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10 anos de JOVENS ESCRIBAS – Parte 01 – Verão Veraneio – O livro da estação.

março 18, 2014

1 Capa Verão Veraneio FECHADA

Verão Veraneio – O livro da estação.

Enquanto as conversas com os outros 3 autores caminhavam para o surgimento do selo Jovens Escribas, eu continuei escrevendo crônicas de humor para compor o meu primeiro livro. Já havia decidido qual nome dar à iminente publicação: “Verão Veraneio – Crônicas de uma cidade ensolarada”.

Fui reunindo textos e fazendo, empiricamente, o trabalho de auto-edição que, mal sabia eu, marcaria bastante minha vida dali pra frente. Quando Modrack Freire, diretor de arte que já havia concluído o logotipo do selo, se ofereceu para fazer o livro, começamos a imaginar como poderia ser a capa. Logo criamos uma imagem em nossa tempestade cerebral: a foto de um baldinho de criança à beira mar sendo utilizado para gelar cerveja, unindo a inocência presente na leveza das crônicas com a irreverência do humor também bastante característico nos textos. Na quarta capa, haveria outra foto: uma trave de “mirim” deixada de lado com o chão impecável em torno dela. Como se os jogadores não tivessem algo melhor para fazer naquele dia (beber, paquerar, curtir) do que jogar futebol. O fotógrafo convidado a fazer os cliques foi Giovanni Sérgio, mago das lentes, ídolo de longa data.

O fotógrafo Giovanni Sérgio - lindo e competente.

O fotógrafo Giovanni Sérgio – lindo e competente.

Com a direção de arte, diagramação e fotos garantidas, precisava batalhar agora um nome relevante que topasse assinar as orelhas da obra. Tinha que ser alguém reconhecido na literatura, de forma que o livro chegasse às pessoas com algum respaldo importante. Meu pai, em conversa com François Silvestre, chegou à conclusão que eu poderia procurar Nei Leandro de Castro, uma vez que eram muito amigos desde os tempos em que a Ditadura Militar os perseguira e prendera algumas décadas antes. Procuramos Nei que, num primeiro contato por e-mail, disse-me com sinceridade que só escreveria se gostasse do que lesse. Fiquei muito animado com a possibilidade e lhe entreguei o material impresso e encadernado em mãos, numa de suas vindas a Natal, naquele ano de 2003.

Nei Leandro de Castro

Nei Leandro de Castro

Menos de uma semana depois, Nei Leandro me escreveu. Sua mensagem veio repleta de elogios e terminava com sua concordância em escrever a orelha. Em mais alguns dias, o texto estava em minha caixa de entrada de e-mail. Em alguns trechos mais lisonjeiros, Nei dizia o seguinte:

Carlos Fialho me surpreende. Primeiro, por sua precocidade. Segundo, porque as suas crônicas são bem escritas, docemente sacanas, inteligentes, e nos dá a certeza de um escritor, que não há de ficar nos limites da crônica.

Os textos deste livro têm a idade e a linguagem  de um garotão bem resolvido com ele mesmo. Os temas  – gírias regionais, porres, rock, vídeo-game, paqueras, Natal, cinema, carnatais, carnavais, etc. – são tratados com graça e ironia, leveza e fino senso de humor.

Carlos Fialho, cronista, precoce, publicitário, devorador de livros, autor das crônicas deliciosas deste Verão veraneio, vai chegar lá. Esse garoto vai longe.

Além de Nei, procurei um autor adequado para o prefácio. Não precisava ser famoso, mas que tivesse um estilo mordaz e bom humor, de forma a combinar com o conteúdo do livro. Escolhi meu ex-colega de faculdade, George Wilde, que fez um texto preciso, de acordo com o que eu pretendia. Destaco uma pequena parte:

Ao ler o livro, descobri que dentro de Fialho existe algo grandioso: a sua percepção em relação ao nosso dia-a-dia. Afinal, poucas pessoas conseguem sair do círculo da rotina para perceber o verdadeiro circo em que vivemos.”

George Wilde - o homem do prefácio

George Wilde – o homem do prefácio

A campanha publicitária foi elaborada com alguns títulos bem humorados, bem ao estilo do livro.

anuncio verissimo

Anúncio que a Art&C, agência onde eu trabalhava, fez no dia do lançamento.

Anúncio que a Art&C, agência onde eu trabalhava, fez no dia do lançamento.

 

A assessoria de imprensa contou com indicações de colegas do curso de Jornalismo da UFRN. Minha primeira entrevista foi concedida a Marcílio Amorim (Jornal de Hoje) e a segunda a Hayssa Pachêco do Diário de Natal.

