Posts Tagged ‘Nei Leandro de Castro’

Lançamento da JOVENS ESCRIBAS no Rio de Janeiro – 25.03.2014

março 24, 2014

Lanç RJ - Fialho

Amanhã (terça – 25 de março de 2014), a Editora Jovens Escribas vai lançar os livros de 3 autores no Rio de Janeiro. São Eles, Leonardo Panço, Nei Leandro de Castro e Carlos Fialho. O evento faz parte da nossa turnê pelo sudeste em comemoração aos 10 anos de atividades empreendidas por nossa editora e pelo coletivo de autores que arregimentamos em torno dela.

Após um bem sucedido evento em BH no sábado, agora é a vez dos leitores cariocas receberem nossa visita.

Serão levados ao Rio, os livros “Esporro” e “Caras dessa idade já não leem manuais” de Leonardo Panço; “As Dunas Vermelhas”, “Pássaro sem sono”, “O Dia das Moscas” e “50 anos de poesia” de Nei Leandro de Castro; “As maiores mentiras do verão” e “Não basta ser Playboy. Tem que ser DJ!” de Carlos Fialho.

Quem estiver no Rio nesta terça, dá uma passada lá no bar e restaurante DESACATO, no Leblon. Vários escritores e amigos da editora residentes na cidade estarão lá pra prestigiar.

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E quem quiser aproveitar, poderá adquirir os vários livros lançados e vendidos na noite por preços promocionais.

Lanç RJ - Panco Lanç RJ - Nei

 

10 anos de JOVENS ESCRIBAS – Parte 01 – Verão Veraneio – O livro da estação.

março 18, 2014

1 Capa Verão Veraneio FECHADA

Verão Veraneio – O livro da estação.

Enquanto as conversas com os outros 3 autores caminhavam para o surgimento do selo Jovens Escribas, eu continuei escrevendo crônicas de humor para compor o meu primeiro livro. Já havia decidido qual nome dar à iminente publicação: “Verão Veraneio – Crônicas de uma cidade ensolarada”.

Fui reunindo textos e fazendo, empiricamente, o trabalho de auto-edição que, mal sabia eu, marcaria bastante minha vida dali pra frente. Quando Modrack Freire, diretor de arte que já havia concluído o logotipo do selo, se ofereceu para fazer o livro, começamos a imaginar como poderia ser a capa. Logo criamos uma imagem em nossa tempestade cerebral: a foto de um baldinho de criança à beira mar sendo utilizado para gelar cerveja, unindo a inocência presente na leveza das crônicas com a irreverência do humor também bastante característico nos textos. Na quarta capa, haveria outra foto: uma trave de “mirim” deixada de lado com o chão impecável em torno dela. Como se os jogadores não tivessem algo melhor para fazer naquele dia (beber, paquerar, curtir) do que jogar futebol. O fotógrafo convidado a fazer os cliques foi Giovanni Sérgio, mago das lentes, ídolo de longa data.

O fotógrafo Giovanni Sérgio - lindo e competente.

O fotógrafo Giovanni Sérgio – lindo e competente.

Com a direção de arte, diagramação e fotos garantidas, precisava batalhar agora um nome relevante que topasse assinar as orelhas da obra. Tinha que ser alguém reconhecido na literatura, de forma que o livro chegasse às pessoas com algum respaldo importante. Meu pai, em conversa com François Silvestre, chegou à conclusão que eu poderia procurar Nei Leandro de Castro, uma vez que eram muito amigos desde os tempos em que a Ditadura Militar os perseguira e prendera algumas décadas antes. Procuramos Nei que, num primeiro contato por e-mail, disse-me com sinceridade que só escreveria se gostasse do que lesse. Fiquei muito animado com a possibilidade e lhe entreguei o material impresso e encadernado em mãos, numa de suas vindas a Natal, naquele ano de 2003.

Nei Leandro de Castro

Nei Leandro de Castro

Menos de uma semana depois, Nei Leandro me escreveu. Sua mensagem veio repleta de elogios e terminava com sua concordância em escrever a orelha. Em mais alguns dias, o texto estava em minha caixa de entrada de e-mail. Em alguns trechos mais lisonjeiros, Nei dizia o seguinte:

Carlos Fialho me surpreende. Primeiro, por sua precocidade. Segundo, porque as suas crônicas são bem escritas, docemente sacanas, inteligentes, e nos dá a certeza de um escritor, que não há de ficar nos limites da crônica.

