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Ação Leitura 2013 – Abertura e Comerciais

maio 13, 2013

Começa hoje mais uma edição da AÇÃO LEITURA. Esta noite, teremos Clotilde Tavares e Pablo Capistrano em um bate-papo bem legal na abertura que ocorre na UnP da Floriano Peixoto.

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Para quem ainda não viu na TV, aproveito para dividir com vocês os 3 comerciais de divulgação do evento criados pelo Comitê Criativo r produzidos pela ZAM House e Janilson Lima.

 

 

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Coluna do Novo Jornal – 073 – Top 5 Cinema 2011 – 14.01.2012

fevereiro 27, 2012

Passei uns dias sem atualizar o blogue, pois estava viajando. Um mini-recesso aproveitando o carnaval. Porém, hoje na retomada, um dia após o Oscar, por coincidência, a postagem se refere aos 5 melhores filmes que vi em 2011 (não necessariamente produzidos em 2011, mas vistos por mim durante o ano).

Espero que gostem das dicas.

Abralhos.

***

Top 5 Cinema 2011

Em 2011, algumas gratas surpresas saltaram aos olhos deste espectador distraído e cinéfilo amador. Graças a isto, a lista de 5 melhores filmes do ano, que elaboro a cada troca de calendário, me deixou muito satisfeito, como há muito não ficava. Vamos à relação.

 

Meia noite em Paris

Woody Allen na sua melhor forma, divertindo, encantando e surpreendendo em igual medida. Vejo cada filme do cineasta nova-iorquino com grande interesse e entusiasmo renovado, mesmo porque, de “Match Point” (2005) em diante, tenho percebido um sopro de inspiração em suas histórias, como se ele estivesse sempre se atualizando, aplicando roupagens mais atuais a sua conhecida genialidade criativa. “Meia noite em Paris”, porém, superou ainda mais as sempre positivas expectativas em torno do judeu nervosinho. Ao transformar personagens icônicos da cultura mundial em interlocutores do protagonista interpretado por Owen Wilson, numa Paris boêmia e romântica dos anos 1920, o diretor joga o anzol da criatividade contida numa ótima história, fisgando direitinho o público e convertendo este nos seu filme mais bem sucedido desde dos últimos 40 anos. De quebra, o elenco está repleto de coadjuvantes de luxo, muitos ganhadores do Oscar, como Cristopher Waltz, Adrien Brodie, Marion Cotillard e Kathy Bates.

 

Senna

Uma equipe de produção inglesa resolveu fazer este documentário, contando a vida de um dos maiores ídolos do esporte mundial. O Ayrton que se revela na tela é um verdadeiro herói, não por causa das incríveis habilidades na pista, mas por suas características mais humanas. A obstinação, o carisma, personalidade forte e a simpatia, incomum ao frio e arrogante ambiente da Fórmula 1. Tudo isso mostrado sem a pieguice e patriotada que certamente marcaria uma produção nacional. O fato de a história ser contada a partir de um olhar europeu também permite a utilização de reportagens veiculadas em outros países, saindo um pouco do eixo GalvãoBueno-ReginaldoLeme, além de serem exibidas também imagens de bastidores inéditas, conferindo um tempero extra à história.

Outro ponto alto do filme é a contextualização do papel de um cidadão como Ayrton Senna no Brasil da virada dos anos 1980 para os 1990 (eras Sarney e Collor), amplificando mais ainda a idolatria de um povo em torno do homem que se fez mito, do rico que tinha todos os motivos para se envergonhar do seu país, mas preferiu trilhar o caminho mais difícil: o de não apenas de sentir orgulho, mas de irradiá-lo a todo um povo pobre e sofrido, provocando também a admiração por parte do mundo numa época muito anterior aos promissores tempos atuais.

