imagem em nossa tempestade cerebral: a foto de um baldinho de criança à beira mar sendo utilizado para gelar cerveja, unindo a inocência presente na leveza das crônicas com a irreverência do humor também bastante característico nos textos. Na quarta capa, haveria outra foto: uma trave de “mirim” deixada de lado com o chão impecável em torno dela. Como se os jogadores não tivessem algo melhor para fazer naquele dia (beber, paquerar, curtir) do que jogar futebol. O fotógrafo convidado a fazer os cliques foi Giovanni Sérgio, mago das lentes, ídolo de longa data.

O fotógrafo Giovanni Sérgio - lindo e competente.

O fotógrafo Giovanni Sérgio – lindo e competente.

Com a direção de arte, diagramação e fotos garantidas, precisava batalhar agora um nome relevante que topasse assinar as orelhas da obra. Tinha que ser alguém reconhecido na literatura, de forma que o livro chegasse às pessoas com algum respaldo importante. Meu pai, em conversa com François Silvestre, chegou à conclusão que eu poderia procurar Nei Leandro de Castro, uma vez que eram muito amigos desde os tempos em que a Ditadura Militar os perseguira e prendera algumas décadas antes. Procuramos Nei que, num primeiro contato por e-mail, disse-me com sinceridade que só escreveria se gostasse do que lesse. Fiquei muito animado com a possibilidade e lhe entreguei o material impresso e encadernado em mãos, numa de suas vindas a Natal, naquele ano de 2003.

Nei Leandro de Castro

Nei Leandro de Castro

Menos de uma semana depois, Nei Leandro me escreveu. Sua mensagem veio repleta de elogios e terminava com sua concordância em escrever a orelha. Em mais alguns dias, o texto estava em minha caixa de entrada de e-mail. Em alguns trechos mais lisonjeiros, Nei dizia o seguinte:

Carlos Fialho me surpreende. Primeiro, por sua precocidade. Segundo, porque as suas crônicas são bem escritas, docemente sacanas, inteligentes, e nos dá a certeza de um escritor, que não há de ficar nos limites da crônica.

Os textos deste livro têm a idade e a linguagem  de um garotão bem resolvido com ele mesmo. Os temas  – gírias regionais, porres, rock, vídeo-game, paqueras, Natal, cinema, carnatais, carnavais, etc. – são tratados com graça e ironia, leveza e fino senso de humor.

Carlos Fialho, cronista, precoce, publicitário, devorador de livros, autor das crônicas deliciosas deste Verão veraneio, vai chegar lá. Esse garoto vai longe.

Além de Nei, procurei um autor adequado para o prefácio. Não precisava ser famoso, mas que tivesse um estilo mordaz e bom humor, de forma a combinar com o conteúdo do livro. Escolhi meu ex-colega de faculdade, George Wilde, que fez um texto preciso, de acordo com o que eu pretendia. Destaco uma pequena parte:

Ao ler o livro, descobri que dentro de Fialho existe algo grandioso: a sua percepção em relação ao nosso dia-a-dia. Afinal, poucas pessoas conseguem sair do círculo da rotina para perceber o verdadeiro circo em que vivemos.”

George Wilde - o homem do prefácio

George Wilde – o homem do prefácio

A campanha publicitária foi elaborada com alguns títulos bem humorados, bem ao estilo do livro.

anuncio verissimo

Anúncio que a Art&C, agência onde eu trabalhava, fez no dia do lançamento.

Anúncio que a Art&C, agência onde eu trabalhava, fez no dia do lançamento.

 

A assessoria de imprensa contou com indicações de colegas do curso de Jornalismo da UFRN. Minha primeira entrevista foi concedida a Marcílio Amorim (Jornal de Hoje) e a segunda a Hayssa Pachêco do Diário de Natal.

2004 - VV - JH1

Mas a maior responsável pela divulgação do meu primeiro lançamento não era a imprensa nem a publicidade. Quem promoveu o evento a ponto de transformá-lo em sucesso foi minha mãe, Lurdete. Quando percebeu que era sério mesmo “essa história de livro”, arregaçou as mangas e telefonou pra cada parente, cada amiga, cada conhecido, reforçando bastante a frequência de presentes na noite de Verão Veraneio. O local escolhido foi a AS Livros do Praia Shopping, uma livraria acolhedora que tinha como gerente Cícero, um cara que dava bastante espaço a autores locais. O saldo da noite foi um estrondoso sucesso (163 livros vendidos) num ambiente preenchido de amigos, parentes e colegas de trabalho. Só a partir do segundo livro, essa frequência seria reforçada por leitores.

Quanta gente veio ver!

Quanta gente veio ver!

A noite foi tão agradável que Patrício Jr., que escrevia um blog, publicou uma postagem falando de como fora legal o evento (a qual reproduzo no fim desta publicação). Foi um belo cartão de visitas, indicativo do que estaria por vir num futuro não tão distante e também das possibilidades de crescimento e expansão que o então selo editorial acabaria por aproveitar com o passar dos anos.

“Verão Veraneio – Crônicas de uma cidade ensolarada” trazia 5 capítulos. No primeiro, “Galado e outras palavras”, havia temáticas mais gerais. Entre elas, alguns textos merecem destaque como “Galado” que me notabilizou em muitos rincões da Internet e “A Loja de Inconveniência” que até hoje se mantém como um dos meus preferidos. No segundo capítulo, “Cruvinel – o bom de bola”, apresento um personagem que me acompanhou com o passar dos anos e que, mês que vem, ganhará livro próprio. No terceiro, “Mano Celo”, nascia o protagonista do meu livro mais vendido até hoje e que, ano que vem, ganhará mais uma publicação caprichada com todas as suas histórias reescritas. Em seguida, vinha “Vi e gostei” com crônicas sobre cinema. Para fechar, o capítulo mais legal do livro: “Aconteceu no verão” com as histórias pertinentes ao tal “Verão Veraneio” que dá título ao livro.