Os textos deste livro têm a idade e a linguagem  de um garotão bem resolvido com ele mesmo. Os temas  – gírias regionais, porres, rock, vídeo-game, paqueras, Natal, cinema, carnatais, carnavais, etc. – são tratados com graça e ironia, leveza e fino senso de humor.

Carlos Fialho, cronista, precoce, publicitário, devorador de livros, autor das crônicas deliciosas deste Verão veraneio, vai chegar lá. Esse garoto vai longe.

Além de Nei, procurei um autor adequado para o prefácio. Não precisava ser famoso, mas que tivesse um estilo mordaz e bom humor, de forma a combinar com o conteúdo do livro. Escolhi meu ex-colega de faculdade, George Wilde, que fez um texto preciso, de acordo com o que eu pretendia. Destaco uma pequena parte:

Ao ler o livro, descobri que dentro de Fialho existe algo grandioso: a sua percepção em relação ao nosso dia-a-dia. Afinal, poucas pessoas conseguem sair do círculo da rotina para perceber o verdadeiro circo em que vivemos.”

George Wilde - o homem do prefácio

George Wilde – o homem do prefácio

A campanha publicitária foi elaborada com alguns títulos bem humorados, bem ao estilo do livro.

anuncio verissimo

Anúncio que a Art&C, agência onde eu trabalhava, fez no dia do lançamento.

Anúncio que a Art&C, agência onde eu trabalhava, fez no dia do lançamento.

 

A assessoria de imprensa contou com indicações de colegas do curso de Jornalismo da UFRN. Minha primeira entrevista foi concedida a Marcílio Amorim (Jornal de Hoje) e a segunda a Hayssa Pachêco do Diário de Natal.

2004 - VV - JH1

Mas a maior responsável pela divulgação do meu primeiro lançamento não era a imprensa nem a publicidade. Quem promoveu o evento a ponto de transformá-lo em sucesso foi minha mãe, Lurdete. Quando percebeu que era sério mesmo “essa história de livro”, arregaçou as mangas e telefonou pra cada parente, cada amiga, cada conhecido, reforçando bastante a frequência de presentes na noite de Verão Veraneio. O local escolhido foi a AS Livros do Praia Shopping, uma livraria acolhedora que tinha como gerente Cícero, um cara que dava bastante espaço a autores locais. O saldo da noite foi um estrondoso sucesso (163 livros vendidos) num ambiente preenchido de amigos, parentes e colegas de trabalho. Só a partir do segundo livro, essa frequência seria reforçada por leitores.

Quanta gente veio ver!

Quanta gente veio ver!

A noite foi tão agradável que Patrício Jr., que escrevia um blog, publicou uma postagem falando de como fora legal o evento (a qual reproduzo no fim desta publicação). Foi um belo cartão de visitas, indicativo do que estaria por vir num futuro não tão distante e também das possibilidades de crescimento e expansão que o então selo editorial acabaria por aproveitar com o passar dos anos.

“Verão Veraneio – Crônicas de uma cidade ensolarada” trazia 5 capítulos. No primeiro, “Galado e outras palavras”, havia temáticas mais gerais. Entre elas, alguns textos merecem destaque como “Galado” que me notabilizou em muitos rincões da Internet e “A Loja de Inconveniência” que até hoje se mantém como um dos meus preferidos. No segundo capítulo, “Cruvinel – o bom de bola”, apresento um personagem que me acompanhou com o passar dos anos e que, mês que vem, ganhará livro próprio. No terceiro, “Mano Celo”, nascia o protagonista do meu livro mais vendido até hoje e que, ano que vem, ganhará mais uma publicação caprichada com todas as suas histórias reescritas. Em seguida, vinha “Vi e gostei” com crônicas sobre cinema. Para fechar, o capítulo mais legal do livro: “Aconteceu no verão” com as histórias pertinentes ao tal “Verão Veraneio” que dá título ao livro.

E assim foi dado o pontapé inicial para a, hoje decana, editora JOVENS ESCRIBAS. Continuem acompanhando aqui nossa história. Detalhe: o livro esgotou sua primeira tiragem em apenas 4 meses. 