 

X-Men – Primeira Classe

Vivemos um período de transição no mercado cinematográfico. A crise desencadeada pela democratização ao acesso de filmes ou mesmo pela pirataria, situação idêntica à que ocorreu com a falida indústria fonográfica, assola os estúdios, vitimando primeiro a capacidade inventiva dos filmes e, por consequência, a qualidade do que é levado às salas de projeção. A insegurança dos executivos e investidores tiraram o a ousadia da ordem do dia hollywodiano, levando os produtores a jogarem escancaradamente na retranca. Daí a tendência irrefreável às adaptações e refilmagens. Tudo o que fez sucesso em outra mídia (livros, quadrinhos, TV, videogames) pode virar filme, assim como todos os filmes que obtiveram êxito em tempos remotos (ou nem tanto) têm chance de serem refeitos em meio à seca imaginativa que assola os grandes estúdios.

Um dos expedientes mais utilizados é o das continuações ou filmes de origem, como o “X-men: Primeira Classe” que conta o início de uma das franquias de heróis mais bem sucedidas do cinema. Um grande acerto da produção é o respeito ao legado do que já havia sido realizado até então na grande tela para estes personagens. Ao manter a coerência com tudo o que foi contado no cinema até agora sobre os mutantes o filme ganhou pontos com os fãs e, por seguir uma tendência dos estúdios Marvel de priorizar os bons roteiros, alcançou um enorme êxito de bilheteria. O início dos X-Men, a antiguidade da amizade entre Charles Xavier e Magneto, a descoberta dos primeiros mutantes e uma trama cuidadosamente amarrada com a época em que se passa: o auge da Guerra Fria. “X-Men: Primeira Classe” foi uma das grandes surpresas do ano, lançado com desconfiança após os dois filmes anteriores na franquia ( “X-Men 3” e “X-Men Origens: Wolverine”) apenas bonzinhos. Como o filme se mostrou muito bom, o bom e velho boca-a-boca, que tem seu poder amplificado pelas redes sociais, fez o resto. O resultado foi sucesso de público e crítica e a consagração do intérprete do jovem Magneto: Michael Fassbender.

 

Capitalismo, uma história de amor

Como funciona o mercado financeiro? O que aconteceu, realmente, na crise de 2007/2008? Como agem as grandes empresas na condução dos seus negócios e, por consequência, das vidas de milhões de pessoas? Até que ponto uma grande corporação é capaz de ir para obter lucro? Todas essas perguntas serviram de ponto de partida para o norte-americano Michael Moore mostrar o lado mais insaciável do sistema capitalista.

A despeito da ironia do título, o que se vê nos relatos obtidos pelo documentarista, bem como nas histórias de vida mostradas na tela, são retratos desoladores da sociedade de consumo que construímos de forma, aparentemente, irreversível, na qual não se pensa duas vezes em destruir as vidas de pessoas, desde que se assegurem alguns décimos a mais no balanço do mês. Também está permitido lucrar com a morte de pais de família por meio de um curioso sistema de seguros de vida, ou mesmo destruir o patrimônio de milhares de cidadãos ao incentivá-los a pegar empréstimos que não vão poder pagar, com a conivência, incentivo e respaldo do Governo.

“Capitalismo, uma história de amor” promove uma reflexão acerca de um sistema predatório que pode (e deve) ser ajustado para promover o bem de um número muito maior de indivíduos, revelando ainda o tipo de atitude gananciosa, egoísta e sem escrúpulos com que o topo da pirâmide oprime sua base. Um belo filme: elucidativo e divertido ao melhor estilo Michael Moore.

 

Planeta dos macacos – A origem

Numa quarta-feira à tarde da minha infância, liguei a TV para ver o filme da sessão da tarde global. Quando os créditos iniciais anunciaram “O Planeta dos Macacos”, meus sentidos vibraram num misto de curiosidade e excitação para, em seguida,  todo um novo mundo se revelar diante de mim. A história de um grupo de astronautas que viaja para o futuro e se depara com um planeta em que os macacos dominam e os homens são seus inferiores na cadeia evolutiva encantou aquele garoto viciado em desenhos, quadrinhos e filmes legais. Depois disso, revi o filme muitas vezes ao longo dos anos, li a respeito e compreendi sua real dimensão e valor como clássico da sétima arte.