E assim foi dado o pontapé inicial para a, hoje decana, editora JOVENS ESCRIBAS. Continuem acompanhando aqui nossa história. Detalhe: o livro esgotou sua primeira tiragem em apenas 4 meses. 

NO PRÓXIMO TEXTO: LÍTIO – PATRÍCIO À FLOR DA PELE

***

BÔNUS: POST DE PATRÍCIO NO SEU BLOG PESSOAL – O PLOG

06/02/2004 

há vida inteligente
no mercado publicitário

Quem trabalha com publicidade sabe: de tempos em tempos, tem uma “festa do mercado”. Tais eventos, sempre patrocinados por veículos, fornecedores, clientes ou ambos, têm por maior finalidade embebedar todo mundo, calar a boca de quem está perscrutando que o ano foi ruim e, por residual, reunir profissionais para um bate-papo informal. Pois é, parece um paraíso, mas tais “festas do mercado” haviam se tornado um verdadeiro transtorno. Passo o dia todo numa sala falando/fazendo/refazendo/desfazendo/tentando fazer publicidade. A última coisa de que preciso é estender esta missão ao meu happy-hour. Como prova de que nem tudo está perdido, houve esta semana o lançamento do livro de Fialho, “Verão Veraneio”, que não pretendia ser uma “festa de mercado”, mas acabou sendo por reunir exatamente as mesmas carinhas de sempre. O que me surpreendeu foram os temas das conversas. Ninguém, por exemplo, me perguntou “Como é que está la’?”. Ok, tudo bem, uma pessoas me perguntou isto, mas o assunto morreu quando eu respondi “Lá onde?”. Uma pessoa a noite inteira. Nada mal. Em outras “festas de mercado”, a famigerada pergunta “Como é que está lá?” é dita antes mesmo do “Tudo bem, broder?”. Já é, praticamente, sinônimo de oi. No lançamento de “Verão Veraneio”, porém, tudo foi diferente. Fialho conseguiu a façanha de reunir as mesmas pessoas de sempre fazendo, no entanto, com que todas soassem inéditas. Não sei se foi o fato de estarmos todos na AS Livros, rodeados de Dickens e Saramago e Proust e Pessoa e Machado e Camus. Birita? Claro que teve. Buffet? Sim, impecável. Bêbados chatos? Uh, nossa, e como! Mas estava tudo agradabilíssimo, tudo soando como um lançamento deve soar. Os temas conversados iam de autores consagrados a bandas de rock obscuras, sempre com tiradas inteligentes, observações pertinentes, risos na medida certa. Um éden para amantes do bom e velho papo construtivo como eu. Nunca gostei tanto das “pessoas do mercado”. O livro, graças aos céus, vendeu bem. Fialho, coitado, deve estar cheio de bolhas nos dedos de tantas dedicatórias escritas. E eu, exemplar autografado na mão, cheio de riso a caminho do estacionamento, concluí que a melhor das “festas do mercado” que eu já fui na minha vida foi o lançamento do livro do meu bróder. Mesmo que não tenha sido uma “festa de mercado”.

 

10 anos de JOVENS ESCRIBAS – Parte 00 – Não existem escritores jovens!

fevereiro 20, 2014

10 anos

Parece que foi semana passada. E, na verdade, foi. Semana passada, a Editora Jovens Escribas completou 10 anos de atuação. Hoje, são mais de 50 títulos lançados, muitas amizades adquiridas e algumas boas histórias pra contar. Pra começar, iniciemos do princípio.

Em fins dos anos 90, eu fazia duas faculdades de Comunicação Social. Pela manhã, fazia Jornalismo na UFRN e, à noite, Publicidade na UnP. Ainda encontrava tempo para estagiar à tarde e, nas horas vagas, para ver filmes, jogos e ler alguns livros legais. Naquele tempo, incentivado pela leitura de crônicas de Luís Fernando Veríssimo, decidi tentar escrever textos curtos e criativos, leves e bem humorados, sobre qualquer assunto, o mundo em geral e o cotidiano em particular. Passei a colaborar com o zine, AZ Revista que revelou grandes nomes da comunicação como Caio Vitoriano, George Rodrigo, Paulo Celestino e Cristiano Medeiros.

3MegaCam

Já na década seguinte, em 2001, fui passar uma temporada no Rio de Janeiro, para fazer um curso de especialização em redação publicitária. Nos primeiros tempos de Rio, eu frequentava a ESPM à noite e tinha o dia inteiro livre, pois só vim estagiar seriamente quando faltavam uns 4 meses para voltar a Natal. Dediquei-me então à leitura e à escrita de crônicas como exercício criativo.

Neste contexto, escrevi uma crônica chamada “Galado” que versava sobre este tão pitoresco termo do coloquialismo natalense. Envie o texto por e-mail para alguns amigos e, para minha surpresa, fez um estrondoso sucesso. Logo, o e-mail foi reenviado incontáveis vezes e minha autoria se perdeu pelo caminho. Senti, então, a necessidade de “registrar” meus escritos de alguma maneira. A princípio, procurei os jornais locais, mas ninguém queria publicar os textos de um estudante. Ainda mais um que tinha um palavrão por título. Tomei então uma decisão importante, que mudaria minha vida anos mais tarde: publicaria um livro com minhas crônicas.