NO PRÓXIMO TEXTO: LÍTIO – PATRÍCIO À FLOR DA PELE

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BÔNUS: POST DE PATRÍCIO NO SEU BLOG PESSOAL – O PLOG

06/02/2004 

há vida inteligente
no mercado publicitário

Quem trabalha com publicidade sabe: de tempos em tempos, tem uma “festa do mercado”. Tais eventos, sempre patrocinados por veículos, fornecedores, clientes ou ambos, têm por maior finalidade embebedar todo mundo, calar a boca de quem está perscrutando que o ano foi ruim e, por residual, reunir profissionais para um bate-papo informal. Pois é, parece um paraíso, mas tais “festas do mercado” haviam se tornado um verdadeiro transtorno. Passo o dia todo numa sala falando/fazendo/refazendo/desfazendo/tentando fazer publicidade. A última coisa de que preciso é estender esta missão ao meu happy-hour. Como prova de que nem tudo está perdido, houve esta semana o lançamento do livro de Fialho, “Verão Veraneio”, que não pretendia ser uma “festa de mercado”, mas acabou sendo por reunir exatamente as mesmas carinhas de sempre. O que me surpreendeu foram os temas das conversas. Ninguém, por exemplo, me perguntou “Como é que está la’?”. Ok, tudo bem, uma pessoas me perguntou isto, mas o assunto morreu quando eu respondi “Lá onde?”. Uma pessoa a noite inteira. Nada mal. Em outras “festas de mercado”, a famigerada pergunta “Como é que está lá?” é dita antes mesmo do “Tudo bem, broder?”. Já é, praticamente, sinônimo de oi. No lançamento de “Verão Veraneio”, porém, tudo foi diferente. Fialho conseguiu a façanha de reunir as mesmas pessoas de sempre fazendo, no entanto, com que todas soassem inéditas. Não sei se foi o fato de estarmos todos na AS Livros, rodeados de Dickens e Saramago e Proust e Pessoa e Machado e Camus. Birita? Claro que teve. Buffet? Sim, impecável. Bêbados chatos? Uh, nossa, e como! Mas estava tudo agradabilíssimo, tudo soando como um lançamento deve soar. Os temas conversados iam de autores consagrados a bandas de rock obscuras, sempre com tiradas inteligentes, observações pertinentes, risos na medida certa. Um éden para amantes do bom e velho papo construtivo como eu. Nunca gostei tanto das “pessoas do mercado”. O livro, graças aos céus, vendeu bem. Fialho, coitado, deve estar cheio de bolhas nos dedos de tantas dedicatórias escritas. E eu, exemplar autografado na mão, cheio de riso a caminho do estacionamento, concluí que a melhor das “festas do mercado” que eu já fui na minha vida foi o lançamento do livro do meu bróder. Mesmo que não tenha sido uma “festa de mercado”.

 

É HOJE! Lançamento de “Pássaro sem sono”.

maio 9, 2013

Vamos todos? Quem é lindo vai!

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Lançamento de Pássaro sem sono – Nei Leandro de Castro – Orelha

maio 7, 2013

Sobre “Pássaro sem sono” – Nei Leandro de Castro

Conforme já anunciei ontem, teremos o lançamento do novo livro de Nei Leandro de Castro nesta quinta-feira. Para aquecer um pouco e despertar a curiosidade de alguns, publico a orelha do livro e um breve perfil do autor com sua bibliografia de ficção.

Cartaz

 

Orelha de Pássaro sem sono:

O conto é um dos mais fascinantes estilos literários. Segundo Julio Cotazar, o que difere um romance de um conto é que no primeiro se vence por pontos, enquanto num conto, a vitória é por nocaute. Inapelável. Talvez tenha sido a sede de tornar-se vitorioso em outra seara que incentivou Nei Leandro de Castro, autor de tantos e memoráveis romances, a arriscar-se no terreno das narrativas breves e nos brindar com os contos deste “Pássaro sem sono”.

Nas histórias aqui reunidas, um ponto em comum: o erotismo. É a sensualidade utilizada como importante recurso a estabelecer tensão entre os personagens. O termo “erótico” vem do grego (Erotikós) e significa “relativo ao amor ou inspirado por ele”. O erotismo expressa, portanto, a naturalidade do desejo sexual, conforme pode-se notar nas histórias aqui reunidas. Nelas, o desejo, a vontade, os impulsos incontidos de cada um não são gratuitos, mas partes de um enredo que transmite valor literário às histórias magistralmente contadas pelo autor.

A publicação de “Pássaro sem sono”, aliás, vem em muito boa hora. Num momento em que a literatura comercial explora o erotismo de forma tão penosa e vulgar, este livro vem cumprir a nobre missão de redimir um estilo tão desvalorizado e vítima dos mais vis preconceitos. Os contos deste livro se diferem de algumas publicações recentes por não sofrerem de uma nefasta fixação pelo secundário. Pelo contrário, eles se valem primeiramente de histórias bem contadas, narrativas bem escritas, personagens interessantes.