Detestei a refilmagem de Tim Burton de 2001. Por isso, e também em nome da prudência, desconfiei deste filme de origem símio. Minha resistência começou a fraquejar quando saiu o trailer. Logo, percebi que algo muito bom se anunciava. Quando conferi o filme, fiquei muito feliz com a produção, que faz justiça à original da década de 1960. A história de César e sua trajetória até se tornar líder são contadas de forma magistral.

 

5 filmes que valeram a pena ver em 2011.

5 dicas pra você.

Coluna do Novo Jornal – 041 – A Prefeita Mais Bonita da Cidade. – 04.06.2011

janeiro 4, 2012

No dia 04 de junho de 2011, na onda dos grandes êxitos virais, escrevi mais uma sátira da nossa pândega admistração municipal natalense. O resultado foi a coluna “A Prefeita Mais Bonita da Cidade” publicada no Novo Jornal.

Divirtam-se!

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A Prefeita Mais Bonita da Cidade.

Numa bela manhã de chuva, na cidade onde os buracos abundam e se tornam poças prontas a abrigar tantas larvas de Aedes Aegypti quanto estrelas no céu, a chefe do executivo municipal convocou seus mais próximos e fiéis auxiliares para que juntos pudessem conceber uma estratégia de recuperação de imagem. A alcaidessa sabia bem o que queria. Havia ficado muito impressionada com o vídeo da professora Amanda Gurgel, pois desde a novela “Renascer” uma professora não causava tamanha comoção no país. Inspirada na avassaladora repercussão que obteve a educadora ao ter postada na Internet um discurso em defesa da Educação Pública, nossa governante decidiu produzir um hit virtual semelhante, um sucesso viral pra chamar de seu. Aos seus auxiliares, argumentou: “Sou mãe, sou mulher e quero estar revertendo este quadro a nível de imagem negativa.”

A prefeita ordenou que todos ali pesquisassem as últimas tendências da grande rede mundial de computadores para, a partir dali, elaborar um vídeo no qual ela pudesse “bombar” e que os internautas “curtissem” de montão. Lançado o desafio, os presentes, sempre voluntariosos e sequiosos da estima da patroa, se puseram a despejar sobre a mesa uma sugestão atrás da outra, na tentativa de emplacarem cada qual sua solução para o problema que angustiava a pobre mulher.

A primeira ideia era pegar uma carona no CrossFox da Stéphany, aquela linda, maravilhosa e absoluta que caiu nas graças de Preta Gil. A gravação de um clipe a partir de uma melodia bem popular agradaria em cheio ao povão. Ela apareceria ao volante de um CrossFox verde todo adesivado com a logomarca e o slogan “Avança, Natal”, como se o veículo fosse a própria cidade. A letra diria algo como: “Ano que vem, eu vou pedir / o seu voto pra poder sorrir. / Pra ser prefeitaaa, eu sou perfeitaaa. / Eu não sou malaaa. / Eu sou Micarlaaaa”.

Aplausos efusivos. “Bravo! Bravo!”, gritaram todos. Alguns mais entusiasmados já imaginavam um contrato terceirizado com a Volkswagen para substituir toda a frota da prefeitura por CrossFoxes alugados. No entanto, a exigente e criteriosa jornalista, como boa profissional de comunicação que é, preferiu “estar ouvindo outras propostas”.