2004 - VV - JH1

Mas a maior responsável pela divulgação do meu primeiro lançamento não era a imprensa nem a publicidade. Quem promoveu o evento a ponto de transformá-lo em sucesso foi minha mãe, Lurdete. Quando percebeu que era sério mesmo “essa história de livro”, arregaçou as mangas e telefonou pra cada parente, cada amiga, cada conhecido, reforçando bastante a frequência de presentes na noite de Verão Veraneio. O local escolhido foi a AS Livros do Praia Shopping, uma livraria acolhedora que tinha como gerente Cícero, um cara que dava bastante espaço a autores locais. O saldo da noite foi um estrondoso sucesso (163 livros vendidos) num ambiente preenchido de amigos, parentes e colegas de trabalho. Só a partir do segundo livro, essa frequência seria reforçada por leitores.

Quanta gente veio ver!

Quanta gente veio ver!

A noite foi tão agradável que Patrício Jr., que escrevia um blog, publicou uma postagem falando de como fora legal o evento (a qual reproduzo no fim desta publicação). Foi um belo cartão de visitas, indicativo do que estaria por vir num futuro não tão distante e também das possibilidades de crescimento e expansão que o então selo editorial acabaria por aproveitar com o passar dos anos.

“Verão Veraneio – Crônicas de uma cidade ensolarada” trazia 5 capítulos. No primeiro, “Galado e outras palavras”, havia temáticas mais gerais. Entre elas, alguns textos merecem destaque como “Galado” que me notabilizou em muitos rincões da Internet e “A Loja de Inconveniência” que até hoje se mantém como um dos meus preferidos. No segundo capítulo, “Cruvinel – o bom de bola”, apresento um personagem que me acompanhou com o passar dos anos e que, mês que vem, ganhará livro próprio. No terceiro, “Mano Celo”, nascia o protagonista do meu livro mais vendido até hoje e que, ano que vem, ganhará mais uma publicação caprichada com todas as suas histórias reescritas. Em seguida, vinha “Vi e gostei” com crônicas sobre cinema. Para fechar, o capítulo mais legal do livro: “Aconteceu no verão” com as histórias pertinentes ao tal “Verão Veraneio” que dá título ao livro.

E assim foi dado o pontapé inicial para a, hoje decana, editora JOVENS ESCRIBAS. Continuem acompanhando aqui nossa história. Detalhe: o livro esgotou sua primeira tiragem em apenas 4 meses. 

NO PRÓXIMO TEXTO: LÍTIO – PATRÍCIO À FLOR DA PELE

***

BÔNUS: POST DE PATRÍCIO NO SEU BLOG PESSOAL – O PLOG

06/02/2004 

há vida inteligente
no mercado publicitário

Quem trabalha com publicidade sabe: de tempos em tempos, tem uma “festa do mercado”. Tais eventos, sempre patrocinados por veículos, fornecedores, clientes ou ambos, têm por maior finalidade embebedar todo mundo, calar a boca de quem está perscrutando que o ano foi ruim e, por residual, reunir profissionais para um bate-papo informal. Pois é, parece um paraíso, mas tais “festas do mercado” haviam se tornado um verdadeiro transtorno. Passo o dia todo numa sala falando/fazendo/refazendo/desfazendo/tentando fazer publicidade. A última coisa de que preciso é estender esta missão ao meu happy-hour. Como prova de que nem tudo está perdido, houve esta semana o lançamento do livro de Fialho, “Verão Veraneio”, que não pretendia ser uma “festa de mercado”, mas acabou sendo por reunir exatamente as mesmas carinhas de sempre. O que me surpreendeu foram os temas das conversas. Ninguém, por exemplo, me perguntou “Como é que está la’?”. Ok, tudo bem, uma pessoas me perguntou isto, mas o assunto morreu quando eu respondi “Lá onde?”. Uma pessoa a noite inteira. Nada mal. Em outras “festas de mercado”, a famigerada pergunta “Como é que está lá?” é dita antes mesmo do “Tudo bem, broder?”. Já é, praticamente, sinônimo de oi. No lançamento de “Verão Veraneio”, porém, tudo foi diferente. Fialho conseguiu a façanha de reunir as mesmas pessoas de sempre fazendo, no entanto, com que todas soassem inéditas. Não sei se foi o fato de estarmos todos na AS Livros, rodeados de Dickens e Saramago e Proust e Pessoa e Machado e Camus. Birita? Claro que teve. Buffet? Sim, impecável. Bêbados chatos? Uh, nossa, e como! Mas estava tudo agradabilíssimo, tudo soando como um lançamento deve soar. Os temas conversados iam de autores consagrados a bandas de rock obscuras, sempre com tiradas inteligentes, observações pertinentes, risos na medida certa. Um éden para amantes do bom e velho papo construtivo como eu. Nunca gostei tanto das “pessoas do mercado”. O livro, graças aos céus, vendeu bem. Fialho, coitado, deve estar cheio de bolhas nos dedos de tantas dedicatórias escritas. E eu, exemplar autografado na mão, cheio de riso a caminho do estacionamento, concluí que a melhor das “festas do mercado” que eu já fui na minha vida foi o lançamento do livro do meu bróder. Mesmo que não tenha sido uma “festa de mercado”.