Cabe agora a você, amigo leitor, apreciar a leitura dos contos a seguir e testemunhar de perto a vitória por nocaute de Nei Leandro de Castro.

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Nei Leandro de Castro

20.10.2011 - Mais Siciliano Midway (13)

Nei Leandro ao centro, entre Pablo Capistrano e eu.

Nei Leandro de Castro nasceu em Caicó (RN), em 1940. Viveu em Natal e no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. Trabalhou como redator e diretor de criação em algumas das principais agências de propaganda do país. Foi colaborador do semanário “O Pasquim” e escreveu resenhas literárias para “O Globo” e “Jornal do Brasil”.

Publicou os romances “O dia das moscas” (1983, com reedição em 2008), “As pelejas de Ojuara” (1986, com reedições em 1991, 2002 e 2006, adaptado para o cinema no filme “O home que desafiou o diabo”), “As dunas vermelhas” (2003, com reedição em 2013) e “A fortaleza dos vencidos” (2009).

Na poesia, lançou os livros “O pastor e a flauta” (1961), “Voz Geral” (1964), “Romance da cidade de Natal” (1975, com reedição em 2004), “Feira livre” (1975), “Canto contra canto” (1981), “Zona erógena” (1981), “50 sonetos de forno e fogão” (1982, em parceria com Celso Japiassu), “Musa de verão” (1984), “Era uma vez Eros” (1993), “Diário íntimo da palavra” (2000) e “Autobiografia” (2008).

Também publicou o livro de ensaio “João Guimarães Rosa – Universo e vocabulário do Grande Sertão” (1970, com reedição em 1982, vencedor do prêmio de melhor ensaio concedido pelo Instituto Nacional do Livro) e a coletânea de crônicas “Rua da estrela” (2010).

Lançamento de Pássaro sem sono de Nei Leandro de Castro – Nesta quinta – 09.05.2013

maio 6, 2013

Nesta quinta-feira, a Editora Jovens Escribas, que dirijo com muita honra, articulando um bom número de autores e amigos, vai lançar no Solar Bela Vista, com toda pompa e circunstância, o novo livro de Nei Leandro de Castro, “Pássaro sem sono”, contos. Para que todos possam estar bem informados e animados, atualizo o blogue hoje com o release para a imprensa deste lançamento. Um abraço. Fialho.

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Lançamento de Pássaro sem sono

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A parceria entre a Editora Jovens Escribas e o Solar Bela Vista (SESI) renderá mais um evento de lançamento de um importante livro da nossa literatura. Desta vez, teremos simplesmente a estreia de Nei Leandro de Castro na seara das narrativas curtas. Isso mesmo. Será publicado o primeiro livro de contos de um dos maiores romancistas potiguares. Os contos do livro foram escritos pelo autor ao longo das últimas décadas. Vários deles lhes renderam prêmios nacionais e publicações em importantes revistas. A festa de lançamento será no dia 09 de maio de 2013 (quinta-feira), a partir das 18h, no Solar Bela Vista (em frente à Capitania das Artes), ocasião na qual o autor e os editores reunirão amigos e leitores.

PÁSSARO SEM SONO

Nas histórias reunidas em “Pássaro sem sono”, um tema permeia várias delas: o erotismo. É a sensualidade utilizada como importante recurso a estabelecer tensão entre os personagens. O erotismo de Nei Leandro expressa a naturalidade do desejo sexual. Nelas, o desejo, a vontade, os impulsos incontidos de cada um não são gratuitos, mas partes de um enredo que transmite valor literário às histórias magistralmente contadas pelo autor.

40 Capa Pássaro Sem Sono FECHADA

A publicação de “Pássaro sem sono”, aliás, vem em muito boa hora. Num momento em que a literatura comercial explora o erotismo de forma tão penosa e vulgar, este livro vem cumprir a nobre missão de redimir um estilo tão desvalorizado e vítima dos mais vis preconceitos. Os contos do livro se diferem de algumas publicações recentes por não sofrerem de uma nefasta fixação pelo secundário. Pelo contrário, eles se valem primeiramente de histórias bem contadas, narrativas bem escritas, personagens magistralmente construídos.