Foi então que outro de seus assessores disse que uma peça de comunicação muito mais eficaz seria gravar um depoimento sincero para a câmera. A professora Amanda só fez sucesso porque falou diretamente aos corações e mentes da população por meio das lentes da TV Assembleia. Por isso, a sugestão era que a senhora Sousa Webber se inspirasse na modelo brasileira que arrasa no exterior e é sucesso na net, Luísa Marilac. Até porque, MICARLA e MARILAC são anagramas. Vejam que graça! Isto não pode ser coincidência. O vídeo seria assim: Micarla se banha numa piscina natural formada na Avenida Capitão-mor Gouveia pelas fortes chuvas que castigam a cidade. Ela olha para a câmera e diz: “Este ano resolvi fazer algo diferente. Em vez de ir a São Paulo ou Nova Iorque, frequentar restaurantes de requinte e bom gosto, tomar uns “drink”, fiquei para curtir essa deliciosa estação chuvosa na cidade da gente. Mergulhar?” Neste momento, a prefeita submerge na água e nas pesquisas para, metros adiante, mais próxima da câmera, emergir e declarar: “Você sabia que a água está uma delícia? Não? Pois agora você sabe. E aprova.” Ela tira os óculos escuros, sorri e arremata: “E tinha gente dizendo que Natal estava na pior. Se isto é estar na pior… POAHÃÃÃM! O que quer dizer tá bem, né?” Ao final, assina: “MICARLA MARILAC 2012. POAHÃÃÃM!”

Mais aplausos. Alguns dos presentes chegaram às lágrimas. Só não se sabe se comovidos com a boa ideia ou com inveja por não terem sido eles a apresentá-la. A Prefeita estava quase satisfeita, mas não completamente, pois queria ter mais alternativas para pensar a respeito. Foi então que alguém soltou despretensiosamente um jargão “A Prefeita mais bonita da Cidade”.

Os olhos da chefinha brilharam tão fortemente que seriam capazes de iluminar todos os becos da Ribeira. O autor da ideia, então, começou a detalhá-la. Seria um clipe em que Micarla olharia pela janela de sua sala na Prefeitura e sairia cantando “Eleitor, essa é a última ação / pra salvar minha eleição. / Reeleição não é tão simples quanto pensa, / nela cabe o que não pode ir na imprensa…” E apresentou toda a letra que era bastante repetitiva, embalada por açucarada e pegajosa melodia.  No decorrer do clipe, ela sairia encontrando o secretariado pelas escadas, corredores, saguão da Prefeitura, todos cantando a música juntos e se dirigindo à Praça André de Albuquerque onde estariam reunidos todos os ex-secretários que já passaram pelas diversas pasta de sua gestão formando uma verdadeira multidão que daria ao vídeo o final apoteótico desejado.

“MARAVILHOSO!”, gritou alguém. Alguns mais sensíveis se debulhavam em lágrimas, outros já podiam se ver cantando junto à patroa em comercial exibido em horário nobre na TV. A mandachuva da cidade já estava quase autorizando a produção quando percebeu um dedo levantado esperando sua vez de falar. Todos se postaram a ouvir mais uma sugestão. E valeu muito a pena, pois aquela foi a melhor de todas. A câmera, na verdade uma webcam instalada em um notebook, enquadraria a Prefeita que olharia séria e diria: “Olá, eu sou mãe, sou mulher e hoje quero falar sobre um assunto que é muito polêmico…” nesse instante ela ficaria em silêncio por vários segundos, uma espécie de pausa dramática provocadora de suspense, para depois disparar: “MAMIIIIIIILOS!”

A sala de reunião quase veio abaixo de tantos urros e a ovação ao idealizador do vídeo foi como nunca se viu na história desta verde administração. O secretário que sugeriu o roteiro foi alçado à chefia de gabinete e a gravação do viral se dará ainda esta tarde. Acredita-se que a carreira política de Micarla será salva por esta produção que, certamente, vai dar o que falar. Comenta-se que talvez ela até vá ao Faustão no próximo domingo.

***

REFERÊNCIAS UTILIZADAS NESTA CRÔNICA:

1 “Stéphany Cross Fox”

2 “Luísa Marilac”

3 “A banda mais bonita da cidade Oração”

4 “Garoto Mamilos”.