 

10 anos de JOVENS ESCRIBAS – Parte 00 – Não existem escritores jovens!

fevereiro 20, 2014

10 anos

Parece que foi semana passada. E, na verdade, foi. Semana passada, a Editora Jovens Escribas completou 10 anos de atuação. Hoje, são mais de 50 títulos lançados, muitas amizades adquiridas e algumas boas histórias pra contar. Pra começar, iniciemos do princípio.

Em fins dos anos 90, eu fazia duas faculdades de Comunicação Social. Pela manhã, fazia Jornalismo na UFRN e, à noite, Publicidade na UnP. Ainda encontrava tempo para estagiar à tarde e, nas horas vagas, para ver filmes, jogos e ler alguns livros legais. Naquele tempo, incentivado pela leitura de crônicas de Luís Fernando Veríssimo, decidi tentar escrever textos curtos e criativos, leves e bem humorados, sobre qualquer assunto, o mundo em geral e o cotidiano em particular. Passei a colaborar com o zine, AZ Revista que revelou grandes nomes da comunicação como Caio Vitoriano, George Rodrigo, Paulo Celestino e Cristiano Medeiros.

3MegaCam

Já na década seguinte, em 2001, fui passar uma temporada no Rio de Janeiro, para fazer um curso de especialização em redação publicitária. Nos primeiros tempos de Rio, eu frequentava a ESPM à noite e tinha o dia inteiro livre, pois só vim estagiar seriamente quando faltavam uns 4 meses para voltar a Natal. Dediquei-me então à leitura e à escrita de crônicas como exercício criativo.

Neste contexto, escrevi uma crônica chamada “Galado” que versava sobre este tão pitoresco termo do coloquialismo natalense. Envie o texto por e-mail para alguns amigos e, para minha surpresa, fez um estrondoso sucesso. Logo, o e-mail foi reenviado incontáveis vezes e minha autoria se perdeu pelo caminho. Senti, então, a necessidade de “registrar” meus escritos de alguma maneira. A princípio, procurei os jornais locais, mas ninguém queria publicar os textos de um estudante. Ainda mais um que tinha um palavrão por título. Tomei então uma decisão importante, que mudaria minha vida anos mais tarde: publicaria um livro com minhas crônicas.

Entre 2001 e 2003, reuni e selecionei cerca de 50 textos. Submeti-lhes à leitura sempre cuidadosa e sincera de Nei Leandro de Castro, que pediu para ler antes de aceitar (ou não) escrever a orelha. No fim do ano, o arquivo com o livro já estava sendo trabalhado pelo diretor de arte Modrack Freire. Neste meio tempo, porém, uma questão me veio à mente. Quando, em conversas informais, as pessoas sabiam que eu estava preparando um livro de minha autoria, costumavam dizer: “Que legal! Não existem escritores jovens, né?”

Os 4 SP

Comecei a pesquisar e percebi que as pessoas tinham razão. Os jovens estavam publicando em blogs, sites, fanzines e outras mídias populares na época, mas não livros. Procurei outros caras da minha idade (tinha uns 23 anos) que tivessem escritos em volume suficiente para se tornarem também livros. Dessa forma, com a ajuda da lei municipal de incentivo à cultura e de alguma empresa que pagasse bom volume de ISS, lançaríamos uma série de livros sob a égide de uma mesma marca, um selo editorial que legitimasse nossa coleção de publicações. 

O nome criado, JOVENS ESCRIBAS, remetia à junção do novo ao antigo, remetendo à infante energia cheia de vida e disposição dos jovens empreendedores da jornada e também à verve tradicionalista que não se satisfazia com as novas mídias, com os canais proporcionados pelo advento da Internet, mas que queriam sim ver suas criações impressas em papel, num formato padrão encapado, colado e costurado. O logotipo elaborado por Modrack Freire alude ao nascimento de novos escritos, pois traz um pingo de tinta como uma gota de esperma com o nome do selo editorial em seu interior.

O recrutamento dos companheiros de jornada não seria fácil. Era importante que nossa coleção de 4 livros tivesse gêneros distintos. Eu escrevia crônicas, então precisávamos de um contista, um poeta e, se possível, um romancista. O contista foi mais fácil, pois eu conhecia Thiago de Góes desde o colegial e sabia que ele andava escrevendo contos populares, influenciado pela leitura de autores brasileiros como Rubem Fonseca. Quando entrei em contato, ele me falou sobre um projeto que estava trabalhando que era a confecção de contos baseados em canções bregas. Gostei da ideia.