 

NEI LEANDRO DE CASTRO

Nei Leandro1

Nei Leandro de Castro nasceu em Caicó (RN), em 1940. Viveu em Natal e no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. Publicou os romances “O dia das moscas” (1983, com reedição em 2008), “As pelejas de Ojuara” (1986, com reedições em 1991, 2002 e 2006, adaptado para o cinema no filme “O home que desafiou o diabo”), “As dunas vermelhas” (2003, com reedição em 2013) e “A fortaleza dos vencidos” (2009), além de vasta obra poética.

EDITORA JOVENS ESCRIBAS

Este é o 4º lançamento do ano realizado pela Jovens Escribas no Solar Bela Vista, que vem se consolidando como um ponto de encontro dos fãs da boa literatura sempre na primeira quinta-feira do mês. E é o último lançamento antes da realização da AÇÃO LEITURA 2013, realizado pelo SESC em parceria com a editora que terá início no dia 13 de maio e levará diversos autores para um contato direto com estudantes e leitores.

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Serviço:

Lançamento do livro “Pássaro sem sono” de Nei Leandro de Castro.

Local: Solar Bela Vista. | Data: 09 de maio de 2013 (Quinta-feira) | Hora: A partir das 18h | Preço dos livros: R$ 30

Ação Potiguar de Incentivo à Leitura – Programação

outubro 6, 2011

Amigas e amigos, é com muita satisfação que anunciamos a todos vocês a realização de um antigo desejo dos Jovens Escribas. Neste mês de outubro, com a ajuda de alguns parceiros e patrocinadores, realizaremos a AÇÃO POTIGUAR DE INCENTIVO À LEITURA, evento que levará escritores a escolas, encontrar com estudantes universitários e o público em geral.

 

# ABERTURA OFICIAL – QUARTA-FEIRA – 19.10.2011 – 19h – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA – ABERTO AO PÚBLICO 

No dia 19 de outubro, uma quarta-feira, os escritores Nei Leandro de Castro (RN) e Mario Prata (SC) estarão no Auditório Robinson Faria da Assembleia Legislativa falando sobre o prazer da leitura, seus livros, suas carreiras e fazendo o que sabem melhor: contando boas histórias. O evento é GRATUITO e ABERTO AO PÚBLICO.

 

# QUINTA-FEIRA – 20.10.2011 – 18h30 – SICILIANO DO MIDWAY – ABERTO AO PÚBLICO

Na quinta-feira, 20 de outubro, duas animadas mesas de bate-papo falam de narrativas contemporâneas brasileiras. Pablo Capistrano (RN), Patrício Jr.(RN) e Sérgio Fantini (MG), depois Joca Reinners Terron (MT) e Rafael Coutinho (SP) recebem leitores, conversam com o público, assinam seus livros em debates sobre leitura e literatura.

 

# SEXTA-FEIRA – 21.10.2011 – 18h30 – SICILIANO DO MIDWAY – ABERTO AO PÚBLICO

Na sexta-feira, 21 de outubro, às 18h30, Clotilde Tavares, Cláudia Magalhães e Ana Célia Cavalcanti conversam sobre seus livros lançados em 2011. Em seguida, será lançado o livro “Paraíso Perdido” de Cláudia Magalhães.

 

# ENCONTROS COM ESTUDANTES

De segunda à sexta (17 a 21 de outubro), nos períodos da tarde e da manhã, os autores visitarão as escolas estaduais Anísio Texeira e Castro Alves, a Escola Municipal 4º Centenário e o colégio CEI Romualdo Galvão. Também haverá palestras com Nei Leandro no curso de Letras da UnP e de Pablo Capistrano para funcionários da ALE Combustíveis.

# LANÇAMENTOS

Durante o evento, serão lançadas duas publicações de nossa editora. Na quinta-feira à tarde, Nei Leandro de Castro e Mario Prata estarão na Siciliano do Midway, assinando seus livros para leitores. Na sexta-feira, 21, o livro “Paraíso Perdido” de Cláudia Magalhães será lançado na mesma Siciliano do Midway Mall a partir das 18h30. Já no sábado, 22, às 16h, Leonardo Panço (RJ) conta a história do movimento underground carioca dos anos 1990 com o seu “Esporro”.

 

# OFICINA COM O ESCRITOR SÉRGIO FANTINI (MG)

De quarta a sexta-feira, (19 a 21 de outubro) será realizada uma oficina de leitura com o autor mineiro Sérgio Fantini. Com 40 vagas para estudantes universitários. A atividade também é GRATUITA e será realizada na UnP da Floriano Peixoto sempre das 15 às 17h. Os alunos receberão certificados e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail jovensescribas@gmail.com . Basta enviarem o nome completo, celular para contato, e-mail pessoal, instituição onde estuda, curso e período.