Entre 2001 e 2003, reuni e selecionei cerca de 50 textos. Submeti-lhes à leitura sempre cuidadosa e sincera de Nei Leandro de Castro, que pediu para ler antes de aceitar (ou não) escrever a orelha. No fim do ano, o arquivo com o livro já estava sendo trabalhado pelo diretor de arte Modrack Freire. Neste meio tempo, porém, uma questão me veio à mente. Quando, em conversas informais, as pessoas sabiam que eu estava preparando um livro de minha autoria, costumavam dizer: “Que legal! Não existem escritores jovens, né?”

Os 4 SP

Comecei a pesquisar e percebi que as pessoas tinham razão. Os jovens estavam publicando em blogs, sites, fanzines e outras mídias populares na época, mas não livros. Procurei outros caras da minha idade (tinha uns 23 anos) que tivessem escritos em volume suficiente para se tornarem também livros. Dessa forma, com a ajuda da lei municipal de incentivo à cultura e de alguma empresa que pagasse bom volume de ISS, lançaríamos uma série de livros sob a égide de uma mesma marca, um selo editorial que legitimasse nossa coleção de publicações. 

O nome criado, JOVENS ESCRIBAS, remetia à junção do novo ao antigo, remetendo à infante energia cheia de vida e disposição dos jovens empreendedores da jornada e também à verve tradicionalista que não se satisfazia com as novas mídias, com os canais proporcionados pelo advento da Internet, mas que queriam sim ver suas criações impressas em papel, num formato padrão encapado, colado e costurado. O logotipo elaborado por Modrack Freire alude ao nascimento de novos escritos, pois traz um pingo de tinta como uma gota de esperma com o nome do selo editorial em seu interior.

O recrutamento dos companheiros de jornada não seria fácil. Era importante que nossa coleção de 4 livros tivesse gêneros distintos. Eu escrevia crônicas, então precisávamos de um contista, um poeta e, se possível, um romancista. O contista foi mais fácil, pois eu conhecia Thiago de Góes desde o colegial e sabia que ele andava escrevendo contos populares, influenciado pela leitura de autores brasileiros como Rubem Fonseca. Quando entrei em contato, ele me falou sobre um projeto que estava trabalhando que era a confecção de contos baseados em canções bregas. Gostei da ideia.

2012_05_22 Jovens Escribas Sinhá Casa da Ribeira Noite-55

O poeta e o romancista surgiram por indicação. Um amigo publicitário, Renato Quaresma me disse certa vez que um colega chamado Daniel Minchoni andava declamando poesias de sua autoria pelos calçadões de Ponta Negra. Procurei Mincha para falar do selo e perguntar se ele tinha interesse em publicar.

Por fim, Modrack me apresentou a Patrício Jr., um grande amigo seu que tinha acabado de escrever um romance que se chamaria “Lítio”.

Nos encontramos Daniel, Patrício e eu (Thiago mora em Fortaleza e quase nunca estava em nossas reuniões) e topamos construir o projeto juntos. No início, achávamos que publicaríamos aqueles livros de estreia e pararíamos por aí. Ou que até continuaríamos, mas com os livros seguintes lançados por outras editoras, grandes, do sudeste. Não tínhamos ideia de como este universo editorial do eixo Rio-SãoPaulo era fechado a poucos. Nem percebíamos que tínhamos acabado de conceber uma ideia muito mais forte e duradoura do que um simples e passageiro selo editorial. O simples fato de termos decidido fazer algo coletivo, juntando vários autores em torno de um objetivo em comum daria à Jovens Escribas uma força extra que se tornou o segredo de boa parte do nosso sucesso.

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Por essas falhas de avaliação iniciais, pode-se perceber o quanto éramos, de fato, jovens e ingênuos. Com isso, é possível compreender inclusive o nome de batismo do então selo editorial, que não levava em consideração que envelheceríamos rápido, que um dia publicaríamos autores já bem entrados nos enta e que nossa marca duraria bem mais do que uma embrionária coleção de 4 livros.

NO PRÓXIMO TEXTO: VERÃO VERANEIO  

A volta

fevereiro 17, 2014

A volta

Imagem

“A vida é feita de escolhas.” Quem me conhece sabe que este é um dos meus lugares comuns preferidos, ao qual sempre retorno e repito constantemente para expressar, de maneira simples e direta, os muitos dilemas que sempre surgem em nossos caminhos, como um eterno jardim borgiano de veredas que se bifurcam permanentemente.

Pois bem, nos últimos 2 anos, a vida me propôs alguns desafios bem desconcertantes. Intensifiquei as atividades da editora Jovens Escribas, lançando um número bem maior de publicações do que estava habituado. Comecei a prestar serviços para o SESC-RN na área de literatura, contribuindo com um projeto revolucionário realizado por eles chamado AÇÃO LEITURA. Foi aí que, no último dia de junho de 2012, minha mãe morreu, desencadeando toda uma série de sentimentos e obrigações inesperadas. Já em 2013, a agência de propaganda que mantinha com Arnaldo Araújo havia 5 anos, o Comitê Criativo fundiu-se com a Bora Comunicação numa negociação boa para todos que resultou numa das maiores agências da cidade. Resolvemos, então, criar uma empresa de interação. Nascia assim a Social, empresa que está sendo tocada por Andrei Gurgel. Lancei ainda 2 livros novos. Também foi em 2013 que construí uma casa para morar e que Nina e eu tivemos nossa primeira filha, Isabela.

Bem, com tantas coisas acontecendo freneticamente em minha vida, não deve ser surpreendente que eu tenha escolhido deixar de lado o blog. Aliás, precisei abandonar também as crônicas e, consequentemente, a coluna do Novo Jornal.