2012_05_22 Jovens Escribas Sinhá Casa da Ribeira Noite-55

O poeta e o romancista surgiram por indicação. Um amigo publicitário, Renato Quaresma me disse certa vez que um colega chamado Daniel Minchoni andava declamando poesias de sua autoria pelos calçadões de Ponta Negra. Procurei Mincha para falar do selo e perguntar se ele tinha interesse em publicar.

Por fim, Modrack me apresentou a Patrício Jr., um grande amigo seu que tinha acabado de escrever um romance que se chamaria “Lítio”.

Nos encontramos Daniel, Patrício e eu (Thiago mora em Fortaleza e quase nunca estava em nossas reuniões) e topamos construir o projeto juntos. No início, achávamos que publicaríamos aqueles livros de estreia e pararíamos por aí. Ou que até continuaríamos, mas com os livros seguintes lançados por outras editoras, grandes, do sudeste. Não tínhamos ideia de como este universo editorial do eixo Rio-SãoPaulo era fechado a poucos. Nem percebíamos que tínhamos acabado de conceber uma ideia muito mais forte e duradoura do que um simples e passageiro selo editorial. O simples fato de termos decidido fazer algo coletivo, juntando vários autores em torno de um objetivo em comum daria à Jovens Escribas uma força extra que se tornou o segredo de boa parte do nosso sucesso.

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Por essas falhas de avaliação iniciais, pode-se perceber o quanto éramos, de fato, jovens e ingênuos. Com isso, é possível compreender inclusive o nome de batismo do então selo editorial, que não levava em consideração que envelheceríamos rápido, que um dia publicaríamos autores já bem entrados nos enta e que nossa marca duraria bem mais do que uma embrionária coleção de 4 livros.

NO PRÓXIMO TEXTO: VERÃO VERANEIO  

Coluna do Novo Jornal – 052 – A Entrevista – 20.08.2011

janeiro 20, 2012

True story! Podem perguntar pra Minchoni.

***

A Entrevista

Este fim de semana, está em Natal o escritor, artista plástico e publicitário, Daniel Minchoni. Nasceu em São Paulo, viveu uma década em Natal e em seguida voltou a sua cidade de origem. É meu sócio na editora Jovens Escribas que surgiu como um voluntarioso selo literário no 4º ano da década passada. Aproveito a presença de Minchoni em Natal para contar uma história real que vivenciamos em 2006.

Tudo começou numa noite de sexta-feira, eu já a caminho da praia após uma exaustiva semana de trabalho, recebi um telefonema seu. Ele disse que ligaram para ele de um canal de TV, querendo agendar para o dia seguinte, às 8 da manhã, uma entrevista ao vivo no programa de maior audiência do canal, para falar da Jovens Escribas. Minchoni achava que era uma boa chance de divulgação do nosso trabalho, mas que não iria sozinho, uma vez que um dos nossos diferenciais sempre foi a natureza coletiva do projeto. Patrício Jr. (nosso terceiro sócio) não poderia ir, pois já se encontrava no litoral norte, na casa de praia de sua família. Adiei minha ida à praia pra depois da entrevista e fui pegar Daniel bem cedo em sua casa.

A caminho da emissora, combinamos como seria todo o nosso roteiro. Primeiro, antes de entrar no ar, conversaríamos com o apresentador do programa, para dizermos que eu começaria falando um pouco de como surgiu a ideia do selo, como começamos a publicar os livros, o que pretendíamos publicar ainda em 2006. Em seguida, Minchoni falaria um pouco dos livros (Verão Veraneio, Lítio, É Tudo Mentira!, Contos Bregas e Escolha o Título) que já havíamos publicado. Com tudo combinado previamente não teria erro, uma vez que, tanto eu, quanto ele, somos muito tímidos diante de microfones ligados, estúdios com ar-condicionado no máximo e câmeras de TV apontadas para nós.

Ao chegarmos na sede do canal de TV, fomos cumprimentados pelo apresentador. Ele reconheceu Minchoni como sendo publicitário, pois já o havia entrevistado a respeito de um evento do Clube de Criação do RN, entidade da qual ele era diretor. Daniel respondeu algo como: “Sim, sou publicitário, faço parte do CCRN, mas hoje estamos aqui para falar só de literatura.” O apresentador soltou um “hum-rum” enquanto amarrava sua gravata e perguntou o que eu fazia da vida além de publicar livros. Falei que também era publicitário e trabalhava numa agência ao que ele também soltou um desinteressado “hum-rum”.