 

# FESTA DE ENCERRAMENTO

No dia 22 de outubro, sábado, a partir das 16h, no Centro Cultural Dosol, Ribeira, será realizada a festa de encerramento da AÇÃO POTIGUAR DE INCENTIVO À LEITURA com o lançamento de Leonardo Panço e muita música.

 

# LIVRO PARA VOAR

Na noite de abertura na Assembleia Legislativa, bem como nos encontros com estudantes e na festa de encerramento no Dosol, a ALE levará suas estantes do projeto Livro para Voar, transformando estes locais em pontos de libertação e recolhimento de livros. Para saber mais sobre o projeto, acesse www.livroparavoar.com.br

 

# REDES SOCIAIS

As redes sociais serão uma grande plataforma de divulgação do evento, bem como de distribuição de brindes e promoções especiais. Sigam o perfil @jovens_escribas no Twitter e curtam a fanpage /jovensescribas no Facebook. Também sigam os perfis de nossos patrocinadores. A Cabo Telecom, ALE Combustíveis, CEI Romualdo Galvão e Assembleia Legislativa estarão cheias de novidades bacanas relacionadas ao evento.

 

# PÚBLICO

Nos 6 dias de evento, a AÇÃO POTIGUAR DE INCENTIVO À LEITURA deverá atingir um público de mais de 3.000 pessoas, na sua grande maioria estudantes, mas também qualquer pessoa interessada em leitura e em ter um contato mais próximo com alguns dos melhores autores atuais.

Ação Potiguar de Incentivo à Leitura – uma inciativa dos Jovens Escribas

setembro 22, 2011

Orelha de “O Dia das Moscas”

janeiro 21, 2010

Esta postagem é uma continuação da anterior. Dessa vez, divido com vocês o texto que estampa a orelha da segunda edição de “O Dia das Moscas”. Meses depois de ter escrito a crônica “E o Ojuara, hein?”, quando já estávamos pré-produzindo a nova edição do livro de Nei Leandro, recebi um convite que me deixou muito feliz. Nei queria que eu próprio escrevesse a orelha da obra. Uma honra da qual inicialmente declinei, mas ele insistiu e acabei cedendo. (Na verdade, nem precisou insistir tanto não.).

O resultado é o texto “Uma Grande Família” que publico logo abaixo.

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Uma Grande Família 

Senhoras e senhores, meninos e donzelas (todas as 6), sejam todos muito bem vindos à nação dos Potiguares, que começa “aquém, muito aquém daquela serra que não dá pra ver daqui”. Foi lá que o caçador de socós Cançado avistou a índia Hosana. Tesão à primeira vista e sem muito enfado. Naquele dia mesmo começaram a produção em série de uma enorme prole. “…corpo fértil que só a carta de Caminha, nunca se viu igual.”, conforme conta Nei Leandro de Castro, com seu jeito único de envolver o leitor, nos fazendo sentir como membros daquela família, personagens da saga, testemunhas oculares de todos os causos criados.

E do generoso ventre de Hosana, veio ao mundo Anunciada, que cresceu e se engraçou pelo tabelião Honório, homem metódico de fala difícil que fez com ela tantos filhos quanto as letras do alfabeto. Aquela turba de mestiços, de sangue indígena e luso, encheu a casa da família de alegria e confusão, cada um a sua maneira, cada um com suas doidices e mungangas, cada um com suas angústias, todos encenando a mesma história.

Em “O Dia das Moscas”, o autor narra magistralmente a divertida trajetória da formação do povo brasileiro, a história do surgimento de uma nação, um romance de maus costumes. Uma narrativa já contada e recontada, mas nunca dessa forma, não com essa inventividade. Aqui, Iracema não exibe seus cabelos negros como as asas da graúna, nem sacia nossos anseios voyerísticos com seus lábios de mel. Mas temos uma índia gorda e parideira de peitos caídos que de virgem não tem nada. Em “O Dia das Moscas”, Peri não beija Ceci, mas Hosana é champrada por Cançado ali mesmo, às margens do rio.

E assim, como quem não quer nada, divertindo mais e mais a cada página, Nei Leandro expõe os galhos de nossa árvore genealógica. Apresenta-nos uma infinidade de parentes, neo-macunaímas aos montes, heróis sem nenhum caráter, figuras ímpares e aos pares, sempre pensando numa nova artimanha, tentando ser mais espertos, cheios de malícia e safadeza, libidinosos e presepeiros.