Entretanto, com muito trabalho, as coisas foram se acertando. A fusão das agências foi bem sucedida, as metas da Bora para 2013 foram alcançadas e 2014 promete ser o melhor ano da história da agência. A Social engrenou e deverá crescer exponencialmente nos próximos 12 meses. A AÇÃO LEITURA deverá entrar definitivamente para o calendário cultural de Natal. Meus livros foram lançados e estão distribuídos. As publicações da Jovens Escribas se manterão num ritmo acelerado pelo 4º ano consecutivo. A casa ficou pronta, a bebê está linda e saudável, Nina feliz, tudo em cima, agora que meu mundo está por fim organizado, faltavam ainda duas coisas: voltar a escrever crônicas e … atualizar este blog.

Agora, não falta mais. Estou voltando à escrita regular de textos literários e, a partir de hoje, voltarei mais uma vez a atualizar este espaço. Falarei de literatura, divulgarei lançamentos e eventos culturais, seguirei republicando cronologicamente todas as colunas do Novo Jornal, iniciarei uma série de postagens contando os 10 anos da Jovens Escribas a partir de cada livro publicado e outra contando “A verdadeira história dos Jovens Escribas”. Falarei das atividades literárias e das novidades sobre os livros em processo de elaboração. Também falarei de assuntos pessoais e, como não poderia deixar de ser, publicarei aqui minhas crônicas inéditas, uma vez que não estou mais ligado a nenhum jornal ou portal.

É isso, amigos. Sejam todos muito bem-vindos de volta. Desculpem a prolongada ausência. Temos agora, um encontro marcado aqui nesta página pessoal. Apareçam sempre.

Obrigado.

Carlos Fialho

Um pedido de desculpas aos médicos

julho 4, 2013

Bandeira Branca

Estimados médicos do RN, antes que se recusem a ler o que vem a seguir, tenho a satisfação de lhes informar que, sim: trata-se de um pedido de desculpas de alguém que sabe reconhecer os seus erros, seus excessos e a eventual utilização desastrada da linguagem em meio a um tema muito mais complexo do que se imaginava inicialmente.

Tampouco, gostaria de sair desta polêmica como vítima. Não sou vítima. Sei o que escrevi. Sou senhor de minhas palavras e arco com as consequências que elas possam ter. Escrevi, não nego, vocês leram e estou aqui para me retratar com os senhores, senhoras e senhoritas.

Na quarta-feira, 03 de julho de 2013, escrevi em meu Twitter 4 postagens ironizando a manifestação dos médicos. Peço desculpas pelas brincadeiras de mau gosto, uma vez que muitos tomaram como ofensa direcionada ao trabalho deles como um todo, à luta pela melhoria das condições de trabalho, à reivindicação de mais recursos para a saúde, todas lutas legítimas e que têm sim o apoio deste escriba como da absoluta maioria, para não dizer totalidade, da população.

Em seguida, para expor com clareza minha opinião, escrevi tweets sérios e ponderados tentando elucidar a questão. Um deles dizia: “…o fato novo que motivou o protesto foi a possibilidade da vinda de médicos de fora, pois os demais itens da pauta não são novidades.”

Mas aí já era tarde demais para entabular qualquer discussão de nível e os tweets sérios se perderam no turbilhão de ódio sectário que surgiu em minha TimeLine.

Aproveito esta postagem para esclarecer que sou favorável a todas as melhorias no Sistema Único de Saúde e nas condições de trabalho dos profissionais de medicina.

Tenho profundo respeito e admiração por cada um dos meus amigos e parentes, queridos e abnegados que abraçaram esta profissão repleta de sacrifícios e renúncias. Amigos, aliás, que entraram em contato comigo durante os dias de ontem e hoje, para chamar minha atenção, apontar os meus erros, indicar que me excedi e cumprir com o verdadeiro papel dos que me querem bem: dizer a verdade, mesmo que não seja a mais conveniente para o momento.

A estes amigos, assim como a todos os médicos desconhecidos que se sentiram atingidos ou ofendidos pelo que postei, peço profundas e sinceras desculpas. Porque as mesmas mãos que ontem digitaram zombarias imprecisas e equivocadas, hoje têm a humildade de reconhecer que errou e fazê-lo de público, para que todos possam ler, compartilhar e divulgar.

Por fim, todos devem reconhecer que junto com as minhas palavras, por mais desastradas que elas possam ter saído, emergiu do submundo onde se ocultava, sob o disfarce de cidadãos de bem, toda uma milícia de branco de índole agressiva, perfil intolerante e caráter violento. Se o resultado deste episódio foi o de revelar esses homens e mulheres prepotentes, que do alto da sua arrogância chegaram a ameaçar minha integridade física, rasgando o juramento de Hipócrates, e tentar prejudicar pessoas ligadas a mim, tenho a impressão que cumpri, mesmo que involuntariamente, o papel de desmascarar alguns indivíduos que precisavam mostrar quem eles verdadeiramente eram.

Não espero dessas pessoas que tenham a mesma atitude que estou tendo agora, a de pedir desculpas pelos excessos. Até porque, pelo nível das mensagens e o perfil demonstrado, não parece ser algo do feitio delas. Em todo caso, gostaria de dizer-lhes que este texto se dirige a toda a comunidade médica, menos a vocês, pois as demonstrações explícitas de ódio que vocês deram são muito piores do que qualquer piada, por pior que seja, vinda deste que faz essa postagem.

Vivemos tempos extremos, neste grande jardim de veredas que se bifurcam eternamente e nos conduzem por caminhos sinuosos e cheios de perigosas armadilhas. Uma delas é a intolerância à palavra livre, manifestada através da truculência dos que se incomodam com o que alguns escrevem.

Peço desculpas, não em resposta ao ódio de alguns, mas em reação à afeição e amizade de muitos: colegas da área de comunicação, minha esposa, amigos em geral, médicos inclusive, vários deles. Todos que me escreveram ou ligaram para me mostrar com doçura e argumentação racional que eu estava errado. Porque os que me agrediram e xingaram, estes só fizeram me dar razão. Felizmente, eles são poucos.