Fomos conduzidos a um estúdio refrigerado e posicionados em tamboretes altos com os microfones de lapela devidamente presos em nossas camisas. Conosco no estúdio, além do apresentador, havia uma garotinha de uns 8 anos de idade a frente de um microfone de pedestal. Meu frio na barriga crescia rapidamente e eu ficava cada vez mais nervoso (o programa era ao vivo). “Silêncio no estúdio!”, passa a vinheta de abertura e…

“Boooom dia! Bom dia! Este é mais um programa … da sua TV… e hoje nós temos aqui a Ádala Nataly, a cantora mirim de Macaíba. E temos também os publicitários Daniel Minchoni e Carlos Filho, que vão falar de publicidade e também de livros num papo muito interessante. Mas antes vamos ouvir um pouco de Ádala Nataly, a cantora evangélica mirim de Macaíba.

A garotinha começou então a cantar altíssimo com uma voz muito aguda em seu microfone: “DEEEEEEEUS, ME CAPACIIIIIITA EM SEU BEM QUEREEEEEER! POIS É PRA TI QUE EU QUERO VIVEEEEEEER!!!” Eu e Minchoni, assustados com aquela voz vigorosa e intimidados com a desenvoltura da menina com as câmeras, certamente inversamente proporcional à nossa, ficamos pensando em que contexto, nós falaríamos sobre os livros. Quando a garotinha terminou sua canção, o apresentador chegou ao nosso lado e disse novamente: “Daniel Minchoni e Carlos Filho vão conversar com a gente…” Eu já me preparava para dizer o que havia combinado previamente com Daniel, quando o homem completou “… mas não agora, porque temos uma participação ao vivo”.

Durante os seguintes 5 minutos, uma telespectadora falou o quanto ela estava tocada pela voz da pequenina Ádala Nataly, como aquela garotinha melodiosa era um instrumento de promoção do Senhor, como era possível sentir a presença do Altíssimo ao se deliciar com a suas canções maravilhosas e etc…  O apresentador, influenciado pela vivaz empolgação da telespectadora do programa, pediu a Ádala Nataly que cantasse mais uma canção. Ele próprio, visivelmente comovido, olhava para nós, fora do foco das câmeras e comentava: “É um rouxinol! É um rouxinol!” Com isso, encerrou-se o primeiro bloco e a entrevista ficou para a segunda metade do programa.

Ao voltarmos do intervalo, cumprindo a promessa, o apresentador, logo após saldar o público de casa, dirigiu-se a nós e fez a primeira pergunta da entrevista: “Clube de Publicidade de Natal! Meu amigo, Carlos Filho, explique o que faz o Clube de Publicidade de Natal…” Eu, que não tinha nada a ver com o Clube de Criação do Rio Grande do Norte, fiquei sem saber o que fazer. Então, fiz o que talvez a maioria fizesse em meu lugar, tive uma crise de riso de quase um minuto. Quando voltei a mim, tive que responder alguma coisa uma vez que aquilo era televisão ao vivo. Falei então de todas as ações maravilhosas que o CCRN promovia (todas inventadas ali mesmo de improviso) e, pra não passar vergonha sozinho, citei um monte de nomes de colegas publicitários para poder dividir, pelo menos um pouco, todo aquele embaraço surreal.

Em seguida à minha resposta, o apresentador se voltou pra Minchoni e perguntou: “E como vai a agência …?”, referindo-se à agência de propaganda em que EU trabalhava. Daniel, acompanhando o que eu havia feito, também mentiu descaradamente, falando que era uma ótima empresa, repleta de pessoas formidáveis e que tinha muito orgulho de trabalhar lá. O apresentador, muito satisfeito com a entrevista, elogiou nossa postura de jovens profissionais, exemplos para os muitos garotos que assistiam ao programa e agradeceu a presença naquela manhã de sábado. Saímos de lá sem nem sequer mencionar os assuntos livros ou selo editorial, mas antes de irmos embora, fomos mais uma vez agraciados com a voz de rouxinol da cantora evangélica mirim de Macaíba, Ádala Nataly em sua derradeira canção da manhã.

Deixei Minchoni em casa em meio a risos incontidos de ambos e torcendo para que nenhum dos nossos amigos tenha assistido ao programa. Depois, finalmente fui pra praia com vontade de não voltar. Nunca mais.

 

Ação Potiguar de Incentivo à Leitura – Programação

outubro 6, 2011

Amigas e amigos, é com muita satisfação que anunciamos a todos vocês a realização de um antigo desejo dos Jovens Escribas. Neste mês de outubro, com a ajuda de alguns parceiros e patrocinadores, realizaremos a AÇÃO POTIGUAR DE INCENTIVO À LEITURA, evento que levará escritores a escolas, encontrar com estudantes universitários e o público em geral.

 

# ABERTURA OFICIAL – QUARTA-FEIRA – 19.10.2011 – 19h – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA – ABERTO AO PÚBLICO 

No dia 19 de outubro, uma quarta-feira, os escritores Nei Leandro de Castro (RN) e Mario Prata (SC) estarão no Auditório Robinson Faria da Assembleia Legislativa falando sobre o prazer da leitura, seus livros, suas carreiras e fazendo o que sabem melhor: contando boas histórias. O evento é GRATUITO e ABERTO AO PÚBLICO.