Por isso, deixo aqui um aviso. Não estranhem se os personagens lhe parecerem familiares demais. Nei Leandro não nos fez sentir membros da família a toa. Na verdade, somos nós mesmos os personagens deste livro. E agora, vamos ao que interessa! Tenham todos uma ótima leitura e divirtam-se!

Carlos Fialho

Natal, julho de 2008.

Coluna da Digi # 24 – E o Ojuara, hein?

janeiro 21, 2010

O autor clicado pelas mãos divinas de Giovanni Sérgio.

No dia 18 de fevereiro de 2008, prestei uma homenagem a Nei Leandro de Castro, com quem acabava de fechar um acordo de publicar pelo selo Jovens Escribas. O título republicado seria o seu primeiro romance, “O Dia das Moscas”. Para nós, um motivo de orgulho, para ele um sinal claro de rejuvenescimento, uma vez que publicaria uma obra pelo nosso jovem (no nome e nas ações) selo literário. E entrevistas na época do lançamento, ele chegou a declarar: “Publico pelos Jovens Escribas porque também sou jovem. Pode publicar aí que estou com 27 anos”.

No meu caso particular, qualquer homenagem que eu faça a Nei é pouca, uma vez que foi ele quem me incentivou a publicar meu primeiro livro, comprometendo-se inclusive a escrever a orelha. Na época, ele escreveu que o livro (Verão Veraneio, crônicas, 2004) era muito bom e merecia publicação. Levando-se em consideração a origem do elogio, essa cônica/homenagem postada na Digi foi muito pouco.

Boa leitura.

***

E o Ojuara, hein?

Nei Leandro de Castro é um sedutor. Seduz inescrupulosamente em prosa e verso. Escandaliza a sociedade potiguar, conservadora, católica, puritana, ao cativar menininhas e fazê-las se apaixonarem por seus personagens, suas tramas envolventes, cheias de imaginação e criatividade ímpar. A sensualidade também está presente e faz as jovens moçoilas flutuarem sem sair do chão, sonhando com aqueles personagens fortes e cheios de atitude, fazendo seus corpos juvenis revelarem reações até então desconhecidas para elas, como novos odores de mulher e algumas partes de suas anatomias implorando por um contato mais demorado, um toque mais carinhoso.

Pesquisador e excelente autor de poesias eróticas, o escritor faz as garotas morderem maliciosamente os lábios carnudos à simples menção do amor na poesia. Ele nos convida a todos para passear por zonas fascinantes e erógenas. E as meninas da cidade, pasmem senhoras e senhores de alta estirpe, aceitam o convite. Partem em sua companhia para ouvirem histórias de ninar que parecem cochichos lascivos nos dóceis e virgens ouvidos onde nunca penetrou um verso erótico, um soneto luxurioso, um falo de poema. Elas param e se abrem todas para ouvir que Era Uma Vez Eros.

Por ser tão sedutor, é natural que seus filhos também o sejam. E quando me refiro a filhos, falo figurativamente dos personagens que atraem cada dia mais fãs e amarram os corações das menininhas. Sejam os adeptos da Intentona Comunista de 35, heróis em sua tentativa de converter nossas claras e brilhantes dunas em aclives rubros de sangue e luta. Ou ainda os inúmeros protagonistas anônimos de um diário íntimo que contempla a palavra e a beleza em versos fascinantes.

Mas o mais ilustre deles continua sendo Ojuara, um nativo de Jardim dos Pirancós, bom de briga, de cachaça e doido por um cabaré. Caboclo que andou pelo sertão e, depois de sua passagem, o sertão nunca mais foi o mesmo. A história de Ojuara foi lida, cultuada e contada por milhares de potiguares. Ano passado o nosso herói sertanejo, que desafiou perigos, feras perigosas, encantou-se com os versos de poetas populares e chafurdou nos braços das belas moças de vida fácil e sofrida do interior, ganhou ainda o Brasil nas telas do cinema e numa novíssima edição do livro que nos seduziu a todos.

O filme e a nova edição das Pelejas foram um importante episódio para a literatura potiguar. Marcaram a partida de Ojuara que saiu para conquistar o país todinho com a mesma competência de quem já mandava soltar e prender nas terras de Cascudo, Luís Carlos Guimarães, Chico Doido de Caicó e, é claro, Nei Leandro de Castro. Mas tenham cuidado com Ojuara. É um cabra valente, mas danado pra mexer com as cabeças das meninas. Sabe como é, né? Tal pai, tal filho.