Escritos em 2011

dezembro 29, 2011

Este ano, entre uma publicidade e outra, consegui produzir alguns textos. Foram todos em formato de crônica. 50 ao todo. A grande maioria publicada no Novo Jornal, mas alguns também na Revista do versailles, no livro “Mano Celo de bolso” ou na Preá que sairá em 2012. Outros, porém, mantém-se inéditos para serem publicados em breve. Logo abaixo, segue a relação completa:

Escritos em 2011

50 Crônicas

1 – A última reunião de Dona Noilde

2 – Os imbecis (Henrique Castriciano)

3 – Fefeu

4 – Outrover

5 – Pinto & Rêgo Advogados Associados

6 – O Maconheiro Militante 3

7 – A Patricinha Cultural 3

8 – Somos todos filhos de Gogol

9 – Moleskine

10 – Miguel Nicolelis

11 – Ai, como eu sou intolerante!

12 – Eu era feio. Agora eu tenho carro.

13 – O Professor de Matemática

14 – Egito ê (Joca Reiners Terron)

15 – Os meninos e meninas do Clowns

16 – Combustível mais barato já

17 – É Fantástico

18 – Pais playboys geram filhos órfãos

19 – A cultura do Nada.

20 – Rei, rei, rei! É o casamento gay!

21 – Pra frente é que se marcha.

22 – Rios Grandes

23 – A Prefeita mais bonita da cidade (Micarla.com)

24 – A blogueira tuiteira picareta

25 – Meu barbeiro de direita

26 – Datas

27 – Dúvidas da infância

28 – Protestos. Tudo demais é muito.

29– Fora Mikarlopoulus

30 – O filósofo do Crato

31 – Ânderson Miguel – O nosso Brás Cubas

32 – Gente Fina Beer Fest

33 – Media noche en Madrid

34 – O Impostor da província

35 – O Empresário modelo

36 – O Publicitário conterrâneo

37 – A defesa do cronista

38 – Exemplos grandiosos

39 – Secretário Mano Celo

40 – Mano Celo e o #CombustívelMaisBaratoJá!

41 – Mano Celo no #ForaMicarla

42 – Mano Celo e Cruvinel

43 – Ação Potiguar de incentivo à Leitura

44 – Versailles 2 –  Manual para padrinhos

45 – O livro que fui escrever em Madrid – Preá

46 – O quadro a quadro da demolição

47 – O cidadão natalense

48 – Blogues com a bola toda

49 – Futebol em estado puro

50 – A cidade da piada pronta

 

 

Lançamento de “Uns contos de Natal”

dezembro 7, 2011

3 Fialhos incomodam muito mais.

 

 

 

Coluna do Novo Jornal – 026 – Moleskine – 19.02.2011

setembro 12, 2011

Singela crônica sobre literatura, caderninhos de marca e minhas manias de grifador e anotador compulsivo. Saiu no Novo Jornal em 19 de fevereiro deste ano.

***

Moleskine

Um Moleskine.

 

Em novembro de 2007, recebi um presente de um amigo escritor. O jovem me perguntou candidamente “você tem um Moleskine?”, como se querendo apenas averiguar se eu tinha o hábito de comer sempre que a fome vinha ou se deitava quando tomado pelo cansaço. Mais do que a minha negativa, acho que meu olhar atônito me delatou. Junto a um inocente “não” expressei com o cenho franzido um inconfundível “do que diabos esse homem está falando?”, conduzindo-o à importante descoberta sociológica de que havia um escritor no mundo, autor de crônicas semanais e livros eventuais, que não conhecia um Moleskine.

 

O incrédulo amigo mal pode disfarçar sua decepção. Explicou-me que o Moleskine é um caderninho de capa de cartão, preso por um elástico, que deve ser levado no bolso para todos os lugares onde eu fosse, a fim de guardar as melhores idéias que eu tivesse, impedindo-as de escorregarem para o implacável buraco negro do esquecimento e o limbo dos textos jamais escritos. Quis saber como eu fazia para recordar-me dos motes textuais que eu tinha, digamos, durante o banho, ou num dos mais férteis ambientes criativos do mundo: uma mesa de bar. Contou-me que a tradição deste imprescindível instrumento de trabalho artístico, surgido na Itália e logo adotado por caras como Ernest Hemingway, Pablo Picasso e Vincent Van Gogh, já durava séculos e que eu deveria ter um para acompanhar-me onde quer que eu fosse. Após contextualizar a história toda, presenteou-me com um bonito Moleskine de capa preta, na esperança que eu pudesse ter uma produção mais profícua, não a ponto de escrever nada à altura de “O velho e o mar” ou rabiscar uma fase azul toda minha de Bic, mas que eu escrevesse sempre, escrevesse mais.

Desde então, passou a ser acompanhante inseparável (o Moleskine, não o desprendido amigo que me presenteou com ele). Nunca mais precisei conviver com aquelas terríveis angústias que se apoderavam de mim nos dias seguintes após as farras, por não lembrar das tiradas espirituosas e das muitíssimas pautas ditas despretensiosamente sob o efeito catalisador do álcool. Dores de memória fraca maiores que qualquer ressaca. As enormes filas, fossem num banco ou no aterrorizante DETRAN também já não causavam grandes temores. Logo eu sacava o caderninho, uma caneta e me punha a dissertar sobre temas que poderiam virar crônicas, contos, capítulos de um romance, postagens para o blogue. Foi dessa forma que escrevi vários dos textos de “Mano Celo”, meu terceiro livro, lançado em 2009. Aproveitei também para tomar nota de dezenas de citações que extraí maravilhado de diversos títulos que li neste período. Tudo muito bom até que semana passada, quando terminei de preencher todos os espaços em branco no papel aperolado do meu caderninho de grife.