 

# QUINTA-FEIRA – 20.10.2011 – 18h30 – SICILIANO DO MIDWAY – ABERTO AO PÚBLICO

Na quinta-feira, 20 de outubro, duas animadas mesas de bate-papo falam de narrativas contemporâneas brasileiras. Pablo Capistrano (RN), Patrício Jr.(RN) e Sérgio Fantini (MG), depois Joca Reinners Terron (MT) e Rafael Coutinho (SP) recebem leitores, conversam com o público, assinam seus livros em debates sobre leitura e literatura.

 

# SEXTA-FEIRA – 21.10.2011 – 18h30 – SICILIANO DO MIDWAY – ABERTO AO PÚBLICO

Na sexta-feira, 21 de outubro, às 18h30, Clotilde Tavares, Cláudia Magalhães e Ana Célia Cavalcanti conversam sobre seus livros lançados em 2011. Em seguida, será lançado o livro “Paraíso Perdido” de Cláudia Magalhães.

 

# ENCONTROS COM ESTUDANTES

De segunda à sexta (17 a 21 de outubro), nos períodos da tarde e da manhã, os autores visitarão as escolas estaduais Anísio Texeira e Castro Alves, a Escola Municipal 4º Centenário e o colégio CEI Romualdo Galvão. Também haverá palestras com Nei Leandro no curso de Letras da UnP e de Pablo Capistrano para funcionários da ALE Combustíveis.

# LANÇAMENTOS

Durante o evento, serão lançadas duas publicações de nossa editora. Na quinta-feira à tarde, Nei Leandro de Castro e Mario Prata estarão na Siciliano do Midway, assinando seus livros para leitores. Na sexta-feira, 21, o livro “Paraíso Perdido” de Cláudia Magalhães será lançado na mesma Siciliano do Midway Mall a partir das 18h30. Já no sábado, 22, às 16h, Leonardo Panço (RJ) conta a história do movimento underground carioca dos anos 1990 com o seu “Esporro”.

 

# OFICINA COM O ESCRITOR SÉRGIO FANTINI (MG)

De quarta a sexta-feira, (19 a 21 de outubro) será realizada uma oficina de leitura com o autor mineiro Sérgio Fantini. Com 40 vagas para estudantes universitários. A atividade também é GRATUITA e será realizada na UnP da Floriano Peixoto sempre das 15 às 17h. Os alunos receberão certificados e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail jovensescribas@gmail.com . Basta enviarem o nome completo, celular para contato, e-mail pessoal, instituição onde estuda, curso e período.

 

# FESTA DE ENCERRAMENTO

No dia 22 de outubro, sábado, a partir das 16h, no Centro Cultural Dosol, Ribeira, será realizada a festa de encerramento da AÇÃO POTIGUAR DE INCENTIVO À LEITURA com o lançamento de Leonardo Panço e muita música.

 

# LIVRO PARA VOAR

Na noite de abertura na Assembleia Legislativa, bem como nos encontros com estudantes e na festa de encerramento no Dosol, a ALE levará suas estantes do projeto Livro para Voar, transformando estes locais em pontos de libertação e recolhimento de livros. Para saber mais sobre o projeto, acesse www.livroparavoar.com.br

 

# REDES SOCIAIS

As redes sociais serão uma grande plataforma de divulgação do evento, bem como de distribuição de brindes e promoções especiais. Sigam o perfil @jovens_escribas no Twitter e curtam a fanpage /jovensescribas no Facebook. Também sigam os perfis de nossos patrocinadores. A Cabo Telecom, ALE Combustíveis, CEI Romualdo Galvão e Assembleia Legislativa estarão cheias de novidades bacanas relacionadas ao evento.

 

# PÚBLICO

Nos 6 dias de evento, a AÇÃO POTIGUAR DE INCENTIVO À LEITURA deverá atingir um público de mais de 3.000 pessoas, na sua grande maioria estudantes, mas também qualquer pessoa interessada em leitura e em ter um contato mais próximo com alguns dos melhores autores atuais.

Ação Potiguar de Incentivo à Leitura – uma inciativa dos Jovens Escribas

setembro 22, 2011

Lançamento de “Do Fundo do poço se vê a lua” – Imagens

abril 1, 2011

Pablo explica: "Naqueles tempos coloniais, eram os nativos potiguares, canibais sem enfado ou pudor, que comiam os europeus que aportavam aqui. Hoje, a história meio que mudou."

 

"E foi precisamente nesta igreja, na gloriosa data de 18 de dezembro de 2010 que o fidalgo Carlos Fialho se casou. Depois disso, ela entrou pra história da cidade."