Lançamento “O Verso e o Briefing” de Clotilde Tavares – Convites

agosto 23, 2011

Nesta quinta-feira, 25 de agosto, os Jovens Escribas estarão lançando o mais novo livro da escritora Clotilde Tavares. A nosso pedido, a autora preparou alguns versos, convidando leitores, familiares e amigos para a noite de lançamento. Publico os anúncios logo abaixo:

 

 

E quem quiser conhecer um pouco mais sobre Clotilde, vejam que belo perfil foi feito por Margot em sua revista televisiva Cores e Nomes. Cliquem no vídeo abaixo para assistir:

Vídeos Legais

julho 8, 2011

Os vídeos desta postagem servem para tornar sua tarde de trabalho de sexta e, por extensão, o fim de semana que se avizinha, algo mais divertido.

# 1 – Razões para acreditar em propaganda

Produzido pelo CCRJ, uma divertida paródia do comercial da Coca-cola. Ficou bem legal, mas só pra quem é publicitário ou manja do assunto.

 

# 2 – Joca Reiners Terron fala de seu próximo romance

Joca Reiners Terron fala sobre o livro “Guia de ruas sem saída” que será publicado em 2012. Pela descrição, deve ser bom pra car***alho.

 

# 3 – Antonio Prata no Programa do Jô – Impagável, divertidíssimo, hilariante!

Vejam como se suas vidas dependessem disso!

 

 

 

Mônica e Eduardo – Do tempo dos fanzines

junho 9, 2011

Talvez muitos aqui não tenham vivido esta época, mas no fim dos anos 90, quando eu era estudante de comunicação, havia os fanzines, publicações em papel que evoluíram para plataformas mais dinâmicas como sites e blogues. Entre 1997 e 1999, alguns amigos editavam a AZ Revista, publicação da qual participei com muito orgulho ao lado de Caio Vitoriano, Paulo Celestino, George Rodrigo e Cristiano Medeiros. Hoje, tirando o Lado Erre, não há mais fanzines por aí, mas naquela época os fanzineiros se correspondiam e enviavam suas publicações uns para os outros pelo correio. Uma vez recebi de alguém um zine chamado “Os reis da gambiarra”, divertidíssimo que trazia um texto chamado “Mônica e Eduardo” supostamente escrito por um tal Adolar Gangorra, um senhor de 71 anos de idade. Era uma crítica analítica à música “Eduardo e Mônica” da Legião Urbana.

Essa semana, com o (muito bom) vídeo da VIVO em homenagem à canção da Legião, procurei aqui em meus arquivos o texto do zine e aproveito para publicar aqui pra vocês.

Antes, vejam o vídeo da VIVO:

E agora, divirtam-se com o texto resgatado do fundo falso do baú.

***

Mônica e Eduardo
Por Adolar Gangorra
18/05/01

Esse texto é uma análise comportamental crítica sobre Eduardo e Mônica (aquela música que todo mundo tem obrigação de tocar em churrascos, ao lado de Wish You Were Here, Stairway to Heaven, etc ….) A música Eduardo e Monica da banda Legião Urbana esconderia uma implicância com o sexo masculino? É o que garante Adolar Gangorra. Leia e confira.


O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista.  Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava.  E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso.

Como no caso da música Eduardo e Monica, do álbum Dois da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente enquanto a feminina (Monica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos.

Analisemos o que diz a letra. Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (“Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram”) ao mesmo tempo que tentar dar uma imagem forte e charmosa à Monica (“enquanto Monica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram”). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã, como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (“Festa estranha, com gente esquisita…”). Bom, “Festa Estranha” significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poder fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. “Gente esquisita” é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da Via-Láctea. Enfim, esta era a tal “festa legal” em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos (“- Eu não estou legal. Não agüento mais birita”). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Monica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground. Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (“E a Monica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar”). Vamos por partes: em “E a Monica riu” nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Monica para com Eduardo. Ela, bêbada inveterada, ri de um bêbado inexperiente!

Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se “quis saber um pouco mais” leia-se “quis dar para”!  É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Monica. A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo “boyzinho que tentava impressionar”!  É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como “boyzinho”… Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Monica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (“Se encontraram então no parque da cidade A Monica de moto e o Eduardo de camelo”). A não ser que o Eduardo fosse um beduíno, e estivesse realmente de camelo, mas ainda nesse caso não seria um “boyzinho”. Se alguém aí age como boy, esta seria Monica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (“Ela era de Leão e ele tinha dezesseis”) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Monica.

E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu? Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Monica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (“O Eduardo sugeriu uma lanchonete, mas a Monica queria ver um filme do Godard”). Atitude esta nada democrática para quem se julga uma liberal. Na verdade, Monica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto, em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado pra caralho e com muitas cenas de baitolagem.

Em seguida Russo utiliza o eufemismo “menina” para se referir suavemente à Monica (“O Eduardo achou estranho e melhor não comentar, mas a menina tinha tinta no cabelo”). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. À pouco vimos Monica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Note que Russo informa a idade de Eduardo, mas propositadamente omite a de Monica. Além disto, se Monica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril ou porque é uma baranga escrota mesmo.

O autor insiste em retratar Monica como uma gênia sem par. (“Ela fazia Medicina e falava alemão”) e Eduardo como um idiota retardado (“E ele ainda nas aulinhas de inglês”). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar “iéis”, “nou” e “mai neime is Eduardo”! Incomoda como são usadas as palavras “ainda” e “aulinhas”, para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente. Coitado do Eduardo, é um jumento mesmo…

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (“Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud”). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.As, muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão “do Bandeira”. Francamente, “Bandeira” é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí, cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar “Êta” com “Tiêta” e neguinho ainda diz que ele é gênio!

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (“E o Eduardo gostava de novela”) e crianção (“E jogava futebol de botão com seu avô”). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões!  É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos (“Ela falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação”). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada … Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Monica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (“E o Eduardo ainda estava no esquema “escola – cinema – clube – televisão”). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse “bar da esquina – terreiro de macumba – sauna gay – delegacia”?? E qual é o problema de se ir a escola, caramba?!?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Monica (“Eduardo e Monica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar”). Por ordem: 1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto. 2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo. 3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (“A Monica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar”). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Monica trabalha na previsão do tempo? Não. Monica é geóloga? Não. Monica é professora de química? Não. Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba? Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência …

Ainda em “Ele aprendeu a beber”, não precisa ser muito esperto pra sacar com quem… é claro, com Monica, a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Monica! Grande contribuição!

Depois, temos “deixou o cabelo crescer”. Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Monica na cabeça do iludido Eduardo. Sempre à frente em tudo, Monica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (“E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular”). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Monica deverá estar ganhando o seu prêmio Nobel. Outra prova da parcialidade do autor está em (“porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação”). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Monica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.

O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. Bem típico de algum recalque homossexual do autor, talvez magoado com a natureza masculina. É sabido que em todas culturas e povos existentes, o homem sempre oprimiu amulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra.

Por quê? Ora, porque tanto homens, mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até… Renato!

Adolar Gangorra tem 71 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e não perde um show sequer dos The Fevers.

MICARLA MARILAC

maio 21, 2011

 Este texto foi parte de minha coluna no Novo Jornal deste sábado. Sigam @NovoJornalRN no Twitter. Assinem o Novo Jornal e comprem o Novo Jornal aos sábados que o diam em que minha coluna é publicada.

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MICARLA MARILAC

Muitos aqui já devem ter visto o vídeo que está repercutindo bastante na Internet há umas 4 semanas mais ou menos. O do travesti  brasileiro Luísa Marilac que resolveu mandar um recado especial para os seus desafetos tupiniquins direto de suas férias na Europa, de onde gravou o depoimento que está na boca do povo: “Estou aqui, tomando uns drink, dando uns mergulho…”. Enfim, não lembro o texto exato de sua declaração, pois cito de memória. Entretanto, a frase principal do vídeo, que já virou jargão, não se esquece: “E tinha gente dizendo que eu estava na pior. Se isso é estar na pior… POAHÃÃÃM!”