Antes que alguém se apiede de minha pobre alma escriba, adianto-me, informando que já adquiri outro, à imagem e semelhança do primeiro. Na verdade, o tema desta crônica não é a lamentação de uma perda. Não. De forma alguma. Muito pelo contrário: quero dividir com vocês os registros (pelo menos alguns) que fiz no meu primeiro Moleskine e deleitar-me diante da possibilidade de seguir registrando novas ideias, rascunhos, citações e até textos inteiros. Cada folha em branco representa um universo de possibilidades.

Foi escrevendo a mão nos mais inóspitos ambientes e variadas situações que escrevi crônicas como: “Texto lento”, “Baile dos coroas”, “Não basta ser playboy. Tem que ser DJ.”, “O roteirista de Stallone Cobra”, “O polvo não está saindo hoje”, “O relógio que vovô usou”, entre outras. Mas, mesmo havendo a grande maioria das páginas recebido contribuições de minha autoria, o que mais gosto no Moleskine é a profusão de trechos que me chamaram a atenção como leitor.

Quando inaugurei as primeiras páginas, colorindo-as com minha tenebrosa caligrafia, estava lendo “O Complexo de Portnoy” de Philip Roth. Por isso, uma das primeiras anotações era uma perigosa e verdadeira constatação do protagonista:  “Que homem já venceu uma discussão com o próprio pênis? Quando ele se levanta, o cérebro se enterra no chão.” Na página seguinte um trecho de Xico Sá, extraído de “El cabalero solitário”: “No hay libro, por malo que sea, que no tenga alguna cosa buena. Em livre tradução deste portunholista selvagem que não vale um falso Guarany em cédula rasgada: até mesmo no mais odiável compêndio poderemos pescar alguma nobre manjuba perdida nos mares gutemberguianos.”

De um conto de João Gilberto Noll em “O cego e a dançarina” veio a frase: “Quando voltou, era outra Diana: olheiras e reticências”. Para mim, esta frase representa toda a obra do autor gaúcho cheia de poesia e sutilezas em cada pedacinho de prosa. Anthony Burgess, em seu “Laranja Mecânica” também teve direito a alguns registros: “A questão é se uma técnica dessas pode realmente tornar um homem bom. A bondade é algo que se escolhe. Quando um homem não pode escolher, ele deixa de ser um homem” e também “É gozado como as cores do mundo real só parecem reais de verdade quando você as vê na tela”. Do vencedor do Nobel de literatura J. M. Coetzee e seu “O homem lento” veio a pérola “Nossas mentiras revelam tanto de nós quanto nossas verdades”.

Porém, o grande recordista de participações no caderninho é Antonio Lobo Antunes, do livro “Os cus dos Judas”, presente do amigo jornalista Paulo Araújo que havia passado uma temporada em Angola. Lobo Antunes, com seu estilo único e arrebatador, tecia figuras linguísticas maravilhosas como “O dia estava triste como a chuva num recreio de colégio” ou ainda “O sol alegre como um sorriso toca xilofone nas persianas”. O escritor português parece ter uma idéia concreta sobre tudo, explicando para nós toda a complexidade do mundo, mas de uma forma que nós possamos entender. Sobre a velhice, ele diz “Afasto-me dos retratos do ano passado como um barco do cais.”

As citações de “Os cus de Judas”grafadas a mão são muitas, mas não caberiam aqui neste espaço. Por isso, encerro com uma das que mais gosto: “Ah, as refeições frente a frente, em silêncio, cheias de um rancor que se palpa no ar como a água de colônia das viúvas.”

Espero que as páginas do novo Moleskine, recém inaugurado, possam abrigar palavras ordenadas tão magistralmente quanto estas. E que eu lembre de dividi-las com vocês aqui neste espaço.

Apontamentos Desconexos # 7 – Reunião dos Jovens Escribas, coluna de sábado e mais fotinhas.

julho 7, 2011

# Reunião Jovens Escribas – julho de 2011

No último domingo, me encontrei com Patrício Jr e Daniel Minchoni, meus sócios na Editora Jovens Escribas para tratar das ações de dominação mundial que empreenderemos neste segundo semestre. Planos que envolvem grandes nomes como Clotilde Tavares, Pablo Capistrano, Cláudia Magalhães e vários outros e que não vou contar hoje. Mas fiquem com o registro fotográfico de nosso encontro.

Minchoni, Patrício e eu no último domingo.

 

# Neste sábado do Novo Jornal

No próximo sábado, minha coluna do Novo Jornal vai se chamar “Ânderson Miguel – o nosso Brás Cubas”. Quem tiver curiosidade, procure seu exemplar na banca mais próxima.

 

# Férias

Passei metade do mês de junho de férias com Nina. Abaixo, umas fotinhas pra ilustrar.

Na Grécia, participamos dos protestos. Na verdade, minha participação se resumiu a esta foto de apoio com cara de galado. Mas tá valendo, né não?

 

Do alto da montanha, se vê ao longe.

Tivemos que nos adaptar à culinária local. Mas vencemos o desafio.

Também provamos as exóticas bebidas locais.

Mas pelo menos ajudamos a economizar água.

Tivemos que descansar onde dava pra nos encostar.

O sol demorava muito a se pôr. O jeito era esperar.

Chuuuupa, Marina Badauê!

Bem, por hora é isso. Depois subo aqui mais fotos da Grécia e algumas da Espanha.