No último dia 21 de março, esteve em Natal o escritor Joca Reiners Terron, para lançar a convite dos Jovens Escribas, seu mais recente livro, o romance “Do fundo do poço se vê a lua”. Na ocasião, ele também deu seu depoimento para um vídeo que estamos produzindo com os caras do @ladoerre sobre os JEs, proferiu palestras para estudantes da escola estadual Anísio Texeira e para os alunos do curso de Letras da UnP, teve uma aula de campo sobre a história de Natal com Pablo Capistrano, lançou o livro no Gringo’s Bar, em Ponta Negra, e se foi.

Abaixo, seguem imagens que registram a passagem do autor na terrinha:

"Tenho aqui ao meu lado, uma das maiores nulidades..., opa, quero dizer: uma das maiores sumidades dos Jovens Escribas."

 

"Muito obrigado, Joca. E tenha a certeza: muito em breve, estarei igual a você." "Como assim? Consagrado?" "Não. Careca."

 

Professora Célia Barbosa, coordenadora do curso de Letras da UnP.

Professora Conceição Flores, entusiasta do projeto "Jovens Escribas Convidam".

 

Professoras do Curso de Letras prestigiam o bate-papo.

 

Alunos do Anísio Texeira lotam o auditório para ouvir o autor falar sobre o prazer da leitura.

 

Os jovens ficaram felizes com o papo, satisfeitos com as ótimas histórias de Joca e impressionados com sua barba tão vistosa.

 

A turma do Cais da Leitura com atenção total na dupla de feiosos testudos lá na frente.

 

Na segunda palestra, o público era de alunos de Letras e público em geral.

 

Na plateia, gente ilustre como o Dr. Elmano que bateu um papo com o autor.

 

Mais uma palestra com casa cheia.

 

"E aí, galera? Quem se anima a ir no Gringo's logo mais?"

"Olá, Joca. Sou o Wesley, sócio do Gringo's." "Beleza. Então converte o valor deste exemplar em Heinekens. Pode ser?"

Esta foto, vocês devem ter percebido, é só pra mostrar as camisetas mesmo.

Clima descontraído para o autor e os leitores se sentirem mais à vontade.

Os eventos no Gringo's são sempre cheios de gente bacana.

 

Os ilustríssimos Mário Ivo, Flávia Assaf e Adriano de Sousa.

 

Liane e Nina e o Papai Noel Psicopata

Carol Carvalho e Diana Petta, gatations.

Pablo Capistrano e Joca Reiners Terron. Uma foto para a posteridade.

"Literatura é massa pra encher a cabeça de ideias, jovens!" Caio Vitoriano

 

"Um brinde e voltem sempre a este blogue, pois o Fialho me disse que vai atualizar com mais fotos daqui a alguns dias."

Loja Virtual dos Jovens Escribas – Anúncio 01

março 15, 2011

Esta semana botamos no ar a Loja Virtual dos Jovens Escribas. Uma meta antiga nossa que Patrício Jr., juntamente com o amigo e webdesigner, Marlos Apyus, finalmente realizou. E para celebrar, divulgo aqui e agora, o primeiro anúncio criado para a divulgação do endereço. Vamos enviar por e-mail nos próximos dias. E quem quiser comemorar com a gente, apareça na próxima segunda lá no Gringo’s para participar do lançamento de Joca Reiners Terrón.

Ah, o endereço da loja é: www.jovensescribas.com.br

Passem lá!

Informativo JEs – Janeiro de 2011 – Lembram daqueles Jovens Escribas?

janeiro 14, 2011

 

# UM 2011 CHEIO DE REALIZAÇÕES

Pra começar, um feliz ano novo pra todo mundo. E antes que você argumente que o ano já não é tão novo assim, afirmamos que não faz a menor diferença. Afinal, nós também já não somos tão jovens assim e nos autodenominamos Jovens Escribas. Não é verdade? Então, feliz 2011 pra todos vocês.

 # JOVENS ESCRIBAS

 

Para começar, vamos voltar a publicar ficção. E em altíssimo estilo. Logo depois do carnaval o escritor Pablo Capistrano estreia pela editora com o livro “É preciso ter sorte quando se está em guerra.” Uma honra para nós e um belíssimo cartão de visitas para começar bem os trabalhos.

 

Por falar no livro de Pablo, estamos vendendo camisas dos Jovens Escribas para cobrir as despesas gráficas. O primeiro modelo (o branco) foi um sucesso de vendas. Restam apenas 3 unidades nos tamanhos P (Feminino) M (Feminino) e M (masculino).

 

E já está a venda também o novo modelo (verde) nos modelos feminino e masculino e em todos os tamanhos pela pechincha de R$ 35.

 

Comprando nossas camisetas vocês estarão ajudando este escritor a lançar seu novo livro.