Bem, essa semana percebi algo muito sério. MARILAC é, na verdade, um anagrama de MICARLA. Ambas as palavras são compostas exatamente pelas mesmas letras. Confiram. Logo que notei isto, resolvi ajudar a recuperar a imagem da nossa soberana municipal, tão desgastada pela nefasta ação da oposição e a má vontade de quem não quer enxergar os avanços obtidos por sua administração. Quero sugerir aos homens fortes que cuidam da imagem da Prefeita que aproveitem a oportunidade e produzam um vídeo no mesmo estilo do que vem batendo recordes na Internet. Tenho certeza que esta produção bem simples e eficaz poderá reverter o quadro desfavorável à alcaidessa. Prestem atenção, Jean, Eugênio, Nélio e Alexandre, pois só vou escrever uma vez.

 COMERCIAL DE 30 SEGUNDOS:

Micarla pula numa piscina e começa a dizer um dos textos na linha “você sabia?” para a câmera. “Você sabia que a educação melhorou por causa de ações de minha administração? Você sabia que a saúde melhorou porque inauguramos uma UPA no Pajuçara? E tinha gente dizendo que Natal estava na pior. Se isto é estar na pior… POAHÃÃÃM!”

No final assina: Micarla Marilac. Jeguial, não? Podem fazer. É batata.

Caso não funcione, o jeito vai ser contratar a outra estrela virtual para ser a nova atriz dos reclames municipais. A professora Amanda Gurgel. Até porque qualquer cachê que oferecerem vai ser melhor que o salário dela.

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BÔNUS – OSAMA MARILAC

Pra brindar vocês com uns bons drink, a genialidade de Marcelo Adnet.

Já vi pior: o outro Marlos Apyus

maio 12, 2011

Quando me mostraram esse vídeo na net, logo pensei que devem existir outros caras como Marlos Apyus (@apyus) e Ticiano Damore (@damoreticiano) espalhados por todo o Brasil. Confesso que me diverti muito com esse clipe artisticamente tosco produzido pelo figura gêmeo de sequela do hobbit natalense foragido em São Paulo.

Divirtam-se! E quem quiser seguir o cara no Twitter, o endereço é @javipior. Se no microblog ele for tão divertido quanto neste vídeo, valerá à pena.

Lançamento de “Do Fundo do poço se vê a lua” – Mais Imagens

abril 11, 2011

Hoje postarei mais algumas imagens da passagem de Joca Reiners Terron por Natal, especialmente seu lançamento no Gringo’s.

Pablo folheia o recém adquirido exemplar autografado pelo autor.

Com o jornalista Yuri Borges do Diário de Natal

Patrício Jr com dores na lombar e Márcio Nazianzeno com dor no braço direito, mas com Lucílio está tudo bem.

Joca autografa um exemplar do lendário "Hotel Hell' para os meninos da Revista Catorze.

Aliás, por falar nos caras da Catorze, eles fizeram uma matéria bem legal sobre o autor.

Confiram:

http://revistacatorze.com.br/2011/a-literatura-que-absorve 

Duas das maiores autoridades literárias da Praia de Pipa

Samuca e Márcio Wilhelm

Nina e eu, cicerones do escriba ilustre.

Márcios

P&B

E vejam também um comercial dos documentários “Amores Expressos” que registrou as aventuras de 16 autores pelo mundo a fim de escrever histórias de amor. Entre os autores, está Joca Terron, pois foi este projeto que resultou no livro “Do fundo do poço se vê a lua”.  Cliquem abaixo para assistirem:

Ainda esta semana, registraremos no blogue dos Jovens Escribas, que fica lá na nossa loja virtual (www.jovensescribas.com.br), alguns momentos do lançamento do livro “Pés no Caminho, Campo de Estrelas”. Divulgarei.

Jovens Escribas Convidam Joca Reiners Terrón – 3

março 18, 2011

Hoje postarei dois vídeos pra vocês se instigarem a participar da nossa programação de segunda.