 

Apontamentos Desconexos # 6 e Fotinhas bacaninhas

julho 5, 2011

Mês passado, o Comitê Analytics, braço digital do Comitê comandado por @thiagolajus , participou da XV Convenção da FCDL. De quebra, ainda me escalaram para mediar uma das melhores mesas do evento com o Fred Alecrim (Ponto de Referência), Fábio Seixas (Camiseteria) e Júlio Vasconcelos (Peixe Urbano). Acabo de postar umas fotinhas logo abaixo. Cousa fina.

Olha eu aí, apresentando os palestrantes. Só fera!

 

Fábio Seixas e Fred Alecrim se preparam para falar.

Com Marcelo Rosado e grande elenco. Turma boa.

Com a diretora executiva do evento, Diana Petta, única personalidade para quem pedi que tirasse uma foto comigo.

Thiago Lajus, diretor do Comitê Analytics.

Mas vale salientar que este evento ocorreu há mais de 20 dias, antes de eu ter saído de férias. Fui à Grécia e a Madrid. Depois, postarei fotos aqui. Andei comprando uns livros e quadrinhos legais dos quais falarei também em momento oportuno. Um deles é a biografia dos escritores Beats (Kerouac, Ginsberg e Bourghous) feita pelo Harvey Pekar. Também comprei um livro-catálogo do Banksy, a série The Walking dead (a HQ) e, para presentear, “Zombie Evolution – O livro dos mortos-vivos no cinema”, uma espécie de enciclopédia do gênero. O livro do Banksy foi de presente pro Caio Vitoriano, o dos Beats será emprestado ao Pablo Capistrano e o dos zumbis darei para o professor Gustavo Bitencourt.

Aliás, já que estou postando aqui algumas fotinhas, encontrei, por acaso na net, umas imagens de eventos de anos passados em que estive ao lado deste jovem, compondo mesas literárias. Foram na Feira do Livro de Mossoró de 2005 e no Encontro Potiguar de Escritores de 2007. Publico também para registrar aqui.

Eu, o professor da UERN Tobias e Pablo na Feira do Livro de Mossoró.

Pablo, Sheyla Azevedo e eu no Encontro Potiguar de Escritores.

Fora Mikarlopoulus!

junho 17, 2011
ATENCAO: Esta postagem esta de acordo com a reforma ortografica de 2029, que abolira completamente os acentos da lingua portuguesa. Isto posto, boa leitura.  

E os pos-socraticos gritam a plenos pulmoes: “1, 2, 3, so sei que nada sei!”

Nao sei que dia da semana e hoje, ou mesmo qual o numero correspondente no calendario. Isso e bom. Significa que as ferias estao surtindo o efeito desejado. A vida dupla de publicitario e editor me conduz por caminhos repletos de prazos apertados, rigidos cronogramas e tarefas de emergencia que surgem a todo momento, demandando imediata e pronta atencao. Quando percebo que estou, mesmo que momentaneamente, desconectado desta realidade, sinto-me deveras aliviado, certo de que terei minhas baterias recarregadas quando retornar a sisudez do cotidiano, a rotina das agendas de compromissos, nas quais, nao so os dias, mas tambem as horas saltam aos olhos como neon no escuro, como que nos dizendo que devemos atuar com agilidade e, O horror! O horror!, proatividade.

Quando  viajo, seja la por qual razao, procuro olhar o mundo com olhos de vizinho bisbilhoteiro. Quero saber tudo o que se passa. Aprender e apreender o maximo possivel para, quem sabe, converter tais conhecimentos em textos futuros, ou trechos de cronicas, ou simples citacoes uteis que edifiquem algum argumento pueril. Divirto-me tracando paralelos entre mundos distantes, universos diversos, paises remotos como, por exemplo, Mossoro, e a minha cidade, que me gerou em suas ensolaradas entranhas e cuspiu para o mundo que, ate o presente momento, tem me acolhido muito bem, sem maiores queixas que eu possa expressar-vos.

Do Augusto Severo, fiz uma conexao no aeroporto de Lisboa. Beatriz e eu passariamos algumas horas circulando pela area de embarque e isso, no meu caso, significa preencher o tempo e algumas paginas do Moleskine com reflexoes a esmo. Antes de sentar-me diante de um espresso, passei pela livraria. Havia livros de Bolanos, Silviano Santiago e outros autores do momento. Porem, num grande mural na parede, um titulo se destacava. No ranking dos mais vendidos, o primeiro lugar e bem conhecido dos brasileiros. Ninguem menos que o amigo do Ricardo Texeira, Paulo Coelho. Mais uma vez me pus a pensar como este nosso conterraneo e fenomenal. E recordista de vendas no Brasil, Portugal, Vladvostok, Aral, Omsk, Dudinka e em mais 24 territorios a sua escolha.

Foi ai que algo me chamou a atencao. Se ele vende o que vende no Brasil, se e tao lido, como e que eu nao conheco tantos leitores do Mr. Rabbit assim? Quero dizer, ate conheco pessoas que leram um ou outro livro, mas nada perto da histeria que se criou em torno de seu nome. Nao sei de ninguem que leu muitos de seus títulos ou de muitas pessoas que leram pelo menos um deles.

A conclusao possivel e que os leitores de Paulo Coelho sao como os eleitores de Micarla. Voce ate conhece alguns, mas os numeros simplesmente nao batem. Como ela ganhou no primeiro turno se quase ninguem que conheco admite ter votado na criatura? E o outro? Como ele pode ter se convertido num impressionante éxito de vendas se nao conhecemos muitas pessoas que hajam lido suas obras? Será que existe algum fetiche ai? “Vou ler, mas nao contarei a ninguem.” Ou ainda: “Vou comprar uns 20 exemplares de cada livro, depois esconder e  nao direi nada.” Algo como uma seita de compradores de livros de Paulo Coelho. Eles nao admitem em publico, digressionam quando tocamos no assunto, disfarcam se indagados a respeito, fazem-se de doidos, como se diz no interior, mas estao la, com seus livros armazenados em lugares inacessiveis aos nossos olhos. Ou pode ser vergonha mesmo. No caso do mago carioca eu nao sei, mas quanto a prefeita natalense, fica facil compreender tal sentimento. Eu mesmo, sinto muita vergonha alheia dessa gente.

