Coluna da Digi # 107 – Despedida

No dia 05 de setembro de 2010, resolvi encerrar minha coluna da Digi. Para registrar esse momento, escrevi uma atualização de despedida bem mimosinha. É verdade que não consegui largar imediatamente e acabei atualizando mais 4 vezes até a derradeira que publiquei em 20 de dezembro último. Foram duas razões que me levaram a terminar minha coluna no portal da Diginet. A primeira foi a minha entrada como colunista semanal no Novo Jornal, convite que me deixou muito feliz. A segunda foi a projeção que este espaço aqui, meu blogue pessoal, começou a alcançar, motivando-me a atualizá-lo com mais ênfase e trazendo para cá algum eventual texto inédito que não se encaixe na coluna do Novo.

Segue minhas notas de despedida da Digi. Simplezinhas, mas bonitinha. Valeu!

***

Despedida

Muitas vezes, quando se escreve, a parte mais difícil é o ponto final. Especialmente se você gosta do que está escrevendo, publicando ou postando. Quando o seu labor de escriba alcança resultados que correspondam às mais altas expectativas, o mais duro é concluir o trabalho com um trecho final que esteja à altura do restante. Ou ainda se é tomado pela empolgação da escrita e o texto se torna tão divertido para o autor que ele não consegue parar, antevendo com clareza a reação positiva dos futuros leitores. Essa relutância em grafar o ponto definitivo de um texto é como uma espécie de adiamento de uma inevitável despedida. Damos adeus a algo que criamos com esmero e que agora já pode existir por conta própria, sem nossa intervenção, nossa influência.

Despedidas podem ser difíceis e, aqui mesmo, neste espaço virtual que a Digi me cede há 3 anos e que venho tentando ocupar com relativa regularidade, passei por diversas situações como a descrita no parágrafo acima. Muitas das crônicas que publiquei aqui foram difíceis de concluir de tão prazerosas. E o melhor foi que muitas delas não terminaram com o ponto final, pois continuaram pulsando e repercutindo acaloradamente nos comentários que vem logo abaixo.

E depois, muitas vezes os mesmos textos publicados aqui ganhavam repercussão e ressonância nas caixas de e-mail de muita gente, via repasses gerais. Quando saía na rua, amigos vinham comentar a “coluna desta semana”, faziam críticas, elogios, davam risada. Enfim, muitas vezes, nem os pontos finais foram capazes de acabar algumas crônicas. “O Homem que não falava carnatalês”, “A patricinha cultural”, “A fábula das duas cantoras”, “Big Bróder Natown” e “Não basta ser Playboy. Tem que ser DJ” são alguns exemplos de colunas que se espalharam para muito além do portal da Diginet.

Mas agora é chegado o momento de uma despedida que vai ser mais difícil do que concluir muitos dos textos que escrevi e publiquei aqui. Tenho que marcar nesta página da web, um ponto final na coluna “Sei Lá. Mil Coisas.” Fui convidado a escrever no Novo Jornal e sinto que não tenho disponibilidade para escrever duas crônicas todas as semanas. Assim sendo, mudo das segundas da Digi para os sábados do Novo Jornal, como titular do espaço “Jornal de Carlos Fialho”.

Quero agradecer a todos que leram algumas das mais de 100 crônicas que publiquei aqui e peço humildemente que continuem acompanhando as mais novas, todos os sábados no Novo Jornal.

Agradeço também algumas pessoas que me deram suporte aqui na Digi: Humberto Diógenes, Luís Caitif, Luana Ferreira, Jordana Mamede e Atalija Lima.

Obrigado mesmo, gente. Despeço-me agora.

E ponto final.

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