O primeiro é o “trailer do livro”. Isso mesmo, como se fosse um filme. A editora Cia das letras tem preparado alguns vídeos bem legais para promover seus principais lançamentos. Vejam o vídeo e tentem não ter vontade de ler o livro:

E abaixo, temos uma entrevista do autor no programa Entrelinhas da TV Cultura em que ele fala do livro:

Lembrando sobre a programação do autor em Natal na segunda:

16h – bate-papo com estudantes da escola estadual Anísio Texeira;

18h – palestra para alunos de Letras da UnP;

20h – lançamento de “Do fundo do poço se vê a lua” no Gringo’s Bar em Ponta Negra.

Cores & Nomes com Túlio Ratto

fevereiro 24, 2011

Depois de postar a entrevista de Margot com Daniel Galera, agora é a vez do editor da Papangu, cartunista, ilustrador, artista plástico, modelo e atriz, Túlio Ratto.

Vejam o vídeo com o jovem mossoroense cheio de graça:

Entrevista com Daniel Galera no Cores & Nomes

fevereiro 24, 2011

Hoje postarei uma entrevista bem legal com um dos melhores escritores brasileiros da atualidade, Daniel Galera. Um cara talentosíssimo, que sempre deu uma moral pros Jovens Escribas e que esteve recentemente no RN para participar da FLIPIPA e lançar seu mais recente trabalho, o romance gráfico “Cachalote”, escrito em parceria com Rafael Coutinho.

A entrevista que posto agora foi concedida a Margot no seu quadro “Cores & Nomes” no RNTV primeira edição aos sábados. Ficou bem legal.

Curtam aí:

Aliás, quem for fã do Daniel Galera, recomendo a leitura da seção “Correspondência” no blog do Instituto Moreira Salles, em que o escritor tem trocado missivas com o editor paulista André Conti e ambos têm produzido textos sensacionais no processo. Recomendo: http://blogdoims.uol.com.br/?cat=87

A História dos Jovens Escribas – Entrevista ao Cores & Nomes – Vídeos joias!

fevereiro 23, 2011

Dois vídeos bem lesgais furam postados na net recentemente. O primeiro é um videoclipe que produzimos para comemorar nossos primeiros 5 anos de atuação que conta com a ótima trilha da “Camarones Orquestra Guitarrística”. São 90 segundos que resumem um pouco da nossa história. A edição é da ótima produtora Mais Vídeo.

Outro vídeo bem legal é a entrevista que concedenos a Margot no quadro semanal que ela comanda no RNTV, o Cores&Nomes. Ficou muito legal a entrevista e a edição está muito bem feita. Reparem nas camisetas. Demos entrevista uniformizados. Hehehe. Inclusive, temos camisetas dos modelos verde e preto à venda. Encomendem as suas nos comentários.

Segue o vídeo:

Vídeos Legais.

fevereiro 22, 2011

Marlos Apyus é um jovem jornalista que trabalha com webdesigner. Inquieto que é, o rapaz sempre apronta algumas gaiatices por aí. tudo isso, além do trabalho musical à frente da banda experimental Experiência Apyus.

Pois bem, não é que o bom moço, editou um vídeo bem legal com aquela versão que o Radiohead fez para “Beber, cair, levantar”? O que? Vocês não conhecem essa versão? Pois vejam abaixo:

Outro garoto de grande sagacidade e bom humor é o infante Ticiano Damore, criado do já lendário Wílame. Pois bem, Ticiano é o criador da versão para Bossa Nova instrumental de “Minha mulher não deixa não”. Confiram:

Aliás, para seguir os dois meninos no Twitter, corram atrás de @apyus e @damoreticiano .

Festival Dosol 2010 – Vídeo Cobertura Lado R e O Inimigo.

fevereiro 7, 2011

Vídeo muito legal produzido pela galera do “Lado R” e “O Inimigo” com a cobertura do Festival Dosol 2010. Curtie demais. Curtam aí também!