Entretanto, essa nao foi a unica ligacao entre o campeao de vendas e a vitoriosa nas urnas de 2008. Acredito, piamente que Micarla, tenha utilizado a mais famosa citacao do autor para chegar ao Palacio Felipe Camarao (“Quando voce quer muito uma coisa, o universo conspira a seu favor”.). Ela conseguiu. Fato. O problema e que um livro nao escrito pelo senhor Coelho nem por nenhum autor menos celebre, chamado senso comum, diz que “se voce fizer muita merda, o universo vai ficar puto da vida!” Dai pra surgir o movimento “Fora Micarla” foi um pulo.

Em meio a devaneios, envolvendo os supracitados personagens, cheguei a Atenas, na Grecia. A cidade estava um burburinho so. Protestos da populacao contra os arrochos que se seguirao ao acordo com a Uniao Europeia em troca de ajuda financeira. Uma greve paralisou a cidade e cheguamos a apressar o passo em dado momento quando pegamos uma rua errada e sentimos os primeiros efeitos do gas lacrimogenio no organismo. Pela TV, vi aquelas milhares de pessoas reunidas, com suas faixas e cartazes e pensando em sugerir algo como “Por que voces nao acampam no parlamento?” Mas preferi nao me envolver. Fui fazer o programa de turista regular e visitar alguns pontos turisticos.

Mas mesmo ai, o distanciamento nao foi total. As escavacoes arqueologicas logo me remeteram a Natal. Afinal, todos aqueles buracos no chao pareciam mais a Prudente de Morais, Romualdo Galvao ou Alexandrino de Alencar, com suas crateras lunares a cada trecho de avenida. Os monumentos milenares tambem me fizeram recordade imediatamente de nossa suntuosa arvore de Mirassol. Aquilo sim e grandioso.

No dia seguinte, a caminho da praia, fiquei sabendo que o primeiro ministro do pais renunciou. Andei conversando com os locais para saber o que eles acham dessa situacao, das possiveis consequencias e, talvez, reproduzir pra voces em alguns dias. Afinal, ja que estou na Grecia, tenho por obrigacao e dever moral, filosofar um bocadinho.

De qualquer forma, acredito que os lideres do movimento “Fora Micarla” vao gostar de saber que aqui na Grecia o “Fora Micarlopoulus” deu certo. So espero, para o bem dos gregos, que o vice primeiro-ministro nao seja o Paulinho Freire. Na boa.  Do fundo do coracao.

Agora, voces vao me dar licenca, que estou quase concluindo o primeiro ato da peca que os meninos e meninas do Clowns pretendem encenar no segundo semestre e preciso ir ao escritorio que consegui aqui. Logo abaixo, segue uma foto dele.

Nao se preocupem, jovens. Quando eu cansar disso aqui, volto rapidinho.

Bombou!

maio 27, 2011

Escrevo esta postagem apenas para agradecer a todos. Na quarta-feira, este blogue teve a maior audiência de sua história. Foram mais de 1.500 acessos graças aos leitores que aqui estiveram e que espalharam nas redes sociais o teor da atualização. Dei sorte de ter feito a postagem “Micarla.com” no mesmo dia do protesto que ocorreu na frente do Midway. Pareceu até planejado, mas não foi.

As pessoas acorreram ao Fiasco e gritavam "É O PIOR BLOGUEIRO DO BRASIL!"

Escrevi o texto em casa, na noite da terça e, na quarta pela manhã, cheguei mais cedo ao trabalho para subi-la ao sítio. Só então me dei conta que seria o dia do grande protesto contra a prefeita. As pessoas foram lendo, espalhando e pronto! 1.500 acessos, passei dos 80.000 historicamente e 500 comentários aprovados. Sigo firme na luta para chegar aos 100.000 acessos e 1.000 comentários aprovados.

Por isso, dedico um muito obrigado especial para você que está me lendo agora, pois se acessou meu blogue hoje, está contribuindo com que eu alcance esta meta.

Carlos Fialho

4 Imagens

maio 10, 2011

IMAGEM 1

Amigos, esta é a mais nova blusa dos Jovens Escribas, a última da coleção Primavera Verão. Custa R$ 35,00 e quem comprar duas, ganhará o livro de Pablo Capistrano que sairá dentro em pouco pela Jovens Escribas.

IMAGEM 2

Abaixo podemos ver eu e o professor Caio Vitoriano em momento de grande tensão no aniversário de nossa amiga em comum, Carolina Carvalho. Ninguém se machucou durante a produção desta foto.

IMAGEM 3

Time do Comitê / Rits em formação. Craques do futsal.

IMAGEM 4

Aqui podemos ver os 3 melhores jogadores do Comitê / Rits em ação. Thiago e Fialho super ligados no jogo e Pedro Victor cantando o hino nacional com 2 horas de delay.

AZ Revista 99

abril 12, 2011

Entre 1997 e 1999, 5 intrépidos jovens, eu incluso, produziam um simpático e audacioso fanzine chamado AZ Revista. O slogan era “Informação de A a Z”, ideal para ilustrar que aqueles rapazes não eram especialistas em porra nenhuma, apesar de gostar  de dar pitacos em tudo. Outro dia, arrumando minhas cousas pessoais, achei uma matéria do Diário de Natal sobre o zine e seus realizadores. Hilária, desde a foto que estampa a página até o título “Dois anos de muita curtição”. Aproveito para dividir com vocês este belo achado.

O tempo faz bem.