Cega Natureza e Fortaleza dos Vencidos

agosto 6, 2009

“A Cega Natureza do Amor”

Capa Cega Natureza FECHADA

É um livro de contos cujas relações amorosas estão no centro das atenções. Por vezes de forma intensa e verborrágica, outras vezes descrevendo e buscando sentido nos sentimentos por meio de lembranças (belas ou amargas), os contos caminham sempre para finais surpreendentes, impactantes ou que simplesmente fogem aos padrões de comportamento dito normais. Certa vez, em conversa informal, Patrício me disse que que nunca começa a escrever uma história se não souber exatamente como ela vai terminar por medo de não conseguir chegar a um fim satisfatório e suficientemente bom, segundo o rigoroso padrão de qualidade auto-imposto por ele. Em “A Cega Natureza do Amor” é possível perceber o quanto o autor leva a sério bons desfechos de suas tramas, uma vez que são muitíssimo bem elaborados.

 

“A Fortaleza dos Vencidos”

Nei Leandro de Castro clicado por Giovanni Sérgio

Nei Leandro de Castro clicado por Giovanni Sérgio

O que dizer deste novo romance de Nei Leandro? Por onde começar a comentar?

A sinopse da história é bem simples: um homem, cuja vida é contada desde a infância, faz algumas escolhas erradas que acabam por influir decisivamente em sue futuro. A pior dessas mancadas foi ter se casado com uma louca desvairada que vem a ser sua antagonista no romance e termina por transformar sua vida num inferno.

Porém, quando se trata de um livro de Nei Leandro de Castro, o enredo, por mais bem escrito que seja (e é exatamente esse o caso), é apenas um excelente detalhe frente ao delicioso estilo do autor. As peripécias sexuais dos personagens, os xingamentos proferidos uns contra os outros, os relatos originais contados por alguns figurantes são maravilhosos. A veia humorística do romancista leva um forte tempero seridoense, resultando numa história criativa, divertidíssima e impiedosamente sacana. Eu, por exemplo, não sabia que havia tantos sinônimos para pênis, vagina ou trepada. Como bom caicoense, Nei Leandro é um ótimo contador de histórias.

Diário Estelar 2 – 10.07.2009

julho 10, 2009

Lançamento de “A Fortaleza dos Vencidos” foi um sucesso!

Nei recebeu muitos leitores.

Nei recebeu muitos leitores.

Na última quarta-feira fui ao lançamento de “A Fortaleza dos Vencidos”, novo livro de Nei Leandro de Castro. Até aí, nada demais. Sou fã do grande romancista e não poderia faltar a esse evento. O livro eu ainda não comecei a ler, coisa que farei neste fim de semana. Minha namorada, Beatriz, já iniciou a leitura e está adorando. Natural, pois Nei é fodão. Escreve pra caralho, com uma desenvoltura única. Quem já leu os seus outros romances: “As Pelejas de Ojuara”, “O Dia das Moscas” e “Dunas Vermelhas” sabe muito bem disso.

Porém o lançamento do livro teve outros aspectos que me deixaram muitíssimo feliz. Primeiro a presença maciça de amigos e leitores do escritor. Muita gente foi prestigiar o autor e a livraria estava abarrotada de gente que atendeu o chamado para conferir o que revela essa fortaleza de vencidos e amargurados. E entre os presentes, uma ruma de gente boa, inteligente, que tem muito a transmitir em bate-papos engrandecedores: Puxando o bloco, Giovanni Sérgio, grande expoente da intelectualidade natalense, muito bem acompanhado de Adriano de Sousa, Tácito Costa, Chico Guedes, Tarcísio Gurgel, Tetê Bezerra, Porpino, Nelson Patriota, Patrício Jr., Túllio Andrade, Cefas Carvalho. Noite repleta de boas conversas e uma dessas ocasiões que tornavam impossível dar uma simples “passadinha”. O jeito foi ficar a noite toda e só ir embora na vassoura.

Estou feliz com o sucesso do lançamento e com a noite estrelada de gente de bem e do bem.

A Fortaleza dos Vencidos 1

junho 19, 2009

Convite-reduzido

Amigos redatores, quem tiver sugestões para títulos que promovam este lançamento, podem mandar pro meu e-mail. Os anúncios serão criados próxima semana.