Pablo Capistrano

 

# BONS COSTUMES

 

 Junto ao livro de Pablo Capistrano também publicaremos “Pés no caminho, campo de estrelas – O caminho de Santiago pela Galícia”.  Esta obra da professora Ana Célia Cavalcanti resultou num relato leve, divertido e muito útil a todos aqueles que pretendem percorrer o tradicional Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Será o segundo lançamento do nosso selo de não-ficção, o “Bons Costumes” e devido à abrangência do assunto ganhará distribuição inclusive em outros Estados.

 

 # DISTRIBUIDORA DAGOTA

 

Este ano também estamos resolvendo um problema histórico que aflige as editoras independentes há vários anos: a (falta) de distribuição. Para isso nasce a Distribuidora Dagota que levará os livros dos Jovens Escribas, Bons Costumes, Flor do Sal, Sebo Vermelho e Não Editora (RS) para os Estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará. Também iniciamos as vendas dos livros em bancas de revistas e no decorrer do ano, diversificaremos mais ainda os pontos de venda para chegarmos a um público mais amplo.

 

 # ESCRIBAS DE BOLSO

 

Também serão lançados até maio as primeiras edições de bolso dos Jovens Escribas. É a coleção Escribas de Bolso que vai oferecer ótimos livros a preços mais acessíveis.

 

# EM BREVE MAIS NOVIDADES.

Estas são as notícias que temos para começar o ano. Mês que vem voltaremos com mais. Um feliz ano não tão novo assim. São os votos dos já não tão Jovens Escribas.

A editora que a Burrocracia não deixa ser.

outubro 20, 2010

Essa postagem poderia ser o registro de um momento histórico.

Mas não é.

Tudo porque vivemos num país cheio de regras e obstáculos para dificultar ao máximo aqueles que querem construir algo, produzir, trabalhar, montar uma empresa.

Nossa epopeia começou quando decidimos transformar o nosso singelo selo literário, o famigerado “Jovens Escribas”, em editora registrada na Biblioteca Nacional e empresa constituída junto aos órgãos competentes.

"Vamos abrir uma editora?" "Hômi! Dá pra tomar uma Kaiser antes?"

Fizemos tudo conforme as normas e leis vigentes. Contratamos uma contadora, reunimos os documentos necessários, elaboramos um contrato, assinamos e pagamos as taxas exigidas.

Demos entrada na junta e, por causa de um erro de digitação em um dos 237 documentos que havíamos providenciado (saiu um R intruso e acabamos grafando “Jovens EscribRas”), voltou tudo e exigiram que imprimíssemos novamente as 4 cópias e assinássemos.

Se a gente deixasse o nome da editora com um errinho de digitação, vocês acham que pegaria mal?

Lá fui eu imprimir a porra toda, ir atrás de Patrício e Minchoni para que eles assinassem. Dessa vez quisemos registrar o momento, uma vez que estávamos dando um passo muito importante para a trajetória desse nosso selo literário que tantas alegrias e amizades tem nos trazido de 2004 pra cá. As fotos da solenidade de assinatura do contrato são essas que seguem: 

"Minha outra caneta é uma Mont Blanc."

 

"A gente pode continuar se chamando Jovens Escribas depois dos 30?"

 

"Vou escrever uma posia marginal aqui nas margens deste contrato."

 

Depois de assinada a papelada, apresentamos os documentos novamente e pronto. Já podíamos tirar uma fotografia comemorativa.

O mais revoltante de tudo é que vestimos nossas melhores roupas para esta importantíssima ocasião.

 

Agora, era só esperar. Certo?

Errado.

Os órgãos competentes encontraram uma irregularidade na sala que havíamos arranjado e mobiliado a duras penas para ser a nossa sede.Um probleminha no “sequencial do imóvel” que é um número que consta no carnê do IPTU.

Além de ter que refazer o contrato, alterar as informações dos papéis, ainda tivemos que buscar uma outra sala que possa servir de sede para esta nossa nascente editora.

Encontramos um lugar que, talvez, quem sabe, esperemos, poderá servir. Nossa brava e incansável contadora, Josy, está averiguando junto aos órgãos competentes (sim, sim, é com ironia mesmo que tenho escrito isso desde o início do texto.) se o novo imóvel poderá abrigar nossos projetos editoriais.

Enquanto a resposta não chega, o novo livro de Pablo Capistrano aguarda e a série Escribas de Bolso também. Além de várias outras iniciativas que vamos viabilizar com a nossa editora constituída.

Em todo caso, publico aqui no blogue os momentos felizes (apesar de breves) em que pensamos ter finalmente legalizado nossa editora.

Não deu.

Os órgãos preferiram que nós continuemos na informalidade em vez de pagando impostos pelos produtos e serviços que já poderíamos estar oferecendo.

Espero que as fotos sirvam de bons presságios para que, muito em breve, eu noticie aqui a realização desta nossa antiga aspiração.

Torçam aí.